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Advogados denunciam ondas de ameaças e defendem porte de arma de fogo

goo.gl/lYEzVU | “Os advogados sofrem ameaças constantes no Amazonas”, afirmou o procurador-geral de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM), Alan Johnny da Fonseca, durante ato público para pedir mais segurança à classe realizado ontem pela manhã, na Ponta Negra. A manifestação aconteceu cinco dias depois da advogada criminalista Mara Inês Ribeiro Lima ter sido encontrada morta, em um matagal, na Zona Oeste. Para ter mais segurança, a categoria defende a aprovação do projeto de lei 704/2015, que inclui o porte de armas entre as prerrogativas dos advogados.

De acordo com a Delegacia de Homicídios, que investiga o caso, um suspeito de ter cometido o crime está preso e o carro da advogada foi recuperado.

Segundo Fonseca, em cinco anos foram registrados mais de 100 casos de ameaças contra advogados no Amazonas e para ele, os números podem ser ainda maiores porque há casos de advogados que não denunciam as ocorrências. O advogado explicou que a maioria das ameaças partem de pessoas que querem que os profissionais abandonem os casos em que estão atuando.

Fonseca afirmou que o advogado é mais vulnerável que juízes e promotores porque eles não têm o poder público para garantir a segurança deles. “Os colegas juízes e promotores tem essa segurança garantida”, completou ele.

Diante de toda essa insegurança, o procurador afirmou que vai agendar uma reunião com o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), Sérgio Fontes, para pedir que seja criada uma comissão dentro da Polícia Civil para acompanhar os casos. “Essa comissão terá o objetivo de combater e investigar crimes contra advogados, promotores e juízes”, explicou.

Mais atos

Fonseca destacou que é importante que essa comissão seja implementada porque muitas denúncias não são investigadas. Na opinião de Fonseca, casos de ameaças são vistos como de menor complexidade, por isso, na maioria das vezes, não são investigados. “A colega que foi assassinada denunciou. Se a polícia tivesse investigado essas ameaças talvez isso não tivesse acontecido”, avaliou.

A advogada Janaína Cavalcante, uma das organizadoras do ato, contou que não conhecia Maria Inês pessoalmente, mas defende que a classe esteja unida para lutar contra crimes como esse. “Nós não somos criminalistas, nem conhecíamos ela (Maria Inês) pessoalmente, mas temos que nos unir contra esses crimes”, disse ela.

Cavalcante também afirmou que os advogados do País inteiro sofrem ameaças constantemente e é necessário ações para coibir. Ela afirmou também que a manifestação de ontem foi apenas a primeira de muitas que os profissionais pretendem realizar ao longo deste ano.

OAB/AM defende porte de arma

Os advogados defendem a aprovação do Projeto de Lei 704/2015 que prevê o porte de arma para os profissionais. Segundo o procurador-geral de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), Alan Johnny da Fonseca, hoje esse direito é garantido apenas aos promotores e juízes. “O advogado está envolvido na defesa do direito de terceiros e muitas vezes é ameaçado por isso. Então é justo que lhe seja garantido esse direito para que, pelo menos, se minimize o risco”, justificou. O porte de arma para advogados foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, em maio, no entanto, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Veículo recuperado

Ontem pela manhã, policiais da 5ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) localizaram o veículo da advogada criminalista Mara Inês, na avenida Brasil, no Santo Antônio, na Zona Oeste. O carro, um prisma de placas NOX-3175 estava abandonado e teve as duas placas adulteradas. O veículo foi encaminhado à Delegacia Homicídios (DEHS). Um suspeito de ter participado do crime também foi preso.

Por Alik Menezes
Fonte: acritica

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