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Destaque-se no mercado: confira 3 conhecimentos complementares que todo advogado deve ter

goo.gl/Bau83V | É bem verdade que podemos observar, já há algum tempo, uma tendência de se pensar no profissional (não só do Direito, mas também de outras áreas) como um especialista.

A necessidade de especialização, entretanto, não altera a importância da multidisciplinariedade inerente a cada área de atuação. Conhecimentos extracurriculares se fazem cada vez mais necessários – e valorizados pelo mercado! – quando o assunto é qualificação profissional.

Nesse contexto, o advogado moderno não pode se fechar dentro do mundo jurídico: é saudável e até recomendável o diálogo com outros ramos do saber. No post de hoje, destacamos 3  conhecimentos complementares que certamente alavancarão sua prática. Confira:

Informática

Em meados da década de 1990, surgiram os chamados computadores pessoais, que contavam com um sistema operacional de fácil utilização. A partir de então, a informática praticamente substituiu a datilografia nos escritórios de advocacia e nas repartições públicas, facilitando e dando celeridade à elaboração de petições e peças processuais.

Não demorou até que os primeiros softwares especificamente desenvolvidos para a advocacia surgissem no mercado. São programas para computadores que registram o andamento processual, exibem notificações e peças importantes e mantém um cadastro de clientes e processos ativos.

Bons conhecimentos em informática já facilitavam em muito a administração das demandas e o relacionamento com os clientes. A grande novidade, porém, é o processo eletrônico que já é uma realidade em muitos tribunais brasileiros, sendo que em algumas varas não é mais sequer possível peticionar sem a autenticação digital.

Marketing jurídico

Sabemos que a advocacia é uma função pública essencial à administração da justiça, e não uma mercadoria. Por outro lado, o advogado é um profissional que vive dos serviços que presta. Muito por conta disso, tem se falado cada vez mais em marketing jurídico, uma ferramenta que auxilia o advogado a adquirir novos clientes. É importante salientar que o advogado está autorizado a fazer publicidade de sua atividade, e que é importante para o cidadão ter acesso a esta informação.

O Código de Ética e Disciplina da OAB, bem como o Provimento 94/2.000, estabelecem regras para a divulgação e publicidade da advocacia, fazendo com que um plano de marketing voltado para esta área tenha as suas particularidades. É fundamental que o advogado conheça essas regras, que devem ser vistas não como uma restrição, mas sim como uma proteção à imagem da categoria.

Conhecimentos em gestão

A gestão de pessoas e recursos é um instrumento que pode fazer a diferença tanto para o advogado autônomo quanto para um grande escritório. Trata-se de rever procedimentos administrativos para balancear a relação custo x benefício.

Pegar causas em outras comarcas pode gerar uma boa receita, por exemplo. No entanto, isso acarretará o aumento com despesas de transportes e diárias, o que nem sempre é viável. Uma boa opção é delegar a execução de atos processuais e diligências simples a um advogado correspondente que tenha domicílio na comarca perante a qual tramita a demanda.

Para o jovem advogado que deseja fundar uma banca competitiva, de fato, o conhecimento demandado vai muito além do jurídico: é preciso ser empreendedor, ter capacidade de liderança, saber gerir pessoas e ter a visão do escritório enquanto uma empresas que precisa de um gerenciamento eficiente em todos os setores – financeiro, administrativo, de marketing, dentre outros.

Em conclusão, resta destacar que o domínio básico de outras áreas do conhecimento serve para ajudar e não para atrapalhar, por isso é importante perder o medo ou até mesmo o preconceito que nos impede de termos uma formação mais completa!

É bom saber também que você não está sozinho nessa jornada: muitas seccionais da Ordem dos Advogados oferecem capacitação digital, e muitas empresas oferecem outros serviços de treinamento e orientação para advogados.

Fonte: blog juriscorrespondente