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O que o ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, ensina à sua carreira

goo.gl/6iV0CB | Há três anos, Luís Roberto Barroso chegou ao ápice do sucesso na carreira de um advogado: assumiu o posto de ministro do Supremo Tribunal Federal, cargo máximo do judiciário brasileiro.

Formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e pela Yale Law School, hoje ele é considerado um dos profissionais mais liberais da corte. Entre outros pontos altos de sua carreira estão a defesa do casamento homoafetivo, de pesquisas com células-tronco embrionários, da proibição do nepotismo no Judiciário e da interrupção da gestação de fetos anencefálicos, assim como a batalha contínua pela liberdade de expressão.

Convidado para o evento comemorativo dos 25 anos da Fundação Estudar, onde falou aos presentes sobre legado, ele lembrou desses seus votos para dar a dimensão do que hoje pode ser considerado como seu próprio legado – aquele de sua carreira e de sua atuação como ministro, de forma mais específica – e ofereceu conselhos aos jovens profissionais que também querem deixar uma marca:



A seguir, assista aos melhores momentos de sua participação na Reunião Anual da Fundação Estudar.

Atuação no STF 

Sobre o início no STF, ele já adianta: “Eu comecei no Supremo Tribunal Federal num momento difícil”. Seus primeiros votos como ministro, em 2014, estavam relacionados ao julgamento do chamado mensalão. Ele acreditava que o crime de formação de quadrilha ou bando já estava prescrito, e absolveu os acusados dessa acusação específica. “O que minha família e eu lemos e ouvimos de barbaridade, vocês não podem imaginar”, disse. 



Legado 

Membro de uma corte em que cada voto tem o poder de mudar rumos do país, Barroso definiu o significado da palavra parafraseando Nelson Mandela. “É a diferença que fizemos na vida dos outros que vai determinar a importância da nossa vida”, disse o líder sul-africano em um discurso de 2002. “Como houve um refluxo da política no Brasil nos últimos anos por muitas razões, muitos avanços relevantes foram conquistados via Poder Judiciário, via judicialização”, explica o ministro, de forma crítica. Serve de exemplo a união homoafetiva que, enfrentando resistência no legislativo, ganhou status de lei a partir de decisão do STF.

Outro legado recente da casa, para ele, é a intolerânca à corrupção e ao mau uso do dinheiro público, que começou com o julgamento do Mensalão e passa pela Lava Jato.



As opiniões do ministro 

É da natureza do posto que ocupa ter que formar opiniões sobre temas complexos e, não raro, polêmicos – afinal de contas, as opiniões e interpretações dos 11 ministros têm o poder de decidir o que será considerado certo ou errado no país. Nos vídeos a seguir, descubra o que Barroso pensa sobre temáticas polêmicas: corrupção, reforma política, ensino público e privatização, gastos com funcionalismos públicos, aborto, união homoafetiva e privatização vs ensino público.



Trajetória acadêmica e profissional 

De todas as provas que já fez na vida (ele passou nos concursos para professor universitário na UERJ e na UnB e para procurador), ele considera as mais difíceis aquelas que teve de realizar para ingressar no colégio Pedro Álvares Cabral, a concorrida escola pública onde Barroso cursou o ensino médio. Depois ingressou no curso de Direito da UERJ, abandonou uma graduação paralela em Economia na PUC-Rio e participou do movimento estudantil que combatia a ditadura no país. Para saber como sua trajetória culmina em um dos cargos mais prestigiados do Brasil, assista aos vídeos a seguir: 



* Este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal da Fundação Estudar

Rafael Carvalho, do Na prática
Cecilia Araújo, do Na prática
Fonte: Exame

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