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Justiça obriga Fundação Casa a reintegrar diretor demitido após tortura de menores

goo.gl/gHJV44 | A Justiça do Trabalho mandou a Fundação Casa reintegrar do diretor Wagner Pereira da Silva, que tinha sido demitido depois de denúncias de tortura na unidade que ele comandava, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo. A sessão de espancamento dos menores, depois de uma tentativa de fuga, foi filmada. O caso se transformou em um escândalo e levou à demissão desse diretor e de outros funcionários. A Fundação Casa recorreu da decisão.

No complexo Vila Maria ficam 11 unidades da fundação casa que abrigam 678 internos, 35 a mais que a capacidade, que é de 643 menores.

Há quase 4 anos, cenas terríveis aconteceram na unidade João do Pulo, depois de uma tentativa de fuga/ funcionários da fundação ameaçaram um grupo de internos neste pátio e depois bateram neles com violência em uma das salas.

No vídeo, agentes de segurança da fundação casa dão tapas, socos, cotoveladas e chutes nos menores. Pouco antes do espancamento, um outro funcionário tinha ameaçado os internos na quadra, bem na frente do diretor da unidade.

Depois da agressões, o diretor Wagner apareceu na porta da sala. Ele, e mais dois funcionários foram demitidos por justa causa, o que fez as ameaças, foi suspenso por 29 dias.

Wagner entrou na Justiça e exigiu ser reintegrado à fundação casa. Pediu também uma indenização de R$ 50 mil. Ele alegou que não participou das agressões.



Imagens mostram funcionários agredindo internos da Fundação Casa (Foto: TV Globo/Reprodução)

A juíza do trabalho Patrícia Almeida Ramos aceitou e determinou a reintegração. Ela considerou que não ficou provado que Wagner participou das agressões. Também considerou que ele não estava na sala e que não há qualquer indicativo de que ele tenha participado nem como espectador.

"Ficou comprovado no processo judicial que ele não se omitiu, porque não tinha conhecimento”, diz o advogado do diretor, Felipe de Castro Pólio. “Na verdade, ele estava fora do local quando do início da rebelião, voltando para sua casa, foi chamado, retornou. Quando chegou, a rebelião já estava contida. Em virtude de todos os problemas, cadeiras quebradas, objetos queimados, ele teve que ir ao setor burocrático, tomar todas as providencias que a ele cabe, como diretor da instituição, tomou de 3 a 4 horas nisso tudo e durante esse período que ele estava fora é que houve as agressões."

No entanto, a presidente da Fundação Casa, Berenice Gianella, diz que a responsabilidade pelo que acontece e por quem entra e sai da unidade é sim do diretor. Por isso, a Fundação Casa já recorreu da decisão da justiça.

"Ele participou de tudo, ele viu tudo, e ele tinha obrigação de acompanhar tudo até que os meninos fossem levados para o quarto e fossem dormir. E aquilo tudo aconteceu no momento antes dos meninos irem paro quarto. E o vídeo tem horas, horas de filmagem e mostram que ele estava presente sim", disse Berenice.

A presidente da Fundação Casa disse que ficou sabendo da tentativa de fuga mas só tomou conhecimento das agressões depois que foi procurada pela TV Globo. Os processos sobre as agressões aos menores ainda correm na Justiça Comum.

Por Andressa Rogê, TV Globo
Fonte: g1 globo

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