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Justiça anula óbito de mulher considerada morta ao cair em golpe do seguro de vida

goo.gl/zXPsHQ | A Justiça concedeu a anulação do óbito de Cristiane da Silva, de 39 anos, após ela ter sido considerada morta ao cair em um golpe em São Carlos (SP). Na ocasião, quatro pessoas que participaram da fraude pretendiam se beneficiar com R$ 1,4 milhão em apólices de seguro de vida.

Segundo a advogada da vítima Sandra Nucci, a Justiça enviou um ofício no dia 17 de julho ao cartório para que seja autorizada a emissão de novos documentos no nome de Cristiane. “Ela está sendo acompanhada por uma assistente social da prefeitura, que irá ajudar a cobrir os custos”, explicou.

No final de maio (30), a Polícia Civil encontrou o caixão com pedras e um serragens após averiguar o caso. Os integrantes da quadrilha que aplicaram o golpe ainda estão soltos, e a polícia ainda ouve algums testemunhas para concluir o inquérito.



Equipe policial acompanhando a exumação do túmulo em São Carlos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Entenda o caso

Segundo a investigação, os suspeitos usaram os documentos da mulher, que é de Matão (SP), e simularam sua morte para conseguir o dinheiro de 5 apólices de 4 seguradoras. O líder do esquema é um ex-agente funerário, de 47 anos, que contou com a ajuda do genro, um corretor de seguros de 25 anos, e sua filha, uma dona de casa de 24 anos, que seria a beneficiária dos seguros.

Um médico que prestava serviços em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Carlos teria expedido a falsa declaração de óbito oficial. Na época, ele era genro do ex-agente.

No ano passado, ex-agente funerário conheceu Cristiane que vivia em situação de rua. Ele prometeu ajudá-la e a levou ela para tirar os documentos. O corretor de seguros, genro do ex-agente, adquiriu seis apólices de seguros de vida em nome de Cristiane. A mulher dele seria a beneficiária.

No início de 2017, o ex-agente conseguiu o falso atestado de óbito. Ele então fez preparativos para o "funeral". O caixão foi lacrado e o enterro aconteceu no cemitério Nossa Senhora do Carmo.

Investigações

A Polícia Civil começou a investigar o caso após receber denúncias. Os envolvidos souberam da investigação e desistiram de entrar com o pedido do pagamento do seguro.

Os policiais localizaram a vítima da fraude que contou sobre o envolvimento com o ex-agente funerário. O caso foi enviado ao Ministério Público Estadual (MPE) e a Justiça autorizou a exumação do caixão.

Fonte: g1 globo

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