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Juiz da Vara Criminal denuncia soltura irregular de preso suspeito de matar delegado a tiros

goo.gl/sE8S1C | O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, afirma que um homem, preso suspeito de matar um delegado Célio Tristão, foi liberado da cadeia de forma irregular. Conforme o magistrado, mesmo investigado por este e mais um homicídio, Rafael Ferreira de Almeida, de 22 anos, acabou sendo solto após ser inocentado por um roubo, em Trindade, na Região Metropolitana da capital.

O suspeito deixou a Casa de Prisão Provisória (CPP) do Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia no último dia 13 de julho. Além do delito pelo qual foi absolvido, ele é acusado de outros seis crimes, entre eles, os assassinatos, receptação e posse ilegal de armas.

Segundo Alcântara, responsável por analisar um dos assassinatos, é preciso se Rafael foi liberado de forma intencional. Ele afirma que a situação expõe a fragilidade do sistema prisional atualmente.

"Isso prova que o sistema não tem credibilidade perante o Poder Judiciário e também perante a sociedade. Porque uma pessoa que está presa de maneira regular e sai com alvará de soltura de outra comarca, sem uma verificação previa, nós temos então que saber se isso aconteceu ou por má fé ou por um descuido", afirma.

O magistrado revela que, na quarta-feira (3), está marcada uma audiência relacionada ao homicídio que tramita em sua Vara. Neste caso, a prisão dele foi decretada. "Com certeza, Rafael não virá porque foi solto. Se vier, apesar de não intimado, será preso", disse.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou que abriu uma sindicância para apurar o caso e que já afastou o funcionário responsável pela soltura do preso. O comunicado destacou ainda que a polícia está a procura de Rafael.



Delegado Célio Tristão morreu ao ser baleado durante assalto, em Goiânia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Revolta

Rafael foi preso no dia 30 de janeiro deste ano, quando era foragido da Justiça. Em um vídeo feito pelos policiais, ele confessa que matou o delegado aposentado Célio Cassimiro Tristão, de 73 anos.



O crime aconteceu em 29 de dezembro do ano passado. O advogado da família, Michel Ximango, disse estar surpreso e revoltado com a decisão de liberar o suspeito mesmo havendo outros mandados de prisão contra ele.

"Eu pensei que o mesmo estaria preso, mesmo com esse alvará. Os outros crimes que foram cometidos, sempre com violência, grave ameaça, e infelizmente tivemos um desfecho desse", reclama.

Fonte: G1

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