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Estudante, primeiro lugar em Direito na Ufac diz que leu mais de 40 livros no ano de 2016

goo.gl/BT2HhL | O amor à leitura foi o segredo do estudante Claudio Roberto Diógenes, de 15 anos, aprovado em primeiro lugar para o curso de direito da Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Morador de Rio Branco, o acreano diz que chegou a ler mais de 40 livros durante o ano passado.

Aluno da rede pública de ensino, Diógenes afirma que a nota permaneceu na primeira colocação entre as vagas de ampla concorrência durante todo o período de inscrição do Sisu. "O que mais contribuiu para o meu desempenho foi a questão da leitura. Amo ler e foi o que fez a diferença na argumentação da redação e interpretação das provas", revela. Ele teve média final de 741 pontos.

A rotina de preparação, segundo o estudante, se intensificou somente no segundo semestre, com períodos de estudo de aproximadamente 12 horas em alguns dias. No início, Diógenes conta que, além das aulas do 3° ano do ensino médio, revia conteúdos em casa. Ele estudava na Escola Estadual José Ribamar Batista (Ejorb), na capital acreana.

"Não tive uma rotina de estudos muito organizada, variava muito, em alguns dias eu estudava mais. A partir do segundo semestre, comecei a fazer o pré-Enem da Ufac e foi uma alavancada. No começo do ano, era mais a questão da escola mesmo e estudando em casa, com videoaulas, revisando e aprofundando os conteúdos", lembra.

O acreano diz ainda que dedica a vitória aos pais, que sempre incentivaram o interesse pelos estudos. "Devo tudo aos meus pais. Se tive esse desempenho, foi porque tive o privilégio de que eles tenham trabalhado tanto para que eu tivesse tempo e estrutura para estudar. Graças a eles, tive muitas oportunidades e consegui aproveitá-las. Ficamos muito felizes", comemora.



Estudante teve média 741 pontos, segundo o Sisu (Foto: Reprodução/Sisu)

A mãe do estudante, a técnica em enfermagem Fátima Diógenes, concorda com o filho, mas reconhece a dedicação dele. Ela lembra que, desde criança, Diógenes foi dedicado aos estudos e apaixonado pelos livros. Por isso, a família tinha certeza que o resultado seria satisfatório.

"Sempre incentivei muito a educação, que é o que podemos dar aos filhos. Sempre fui a mãe que ia à escola. Mesmo trabalhando muito, sempre cheguei em casa e cobrei as tarefas. Ele é um filho de ouro, lembro que tinha pânico de chegar na escola sem ter feito algum exercício. Os pais têm que ter a consciência que a escola não tem total obrigação, a maior parte é família", ressalta.

Futuro

Sobre o futuro, os singelos 15 anos de idade falam mais alto. Diógenes revela que quer seguir a carreira, talvez prestar concurso público após formado, mas ainda prefere não colecionar muitas certezas. O interesse pelo direito é antigo, desde muito tempo ele pensa em trabalhar com pessoas.

"Direito sempre foi uma ideia. Eu queria algo que pudesse trabalhar diretamente com pessoas. Quero fazer direito, porque acho que é uma área muito ampla e que realmente posso crescer, posso fazer coisas significativas. Quando penso no futuro, não tenho nada muito sólido em mente. Pretendo seguir carreira, mas de forma geral é algo ainda inesperado", finaliza.

Por Caio Fulgêncio
Fonte: g1 globo

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