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Estudante é impedida de assistir aula por estar com calça rasgada: 'Humilhação', diz

goo.gl/TWQp5e | Uma estudante de 21 anos foi impedida de assistir aulas na noite de terça-feira (15) na Escola Estadual Alberto Alves Rollo, em Américo Brasiliense (SP), por estar usando uma calça rasgada.

Larissa Ariane de Souza, que cursa o 3º ano do ensino médio na Educação de Jovens e Adultos (EJA), disse que a direção da escola pediu para que ela fosse trocar a calça ou se retirasse da escola. “Foi uma humilhação”, contou a jovem ao G1.

A Diretoria Regional de Ensino de Araraquara informou que um conselho decidiu proibir shorts e bermudas acima do joelho ou calças customizadas neste ano. A escola negou que ela tenha sido humilhada e disse que fará uma reunião para reavaliar o regimento em relação ao uniforme (veja abaixo os posicionamentos na íntegra).

Abordagem de inspetoras

Segundo Larissa, ela havia acabado de entrar na escola no bairro Nova Cerqueira e estava com amigos quando foi abordada por uma inspetora perto do pátio. “Ela disse: essa calça rasgada não pode, é regra da escola, vou ter que avisar o diretor".



Larissa Ariane de Souza foi impedida de assistir às aulas com calça rasgada (Foto: Arquivo Pessoal)

A estudante, que está matriculada na escola desde o início do ano, disse que não sabia da regra e entrou na sala de aula normalmente. No final da primeira aula, outra inspetora entrou na sala e pediu que ela a acompanhasse até a diretoria.
Entrei na sala e o diretor só percebeu o rasgo porque eu mesma mostrei. Então ele disse que era regra, que eu deveria ir para casa trocar a peça de roupa ou me retirar da escola”, afirmou.
Larissa disse que não teria como ir para casa, pois mora longe da escola e todas as suas calças têm os mesmo detalhes desfiados. “Não tenho o tipo de roupa que eles aprovam para ir para escola. E, segundo o diretor, mesmo que for um rasguinho pequeno na canela ele não deixa entrar“, desabafou.

'Humilhação'

Ela ficou ainda mais inconformada porque já havia frequentado as aulas com esse tipo de calça desfiada. Ela postou vídeos no Facebook relatando o problema e eles já tiveram quase 50 mil visualizações.

“Uma semana inteira e ninguém falou nada. Fora que já fui com outros modelos de calça, todas com o mesmo tipo de rasgo. Nunca me falaram dessa regra, nem na matrícula. Foi uma humilhação a forma que me abordaram, pois poderia ter sido algo em particular. Também foi humilhante ter que subir, pegar minhas coisas e ir embora por não ter a roupa que a escola aprova”, disse.



Calça alvo da polêmica em escola de Américo Brasiliense (Foto: Arquivo Pessoal)

Agora, a estudante espera poder voltar a frequentar as aulas, pois não tem dinheiro para comprar outra calça e a escola só fornece a camiseta como uniforme. “Na quarta não fui à aula e não sei quando retornarei , pois estou desempregada, tenho uma filha de 3 anos e não tenho como comprar uma calça que nem vou usar porque não gosto muito, só para frequentar mais 4 meses de aula. Queria que eles entendessem que nem todos podem comprar as roupas que eles aprovam. Se a roupa não for vulgar, por que proibir?”, questionou.

Diretoria de Ensino e escola se posicionam

Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de Araraquara esclareceu que o conselho de pais e mestres da escola estadual decidiu, no começo do ano, que os alunos não poderiam frequentar as aulas com shorts e bermudas acima do joelho ou calças customizadas.

A direção da escola informou que a jovem foi alertada sobre a proibição e que não houve qualquer desrespeito ou humilhação. A unidade escolar fará nova reunião para reavaliar o regimento escolar em relação ao uniforme.

Fonte: g1 globo

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