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Polícia desmente garota e diz que ela não foi ameaçada pelo pai: 'Manipulada'

goo.gl/52QZ9C | A Polícia Civil não encontrou indícios que comprovem a eventual ameaça praticada pelo escritor Joselito Oliveira Rocha, de 40 anos, contra a filha Gloria Maria de Souza Rocha, de 17. Ela registrou um boletim de ocorrência falso após ter sido supostamente sequestrada em Santos, no litoral de São Paulo.

Joselito e Maria negam as acusações da filha Gloria (Foto: José Claudio Pimentel/G1)

O caso da adolescente ganhou repercussão após ela fugir de casa, permanecer cinco dias desaparecida, ser localizada e voltar para a família contra a vontade. A jovem, mais tarde, afirmou ser vítima de violência doméstica e, com a ajuda da irmã, Erika Cristina Carballo, de 23 anos, denunciou o pai.

O inquérito foi finalizado na segunda-feira (24) pela delegada Ligia Ribeiro de Mello e apresentado ao promotor de justiça Rogério Pereira da Luz Ferreira, que não encontrou base para oferecer ação penal. Na quarta-feira (26), a juíza Lívia Maria de Oliveira Costa decidiu pelo arquivamento dos autos.



Estudante foi a delegacia acompanhada de amigos e familiares denunciar o pai (Foto: José Claudio Pimentel/G1)

A apuração do 7º Distrito Policial de Santos focou-se na eventual coação praticada por Joselito contra a filha, para que ela registrasse um boletim informando ter sido sequestrada na ocasião após o desaparecimento. Um inquérito foi instaurado para apurar crimes de denunciação caluniosa e constrangimento ilegal.

Ao denunciar o pai, Glória disse à polícia que ele a obrigou a "narrar falsamente a ocorrência", e alegou que ele a ameaçou, "dizendo que iria matar não só a adolescente, como também a sua irmã e a sua genitora [a dona de casa Maria José de Souza Franklin, de 44 anos]". Para a polícia, isso não aconteceu.

Em depoimentos distintos, Joselito e Maria negaram as alegações da filha e disseram não saber o real motivo dela tê-lo denunciado. A conclusão do promotor sobre o caso é de que existe um "intenso conflito familiar" entre as partes, mas que não há comprovação de grave ameaça e, assim, base para ação.



Joselito nega as acusações e diz que foi vítima de armação (Foto: José Claudio Pimentel/G1)

"Depois do que passamos, tudo começa a ser esclarecido. Minha vida se tornou um caos. Agora, eu quero que ela responda na Diju [Delegacia da Infância e Juventude], pois acho que tem alguém atrás dela a manipulando, que ela foi manipulada", disse o escritor, ao saber da decisão da Justiça. Ele quer que a filha volte para casa.

O advogado de Gloria e Erika, Darcio Cesar Marques, informou que não concorda com o arquivamento e que vai pedir a reabertura do processo. "Vou acionar o Ministério Público, uma vez que existem provas evidentes de que ele, mesmo sabendo que a filha não foi sequestrada, registrou a ocorrência".

Um inquérito de violência doméstica, no qual Gloria é a vítima e o pai o agressor, ainda está aberto na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. A investigação, sigilosa, é comanda pela delegada Fernanda dos Santos Souza, e ainda não tem prazo para terminar. A polícia aguarda o resultado de laudos.



Gloria foi acolhida por amigos para conseguir chegar à delegacia (Foto: José Claudio Pimentel/G1)

O caso

O rosto de Gloria se espalhou pela internet em 5 de junho, depois que o pai, o escritor Joselito Rocha, pediu ajuda ao alegar que a filha havia sumido, após ter sido deixada na escola. Cinco dias depois, a jovem foi encontrada, voltou para casa, registrou o caso na polícia e ainda gravou um vídeo ao lado dele.

A reviravolta no caso ocorreu um dia depois. Acompanhada de um conselheiro tutelar, da coordenadora da escola onde estuda e de amigos, a jovem prestou depoimento relatando a coação para registrar fatos inverídicos e as agressões, que ocorriam até com chicote. A adolescente foi encorajada por Erika, que não a via há 16 anos.

Elas são irmãs por parte de mãe, mas nunca tinham se falado. As duas foram separadas depois que a Justiça determinou que o casal Maria e Joselito perdesse a guarda de Erika, que foi colocada à adoção. A decisão ocorreu após a jovem, na época com 6 anos, ficar internada por conta de violência doméstica.

Maria e Joselito falam em "armação" e negam as acusações de Gloria, cuja guarda foi entregue à irmã por decisão da Justiça após o caso vir à tona. Desde então, a polícia e a Promotoria apuram as reais circunstâncias de todo o ocorrido e as supostas agressões, da qual a esposa do escritor também seria vítima.



Após 16 anos separadas, irmãs se reencontraram (Foto: José Claudio Pimentel/G1)

Fonte: g1 globo

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