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Juiz é acusado de agredir empresária a tapas por conta de vaga em estacionamento


goo.gl/fQiDKG | O juiz da 2ª Vara Cível de Itaipava, Comarca de Petrópolis, na Região Serrana, Ronald Pietre, está sendo acusado de agredir uma empresária a tapas - chegando a deslocar o braço da vítima e rasgar a blusa dela - por causa de uma discussão por uma vaga de carro. O caso ocorreu por volta de 9h30 desta segunda-feira, no estacionamento do restaurante Senhora Serafina, em Itaipava.

De acordo com Manuela Carreira, proprietária do estabelecimento, Pietre teria retirado cones e estacionado seu carro na vaga de carga e descarga do restaurante, para ir a uma academia de ginástica ao lado. Em depoimento na106ª DP (Itaipava), onde registrou o caso, Manuela contou que foi ponderar com o juiz que o local não poderia ser ocupado, porque um veículo com mercadorias estava chegando.

“Fui agredida fisicamente por um homem hoje (ontem) no estacionamento do restaurante. Por uma vaga de carro, do meu carro, que é de carga e descarga, vocês acreditam? Estou tão fragilizada que mal me reconheço. Esse homem é o Juiz do Fórum de Itaipava, Ronald Pietre. Sacou arma, fez atrocidades”, escreveu Manuela em seu perfil no facebook, onde também postou fotos com supostas marcas no corpo, que teriam sido causadas pela agressão.

Depois de ter sido atendida no Hospital Santa Teresa e passar por exames de corpo de delito, Manuela recebeu o amparo de amigos e parentes. “Estamos todos chocados, perplexos. Como a população pode confirmar num homem desiquilibrado e covarde desses? Que agride uma mulher indefesa, achando que só porque é juiz está acima de tudo e de todos?”, desabafou, indignada, a sócia de Manuela, Andréa Rosa.


Empresária acusa juiz de agressão por conta de vaga em estacionamento
Foto: Divulgação

De acordo com testemunhas, o juiz, que portava uma arma, mostrou sua carteira de magistrado a policiais militares que foram acionados por Manuela. “Realmente quando uma `otoridade´ diz... sabe com quem vc está falando. Chame a polícia. Nojo, repúdio. Sofrer na própria pele dói na existência. Nas vou até o fim, sendo juiz ou não”, completou o texto em seu perfil. Nas redes sociais, o caso está alcançando grande repercussão.



Foto divulgada pelo juiz à imprensa, mostra sua mão, com ferimento supostamente provocado pela empresária
Foto: Divulgação

Em sua defesa, o juiz, em nota, afirma que o ocorrido não passou de uma "simples discussão" e que ele também foi agredido pela mulher. "O incidente ocorrido não passou de uma simples discussão acalorada entre duas pessoas por causa de uma vaga de estacionamento. Só isso! O fato da minha condição de magistrado é que está motivando essa suposta “vítima” em alardear o incidente nas redes sociais. Tudo que ela fala nas redes sociais não consta no depoimento que ela própria prestou na Delegacia!  Também fui vítima de agressão dessa senhora, como se constata na foto da minha mão, em anexo. Esse machucado foi provocado pela unha dessa senhora. Fui também ao IML fazer exame de corpo de delito!".

Confira a nota do magistrado na íntegra: 

Abaixo todos os depoimentos colhidos ontem na Delegacia de Polícia, logo depois do incidente, em virtude dos fatos que estão sendo noticiados pela internet. Ao contrário do que está sendo veiculado nas redes sociais, em momento algum agredi a Sra. Maria Manuela e muito menos disse que era juiz de direito e nem apontei arma de fogo, apesar de estar com uma em dentro de minha pochete, na cintura. A suposta “vítima” somente ficou sabendo que eu era magistrado quando se deslocava para a Delegacia de Polícia, no interior da viatura da Polícia Militar. Conforme narro no meu depoimento, me identifiquei como magistrado apenas para o policial e de forma bem discreta, em virtude de estar com uma arma de fogo.

O incidente ocorrido não passou de uma simples discussão acalorada entre duas pessoas por causa de uma vaga de estacionamento. Só isso! O fato da minha condição de magistrado é que está motivando essa suposta “vítima” em alardear o incidente nas redes sociais. Tudo que ela fala nas redes sociais não consta no depoimento que ela própria prestou na Delegacia!

Também fui vítima de agressão dessa senhora, como se constata na foto da minha mão, em anexo. Esse machucado foi provocado pela unha dessa senhora. Fui também ao IML fazer exame de corpo de delito!  Os cinco depoimentos que estão abaixo e representam a íntegra de todas as declarações prestadas em sede policial, logo após ao incidente. De todos os depoimentos, o mais importante é do farmacêutico Pablo, por ser a única pessoa inquirida realmente na condição de testemunha, por não ser parte envolvida e não ter qualquer vinculação (afetiva ou de subordinação profissional com os envolvidos).  Examinem os depoimentos para a divulgação, dentro da ampla liberdade de imprensa, como assegurado na Constituição Federal.

Um outro caso de agressão à mulher que chocou o país foi o da modelo e atriz Luiza Brunet. Ela acusa seu ex-namorado de ter lhe dado um soco e quebrado quatro costelas durante discussão.

Leia o depoimento completo da vítima

Ainda estou com dores no corpo e com a alma em frangalhos. Tentando entender o móvito de tanta violência e covardia. Eu me aproximei do homem, que nem imaginava que fosse juiz, e que estava acompanhado de uma mulher, tentando argumentar que o local que ele tinha parado era de carga e descarga do meu restaurante. Imediatamente ele veio para cima de mim, gritando: `Você sabe com quem está falando?´. Respondi que não me interessava saber e que ele não deveria gritar comigo, pois só queria a liberação da vaga. Completamente transtornado, enfurecido, com os olhos vermelhos, ele veio para cima de mim com o punho fechado e me desferiu um soco.

Eu tentei me proteger e acabei tendo o pulso aberto. Quando eu me virei para sair do alcance dele, ele me agrediu com um tapa pelas costas e rasgou minha blusa. A agressão foi tão forte que meu braço esquerdo foi deslocado na altura do ombro. Meus funcionários e pessoas que passavam na hora o imobilizaram e o levaram para a academia ao lado. Parecendo estar possuído, ensandecido, ele conseguiu se desvencilhar de uns cinco homens pelo menos e sacou uma arma de cano curto, vindo em direção ao restaurante à minha procura. Eu fugi e me escondi, porque senão, com certeza, ele teria me matado.

Quando a PM chegou, ele mostrou a carteira dizendo que era juiz. Na delegacia, no início, ele foi atendido por um delegado (Nei José Ramos Loureiro, titular da 106ª DP) e eu por um funcionário plantonista. Presenciei que o delegado, que também me recebeu posteriormente, se dirigiu ao plantonista dizendo: `Não fecha o registro ainda não, porque o juiz alega que foi agredido, mostrando um arranhão no braço´. A revolta e a indignação por tudo isso me doem na alma. Mas não vou me calar, assim como nunca me calei em defesa dos pobres, negros e outras causas que, quem me conhece, sabe. Nunca vou me acovardar só porque ele é juiz. Vou processa-lo.

Por Francisco Edson Alves
Fonte: odia ig

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