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Matou e esquartejou o marido: Julgamento de Elize Matsunaga começa em São Paulo

goo.gl/1ymZxQ | Começou, na manhã dessa segunda-feira (28), em São Paulo, o julgamento de Elize Matsunaga. Ela é acusada de matar e esquartejar o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, herdeiro do grupo Yoki. Elize está presa e já confessou o crime.

Como Elize é ré confessa do crime, o que está sendo discutido no julgamento é o tamanho da pena. A acusação pede a pena máxima, mas dizem que ficarão satisfeitos com 24 anos de punição. Elize é acusada de homicídio triplamente qualificado, destruição e ocultação de cadáver. Os advogados de defesa alegam que ela agiu em legítima defesa, mas sabem que será muito difícil que a ré saia isenta de uma pena grande.

O carro que levou Elize Matsunaga saiu do presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, pouco depois das 7h e chegou ao Fórum da Barra Funda às 9h10. O julgamento de Elize acontece na sala dez. São sete jurados, quatro mulheres e três homens, que vão formar o conselho de sentença. Eles ficam recolhidos e incomunicáveis até o fim do júri.

No total serão ouvidas 22 testemunhas. Primeiro, serão ouvidas as testemunhas chamadas pela acusação, depois de defesa. E então, é a vez dos peritos e depois o interrogatório de Elize. O juiz, o promotor, a defesa e os jurados podem formular perguntas para a ré e também para as testemunhas e os peritos. Elize não é obrigada a responder a nenhuma pergunta e tem o direito constitucional de se manter em silêncio. No fim de tudo, acontecem os debates entre acusação e defesa.

Elize Matsunaga confessou que matou o marido e é acusada de homicídio triplamente qualificado com três agravantes: motivo torpe, que quer dizer, moralmente reprovável, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Os advogados de Elize negam todos esses agravantes. “Ela sempre retratou com a mesma versão: antes, teve discussão, extremamente elevada e só a partir daí que fatos se desenrolaram”, afirma o advogado de Elize, Luciano Santoro.

A acusação vai dizer que Elize planejou tudo por dinheiro. “É evidente que planejou tudo, ela buscou uma saída dele para que ela procurasse um detetive. Ela forjou uma série de situações que deixa bem claro uma coisa: ela queria matar o Marcos”, afirma o promotor José Carlos Consenso.

“Ela diz que houve discussão, que houve um tapa, mas o Marcos não está aqui para desmentir. É só a palavra dela, não tem nenhum elemento, nenhuma prova”, completa Luiz Flávio D'Urso, assistente de acusação.

No processo de mais de quatro mil páginas, testemunhas contaram que o casamento de Elize e Marcos Matsunaga ia muito bem no começo. Isso mudou quando Elize descobriu que ele a estava traindo. A partir daí começaram as brigas e as discussões. Ela contou à polícia que chegaram a fazer terapia de casal e que 20 dias antes do crime, estava tudo bem.

Elize tem curso técnico de enfermagem e, na época, estudava direito. Ela sabe atirar e possuía quatro armas em seu nome.

Histórico

Marcos e Elize se conheceram por um site de agenciamento de garotas de programa. Ele ainda era casado. Em 2009, já divorciado, Marcos se casou com Elize. “Essa mudança de vida se deu por conta de uma paixão. Ele realmente gosta dela, estava apaixonado por ela”, afirma Luiz Flávio D'Urso, advogado dos pais de Marcos.

Em junho de 2010, Elize descobriu a primeira traição do diretor e herdeiro da Yoki. Ela disse à polícia que só não pediu divórcio porque estava grávida. “Eu ia me separar, descobri que estava grávida. Falei pra ele e ele pediu perdão. Falou que aquilo foi uma coisa irresponsável da parte dele, que ele não ia fazer mais”, disse Elize em depoimento.

A filha do casal nasceu em abril de 2011. No depoimento, Elize contou que Marcos ficou distante depois do nascimento: “Ele saía, não dava muita bola, ficava com a gente só de vez em quando”.

Elize descobriu que Marcos tinha uma nova amante. Ela contratou um detetive particular, que gravou imagens dos dois. Elize, que estava no Paraná, voltou para São Paulo.

Era a data do crime: 19 de maio de 2012. O casal pediu uma pizza e Marcos desceu para pegar. Logo depois, o casal começou a discutir. Elize contou que sabia que ele tinha uma amante, que tinha contratado um detetive.

Segundo Elize, Marcos deu um tapa no rosto dela. Ela pegou uma arma e atirou. Elize disse que esquartejou o marido dentro do apartamento onde moravam na Zona Oeste de São Paulo e que colocou as partes do corpo em três malas. Na manhã do dia seguinte, ela entrou no elevador de serviço carregando as malas e foi para Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, onde jogou os sacos em cinco lugares diferentes. Dezessete dias depois do crime, Elize foi presa.

Por Felippo Mancuso
Fonte: g1 globo

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