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PMs: Justiça mantém indenização à família de jovem torturado e obrigado a pular de ponte

goo.gl/uaCjII | O Tribunal de Justiça de Pernambuco manteve a decisão da primeira instância, ocorrida há nove anos, e condenou o estado a indenizar a família de um adolescente de 17 anos que morreu depois de ser torturado por policiais militares e obrigado a pular da Ponte Joaquim Cardoso no Rio Capibaribe no carnaval de 2006. A indenização por danos morais e materiais, concedida aos pais de Zinael José de Souza, foi no valor de R$ 350 mil.

Para o pai do menino, que trabalhou 30 anos como policial militar antes de se aposentar, a revolta pela perda do filho não passa. “Se naquele momento, tivesse ocorrido uma operação policial, como deveria ter acontecido, eu estaria com o meu filho vivo, a gente não estava passando por essa situação constrangedora, ninguém estava aqui atrás de solucionar o problema de outra forma porque dinheiro não paga a vida de ninguém”, contou Israel da Silva.

Quanto mais o caso se arrasta, mais sofrimento, relata a mãe de Zinael. “Não tem remédio que cure a dor de uma mãe perder o filho na situação que eu perdi. Queria ele vivo porque, ele ia fazer o futuro dele. Mas, infelizmente, aconteceu esse problema e quem perdeu foi eu”, desabafou Zineide Maria Souza.

Como ainda cabe recurso, o estado deve recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Ainda não há um prazo para o julgamento final acontecer e, consequentemente, não existe uma previsão para que a família de Zinael possa receber a indenização.

“Não obstante a agilidade do Tribunal de Justiça de Pernambuco no julgamento dessa questão, infelizmente o nosso Judiciário ainda não encontrou uma forma de fazer que essas decisões sejam efetivamente cumpridas pelo poder público. O estado demora anos para pagar uma indenização como esta, que é uma coisa absurda. Então, nós, infelizmente, não temos noção de quando será paga a indenização a essa família que tanto está sofrendo neste momento”, ressaltou o advogado Afonso Bragança.

O caso

Zinael morreu afogado depois de ter sido torturado junto com um grupo de amigos no carnaval de 2006. Policiais militares espancaram o grupo embaixo da Ponte Joaquim Cardoso e depois obrigaram os meninos a pularem no Rio Capibaribe. Outro jovem de 15 anos, que não sabia nadar, também morreu afogado. Os policiais foram julgados pelo crime e o comandante da ação, o tenente Antônio Fêlix, foi condenado a 150 anos de prisão, mas está respondendo em liberdade.

Fonte: G1

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