Notícias

Curiosidades

Dicas

Artigos

Além da advocacia: confira 12 excelentes áreas do Direito que você pode atuar

goo.gl/mgi6QL | Ao contrário do que muitos podem pensar, a formação em Direito não se limita à atuação nos tribunais. Na verdade, são muitos os ramos em que o graduado na área jurídica pode atuar.

Veja em nosso post de hoje algumas das áreas de atuação para o profissional formado em Direito, bem como as suas responsabilidades e requisitos:

1. Acadêmica

O bacharel em Direito pode atuar na área acadêmica, ministrando aulas de diferentes disciplinas — como Direito Empresarial, Penal, Civil, Ambiental, Administrativo, Constitucional, dentre outras — para o ensino superior.

Ele pode atuar em instituições públicas ou privadas, como professor universitário ou como tutor dos alunos da graduação, em universidades e faculdades. Poderá, ainda, se qualificar como professor de cursos preparatórios para concursos públicos ou para o exame da Ordem.

Os requisitos

De modo geral, para conseguir compor a equipe de docentes nas instituições de ensino público ou privado, o graduado em Direito deve dar continuidade aos estudos por meio do mestrado, do doutorado e, preferencialmente, do pós-doutorado.

Mas antes de se formar, ainda na faculdade, o estudante de Direito já pode se preparar para esta carreira, por meio de atividades de extensão. Como exemplos destas atividades, podemos citar: monitoria, participação em colóquios e em congressos e na publicação de artigos científicos.

Boa oratória, paciência, domínio da disciplina que lecionará e disponibilidade para transmitir o conteúdo aos alunos serão fundamentais para ter sucesso na carreira de docente.

2. Judicial

A magistratura é uma das carreiras jurídicas mais cobiçadas entre os bacharéis de Direito, mas as responsabilidades que a envolvem não são fáceis.

Isso porque a função do juiz envolve julgar as demandas judiciais; zelar pela solução ágil das divergências e conflitos de interesses entre as pessoas; prevenir e reprimir atos contrários à dignidade humana e à justiça, por meio da conciliação das partes envolvidas.

É o juiz quem decide qual das partes agiu em conformidade com as leis e costumes da nação, bem como a culpabilidade dos envolvidos. É ele também quem expede mandados de prisão, de busca e de apreensão, medidas liminares e de cautela antecipada, dentre outros atos jurídicos.

Mais especificamente, os juízes da justiça comum julgam os conflitos entre pessoas físicas, jurídicas e o poder público (áreas cível, criminal e Justiça Federal), desde que elas não estejam ligadas aos interesses da Federação. Já os juízes federais realizam o julgamento e qualificam as causas de interesse da União.

Os requisitos

Os juízes são agentes do poder judicial, devem ser bacharéis em Direito e concursados. Assim, para atuar nesse cargo, o bacharel deve ser aprovado em concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em cada uma das fases envolvidas. É exigida também do bacharel atuação na área jurídica por, no mínimo, 3 anos, bem como o cumprimento do ato formal de nomeação, respeitando a ordem de classificação.

Como qualidades interessantes para a carreira de magistrado podemos destacar a capacidade de tomada de decisões de forma imparcial e o interesse pelo conhecimento sobre as mais diversas áreas do Direito, visto que os estudos serão intermináveis nessa profissão.

3. Promotoria

No processo judicial, é preciso que os interesses da sociedade e do Estado sejam defendidos. Para tanto, existe o cargo de promotor.

A promotoria é um cargo público, contratado por meio do Ministério Público, com atuação nas mais diversas esferas do Direito.

Os requisitos

O cargo de promotor é alcançado por meio de concurso público, também de provas e títulos. Vale ressaltar que o poder de comunicação e as capacidades oral e escrita são essenciais para esta profissão.

4. Procuradoria de Justiça

O procurador ocupa o cargo hierarquicamente superior ao do promotor de justiça. A sua atuação se dá, consequentemente, em um órgão superior dentro do próprio Ministério Público Estadual. Ele exerce a mesma função que o promotor, isto é, defende os interesses da sociedade nos mais diversos conflitos que a envolvem.

Assim, o procurador de justiça atua nos tribunais das Câmaras Cíveis e Criminais, na figura de defensor da ordem jurídica justa e por meio do ajuizamento de ações. Sua atuação se dá por meio da condução de inquéritos para investigação de suspeitas de crimes ou no papel de fiscal em ações ajuizadas por terceiros. Ele pode ser municipal, estadual ou federal — tudo no âmbito do MP.

Os requisitos

A faculdade de Direito é requisito essencial, além do cadastro ativo na OAB e da aprovação em concurso público, de provas e títulos. É preciso, ainda, que o bacharel tenha atuado por dois anos como advogado, antes de prestar o concurso.

Para aqueles que têm interesse em seguir a carreira de procurador, é também indispensável que tenham domínio da oralidade e da escrita, além da desenvoltura para falar em público.

5. Desembargadoria

O desembargador é um título concedido a um juiz por uma série de requisitos como merecimento ou antiguidade. Ele é um membro do Tribunal de Justiça ou do Tribunal Regional, responsável por julgar a decisão dos juízes mais novos quando o julgado não se satisfaz com a sentença expedida em um tribunal.

Outras atribuições do profissional envolvem:

  • A promoção de ações penais;
  • A apuração de responsabilidades;
  • A fiscalização do cumprimento das leis.

As suas decisões (denominadas acórdãos) envolvem crimes comuns, como habeas corpus concedidos ou negados e crimes de membros do Ministério do Trabalho.

Vale lembrar que:

  • Os desembargadores estaduais pertencem à Justiça Comum;
  • Os desembargadores federais estão conectados à Justiça Federal;
  • Os desembargadores federais do trabalho estão ligados à Justiça do Trabalho.

Os requisitos

Diferentemente dos juízes, a atuação do desembargador não demanda a realização de concurso — ele é indicado por nomeação ou recebe o título por merecimento. Geralmente, o desembargador nomeado atuou como advogado ou membro do Ministério Público antes de ser indicado para o cargo.

Como qualquer outra carreira jurídica, a função é exercida por profissional que tenha formação superior em Direito, desde que tenha atuado em função jurídica no setor público ou tenha prestado concurso para um cargo no Ministério Público.

O cargo de desembargador exige do profissional que o assumir, assim como para o cargo de juiz, muita imparcialidade e dedicação aos estudos jurídicos.

6. Defensoria pública

O defensor público é o profissional que defende os cidadãos que não podem pagar por assessoria jurídica em seus processos judiciais. Dessa forma, embora seja um funcionário público, ele atende às necessidades do seu cliente — e não do município, do estado ou da federação.

Neste sentido, ele pode ser um procurador municipal, estadual ou federal e representar os interesses de cada um desses âmbitos.

Os requisitos

Para atuar como defensor público, o bacharel em Direito deve também prestar concurso de prova e títulos, bem como comprovar experiência prévia na área da advocacia. Do defensor público, são esperados os mesmos atributos do advogado: poder da oratória, da argumentação e do convencimento, além de desenvoltura para se comunicar.

Para aqueles que têm espírito altruísta e almejam profissões em que consigam prestar auxílio e solidariedade a pessoas carentes, a defensoria pública pode ser uma ótima opção.

7. Análise judiciária

O analista do judiciário é o responsável por atuar na área administrativa (atendimento ao público, setor de recursos humanos, organização de atas de audiência, arquivo etc.) e na área jurídica.

Nesse último caso, ele exerce as suas funções junto ao juiz, recebendo e distribuindo petições nos tribunais de justiça ou nos tribunais federais.

Os requisitos

Para atuação na área jurídica, o analista deve ser bacharel em Direito, enquanto que como analista administrativo é exigida qualquer formação superior. O cargo é também conquistado por meio de concursos públicos, específicos para a área.

Apesar de não ser necessária a formação jurídica para a carreira de analista administrativo, o graduado neste curso sai na frente em relação aos demais candidatos. Isso porque estudou, na faculdade, várias matérias cobradas nas provas, como Direito Administrativo, Constitucional e Regimento Interno dos órgãos públicos.

Organização, responsabilidade e interesse pelos estudos são qualidades esperadas do profissional que pretende seguir a carreira de analista do Judiciário.

8. Oficial de Justiça

O oficial de justiça é considerado um auxiliar dos Tribunais, que realiza um apoio operacional à Justiça brasileira. Ele é o responsável por executar as ordens judiciais, em qualquer fase do processo.

Dentro da categoria de oficial de justiça, estão incluídos os conciliadores, os escrivães e os tradutores, que dão suporte ao nosso Poder Judiciário.

Os requisitos

O ingresso nesta carreira é realizado por meio de concurso público e, na maioria dos editais, há como requisito a graduação em Direito.

O profissional que assume a função de oficial de justiça deve ter grande conhecimento do Direito e do processo jurisdicional, tendo em vista que esta função é necessária em praticamente todas as fases das ações judiciais.

9. Delegacia de polícia

O delegado de polícia pode atuar na Delegacia de Polícia estadual ou federal. A sua função é a de liderar a investigação criminal.

Isso significa que ele será o responsável pela coordenação da preparação dos inquéritos, pela chefia das investigações policiais e pela emissão dos mais variados documentos públicos que envolvem este processo.

Os requisitos

O cargo é concursado e é exigido que o candidato seja bacharel em Direito. Após aprovação, o futuro delegado deverá frequentar um curso preparatório, oferecido pela própria polícia.

Um delegado de polícia deve ser dotado de muita autoconfiança, de autocontrole, de coragem e de senso de justiça. Além disso, é importante que saiba agir com bom senso diante dos desafios da profissão.

10. Oficial da Polícia Militar

O oficial da Polícia Militar é um cargo público, e o profissional é responsável por atuar como comandante de companhias da polícia militar e nas unidades operacionais.

Ele realiza a superintendência das tropas empregadas em operações policiais militares, zela pela boa apresentação do pessoal e se relaciona diretamente com diversos segmentos da sociedade, de forma a cuidar e supervisionar todo o policiamento da companhia.

Os requisitos

Para ser oficial da Polícia Militar, é preciso ser bacharel em Direito e ter aprovação em concurso público. Assim como para o cargo de delegado, é exigida a realização de um curso preparatório antes de iniciar oficialmente as suas atividades profissionais.

Capacidade de raciocínio rápido, organização e muita seriedade são características básicas esperadas do oficial da Polícia Militar.

11. Escrivão da Polícia Civil

O escrivão de Polícia Civil é o profissional responsável por dar cumprimento às formalidades processuais, lavrando e subscrevendo os autos e termos do seu ofício.

Ele também:

  • Supervisiona os processos e inquéritos distribuídos e os trabalhos cartorários da Corregedoria, das Delegacias especializadas, municipais e do Distrito Policial;
  • Recolhe fianças;
  • Expede mandados, citações, notificações e intimações;
  • Atende convocações extraordinárias.

Os requisitos

Para ser escrivão da Polícia Civil, é necessária a obtenção do diploma ou o certificado de conclusão de graduação em Direito. Faz-se necessária, além disso, a aprovação em concurso público.

O escrivão deve ser um profissional organizado, disciplinado e sério, para supervisionar e emitir os documentos públicos de sua responsabilidade.

12. Diplomacia

A diplomacia é uma opção interessante para os bacharéis em Direito e não envolve a atuação como advogado. Os diplomatas são os representantes de nosso país em assuntos de interesse das relações exteriores, por meio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Tem como atribuições informar, negociar e representar os interesses brasileiros diante das outras nações.

Os requisitos

Para se tornar um diplomata, o graduado em Direito deverá prestar e ser aprovado no concurso do Instituto Rio Branco, pertencente ao nosso Ministério das Relações Exteriores. Depois de aprovado, o futuro diplomata receberá um curso de preparação ministrado pelo próprio Instituto, para começar a exercer esta profissão.

Esta é uma outra carreira em que os estudantes de Direito são beneficiados: muitas das matérias que são cobradas na prova são estudadas na faculdade, tais como: Direito Internacional, Política, Economia etc.

Além do domínio de vários idiomas, o bacharel em Direito que tem interesse em seguir a carreira diplomática deverá se dedicar ao estudo de outros idiomas. Organização, disciplina, capacidade de argumentação, amabilidade e carisma são também características importantes nessa área.

Agora que você já sabe em quais áreas do Direito você pode atuar, que tal contar para a gente quais são os seus planos profissionais? Em qual delas você pretende fazer carreira? Deixe um comentário!

Fonte: blog una

1 comentários :

Agradecemos pelo seu comentário!