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Advocacia criminal: 5 dicas para gastar tempo apenas com o que realmente importa

goo.gl/voT1Uf | No mês do advogado, é importante lembrar que esta é uma profissão de vencedores de desafios. Não me refiro aos processos e às sentenças de absolvição que, seguramente são vitórias, mas, sim, à cada pequena batalha arraigada em nosso cotidiano que passa despercebida aos demais.

No texto de hoje, darei cinco dicas para você deixar de gastar tempo e energia com o que não importa pra você.

Quantas vezes não gastamos horas (não é força de expressão) para localizar e ter vista de um inquérito policial de 10 folhas, com a oitiva do cliente designada para o outro dia? Isto quando não somos jogados de um lado para o outro da cidade em busca de autos que, ora estão na delegacia, outrora no fórum.

Por isso a primeira dica é:

1) Conheça sua comarca

Grandes comarcas como São Paulo têm muita variação de procedimento nos cartórios e delegacias, por isso, é importante se informar com antecedência sobre os atos processuais e extrajudiciais a serem praticados. Se você não tiver nenhum colega criminalista por perto, procure por estas informações no próprio cartório.

Embora o volume de trabalho dos servidores seja extenso, quase sempre podem te revelar os caminhos das pedras. Tenha em mente que é importante requerer com jeito e assertividade. Lembre-se que qualquer imbróglio ao exercício das suas prerrogativas também pode significar cerceamento de defesa.

2) Defina seus limites

Você precisa ter bem claro (para si mesmo) até onde quer ir por seus clientes – sem prejudicar sua carreira e a produtividade do seu trabalho, de preferência. Muitas famílias enxergam o advogado como um grande quebra-galho ou feitor de milagres, pedindo que se responsabilize pelo jumbo do preso ou garanta sua absolvição a qualquer custo.

Alguns clientes procuram o advogado apenas para transformá-lo em seu gestor de negócios, levando e trazendo volumes de um lugar para outro. Seguramente este é um caminho sem volta.

Não importa quanto você quer aquele caso: não vale a pena contrariar seus princípios ou exceder sua função técnica. As consequências são, no mínimo, imagináveis. Mas, para isso, você precisa estabelecer uma linha nítida. Trace-a antes de precisar dela.

3) Crie uma estratégia

Você precisa ter uma visão global sobre o todo e agir sempre segundo esta convicção. Conheça seu patrocinado e os detalhes do caso. O sucesso da ação pode residir nas características pessoais do seu cliente.

Ter em mente sua idade e a data dos fatos, por exemplo, pode te levar à tese da prescrição e extinguir a punibilidade preliminarmente. Num delito com concurso de agentes, toda a estratégia pode mudar se você representa um ou ambos. Não deixe o caso ao acaso.

4) Conheça o seu perfil de clientes

Se você deseja iniciar na advocacia criminal, esta dica é para você.

Seja realista e use as condições existentes (localização, habilidade, personalidade, etc.) a seu favor. A melhor maneira de conquistar a pessoa que procurou seus serviços é confirmar as expectativas que fizeram com que ela notasse você.

Algumas pessoas procuram serviços personalizados, sem atendimentos intermediários e mais discretos. Outras se encantam com estrutura. Você precisa usar o que tem e valorizar seus resultados – mesmo que pretenda mudar seu perfil num futuro breve.

5) Você e seu cliente devem estar alinhados

Se você escolheu ser advogado criminal, não pode ter preguiça ou ficar cansado só de pensar. Você e seu cliente precisam ter a mesma visão da defesa. E, às vezes, isso pode levar horas.

Não se trata de explicar a técnica processual adotada, mas é imprescindível que o réu saiba qual o ponto nevrálgico da tese, sob o qual ele não pode hesitar.

Uma boa instrução pode cair por terra se, no depoimento pessoal, o réu fala demais ou de uma forma decorada – neste especial, lembre-se que o direito ao silêncio pode ter sua valia ou mesmo a ausência do réu em audiência. Novamente: estratégia.

Observe que estas instruções superam o trabalho técnico do advogado e, até mesmo pela natureza dinâmica da profissão, não são absolutas. Mas devem te poupar tempo para usá-lo com o que importa pra você – e aí é que está: você é quem vai dizer o que vale seu tempo quando traçar estes quesitos.

Se, ao final, você entender que agrega valor ao seu trabalho fazer eventuais favores aos clientes e seus familiares, vá em frente. Meu ponto é que você não desperdice matéria-prima – principalmente humana – com tarefas sem impacto positivo na sua atividade.

Ser advogado é uma responsabilidade social grande demais para ser feita de improviso e nem todos têm amigos de carreira para perguntar como fazer. Procure por seu método, defina-o com bom respaldo e contribua com a geração de uma advocacia criminal séria e eficiente.

Por Amanda da Mata
Fonte: Canal Ciências Criminais

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