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Trauma psicológico: advogado que estuprou menina de 11 anos é indiciado

goo.gl/Ez31NB | O advogado de 49 anos preso acusado de estuprar uma menina de 11 na casa dele, em Jacaraípe, na Serra, foi indiciado por estupro de vulnerável. Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído e a prisão se torna preventiva. O crime aconteceu no dia 7 de janeiro. O nome dele não será divulgado por determinação do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini, disse que o advogado alega inocência, mas um laudo do Departamento Médico Legal (DML) comprovou que o estupro foi anal. Informou ainda que mapeou cartograficamente durante dois meses a área da orla de Jacaraípe junto a Prefeitura Municipal da Serra para identificar o local do crime, conforme descrição da vítima.

Entre outras provas que vão de encontro ao que foi descrito pela menina, estão o reconhecimento da foto do acusado via Whatsapp e pessoalmente na Delegacia da Bahia, para onde ela se mudou após o acontecido. Além disso, o imóvel em Jacaraípe está registrado em nome do advogado, o mesmo citado pela vítima em depoimento.

“Diante do trauma, ela se mudou do Estado, mas reconheceu a foto formalmente. Nos foi encaminhado e juntamos ao inquérito policial, o que torna o crime e autoria sem nenhuma dúvida. Por isso pedimos a prisão preventiva do investigado”.

O advogado está preso no Quartel Geral da Polícia Militar, em Maruípe, desde o último dia 10, em sala de estado maior (ambiente separado e sem grades), conforme artigo 7, da lei 8.906/1994, estabelecida no Estatuto da Advogado. Pazolini informou que o mandado foi expedido em 9 de junho, mas o acusado nunca era encontrado na residência de Jacaraípe, nem no local de trabalho, em um prédio localizado no Centro de Vitória. Ele também deixou de comparecer as audiências com clientes. Tudo foi interpretado como tentativa de evitar a prisão.

O crime

A vítima, que é moradora do bairro Vila Nova de Colares, afirmou em depoimento que estava com amigas na Praia de Jacaraípe e ficou sozinha após algum tempo. Quando passava por uma calçada, foi puxada a força para a casa do advogado e estuprada. Ela tentou gritar, mas a rua não tem câmeras e é pouco movimentada. Ao fim, o homem teria oferecido R$ 50 para ela voltar, caso tivesse gostado.

“É um lugar perigoso, infelizmente ela estava lá. mas foi atraída. Poderia ter tomado precauções para evitar todo tipo de crime, mas sem dúvida nenhuma a responsabilidade e culpa é do acusado”.

O acusado diz que recebeu a menina em casa porque ela pediu para usar o banheiro. Disse que eles permaneceram na casa entre 25 e 30 minutos, ofereceu pão e café para ajuda-la e negou o estupro. Mas o delegado não acredita nessa versão.

“Há essa divergência, mas não há duvidas que ela esteve na casa do acusado durante esse tempo. Ele próprio confirma. Mas não nos parece razoável que uma criança de apenas 11 anos de idade frequente a residência de um cidadão de 49 que nunca viu e permaneça lá por meia hora”.

O acusado é advogado trabalhista há 25 anos. Ele é divorciado, tem dois filhos, morava sozinho e não tem antecedentes criminais. “Ele trabalha desde 1992, tem um escritório profissional, e não há desculpa para essa conduta. Ele mais do que ninguém conhece a lei e os crimes. Não era o comportamento esperado de um cidadão que exerce essa profissão”, afirmou o delegado.

Fonte: eshoje

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