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Clientes acusam advogado de se apropriar do dinheiro de causas ganhas na Justiça

goo.gl/d3UdDq | Clientes do advogado Adson Pinho Pinto, 37, o acusam de se apropriar do dinheiro obtido por meio de causas ganhas na Justiça. No site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) constam nove processos contra o advogado, dos quais, em quatro, ele foi condenado a ressarcir os clientes. Entretanto, os documentos apontam que nenhuma das vítimas recebeu o valor devido, até o momento. Apesar do primeiro processo movido contra Adson ser datado de 2009, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Amazonas (OAB-AM) afirma que ainda não pediu afastamento do réu da Advocacia, mas que investiga o caso.

A maioria dos clientes são pessoas desempregadas que moveram ações trabalhistas e ganharam, na Justiça, o direito a receber valores entre R$ 1,5 mil a R$ 8 mil das empresas a que eram vinculadas. No entanto, também foram lesados clientes que buscaram ressarcimento junto à esfera cível.

À reportagem, a funcionária pública Maria de Nazaré Mendes Sales, 58, disse que procurou o advogado, em 2009, para entrar com pedido de indenização contra uma empresa de telefonia. De acordo com ela, Adson não a informava sobre a movimentação do processo. “Em 2014, descobri que eu havia ganhado a causa e que ele havia sacado meu dinheiro, mas não me repassou nada”, lembrou ela, que ingressou com um processo contra Pinto, em dezembro do ano passado, para tentar reaver o valor de R$ 7.598,64 que havia ganhado, mas que, agora, reajustado, chega a R$ 13.868,62.

Da mesma forma, foi lesado o aposentado Manoel Arcanjo da Silva, 61. De acordo com a filha dele, Solange Sales da Silva, 36, o idoso também contratou Adson, em 2010, para pedir indenização de uma empresa bancária. Em 2012, a Justiça condenou a empresa a pagar R$ 7.785,45 ao aposentado. O valor foi sacado pelo advogado, mas não foi repassado ao cliente. “Ele sempre falava que não tinha novidades, mas meu pai se cansou e, quando foi consultar por conta própria, viu que havia ganhado a causa e que o valor já havia sido sacado”, disse.

Em maio de 2013, o aposentado processou o advogado que foi condenado, em outubro do mesmo ano, como consta no site do TJAM, por danos morais e danos materiais. De acordo com a sentença, assinada pelo juiz de Direito da 7ª Vara do Juizado Especial Cível, Moacir Pereira Batista, ele foi condenado a pagar R$ 15.586,42 pelos danos causados ao cliente. No entanto, o valor não foi pago, até o momento, e o juiz pediu o bloqueio de bens do advogado.

Adson também foi condenado, em 2014 e este ano, por ações movidas por outros dois clientes que o haviam contratado para defender causas trabalhistas.

Nos processos nos quais Adson Pinho foi condenado, os juízes solicitaram que fosse enviada à OAB-AM uma cópia das decisões com a orientação de que fosse aberto um procedimento disciplinar para apurar a conduta do advogado. Em nota, a OAB informou que acompanha alguns casos envolvendo o advogado, mas destacou que os procedimentos estão sob sigilo.

Por Carla Albuquerque
Fonte: new d24am

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