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Pedofilia e pornografia infantil. Será que seu filho está seguro dentro de casa?

goo.gl/AuQ6Ad | A melhor maneira de proteger nossos filhos de ataques virtuais é a prevenção.

A criatividade e malícia de pedófilos que procuram abusar dos jovens é alta, eles utilizam a ingenuidade e desconhecimento dos jovens e assim ganham sua confiança e acesso à sua privacidade.

Muitos pais podem falsamente acreditar que por estarem dentro de suas casas e quartos seus filhos estão protegidos, mas no mundo virtual as ameaças e perigos podem ser até maiores do que no mundo real.

Ficar atentos, fiscalizar o que as crianças e jovens acessam em seus celulares, tablets e notebooks, nos e-mails, redes sociais, sites é mandatório para que os pais conheçam o que seus filhos vêem, quem se comunica com eles e com qual intenção.

Muitos poderão argumentar sobre a privacidade e respeito aos jovens, mas, o que é mais importante do que a segurança desses, e protegê-los de ameaças que podem prejudicar sua saúde e integridade física e mental?

É dever dos pais e cuidadores proteger os filhos contra os perigos que atentam contra sua saúde e integridade, sendo assim os cuidados devem buscar protegê-los dos riscos reais e virtuais.

É muito importante reforçar que a pornografia infantil e a pedofilia são coisas distintas.

A pedofilia é tratada como um desvio no desenvolvimento da sexualidade, já a pornografia infantil está presente em alguns artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente pela simples exposição de cenas de nudez que envolva crianças ou adolescentes, desde que contenham conotação pornográfica.

Os jovens podem apresentar diversos sinais que vem sendo molestados virtualmente. Podem apresentar alterações de comportamentos, sutis ou mais evidentes, fecharem-se em seus quartos, mostrarem sinais de irritabilidade ou evitamento, mudanças de padrões e horários, dificuldades escolares, alterações de sono além de outras.

Cabe aos pais e cuidadores estarem atentos à esses sinais, e investigarem atenta e profundamente, mesmo com a negativa dos jovens de que nada está acontecendo.

Os pais devem se acostumar e habituar seus filhos desde cedo a conversar sobre diversos assuntos, inclusive sobre os riscos que os filhos podem passar em diversas áreas, sem “lições de moral” ou sermões, o que somente afasta os jovens.

Devem mostrar interesse pelo que fazem, o que gostam. Conversar sobre assuntos da atualidade, mostrar exemplos reais do que acontece com outras crianças e jovens.

Falar inclusive sobre suas próprias dificuldades o que os coloca como humanos e acessíveis aos seus filhos.

Quando os filhos se mostram inacessíveis, o que pode ocorrer, os pais devem usar de sua autoridade, o que é diferente de autoritarismo.

Os pais são responsáveis por seus filhos, eles os educam, proveem e sustentam e têm o direito de decidir o que é melhor para eles, até que eles mesmos cresçam e então assumam o controle de suas vidas, como adultos.

Ao descobrir que seus filhos estão sendo vítimas de abusos virtuais, devem limitar seu acesso aos meios virtuais por onde o abuso ocorreu, alertar as autoridades e prover um meio de atenção psicológica para que seus filhos possam superar o trauma e retornar à sua vida normal.

A partir de então devem limitar o livre acesso de seus filhos e propor regras e o respeito às mesmas para que possam prevenir novos riscos potenciais, virtuais ou reais.

A orientação para pais e cuidadores é que atualizem-se sobre o que acontece a respeito do mundo tecnológico e de ameaças virtuais, conheçam o que seus filhos acessam, e quem contactam, compartilhem suas experiências entre seus familiares e amigos, grupos de pais, escolas e instituições.

Essas medidas não impedirão os pedófilos de continuar a agir, porém criará uma rede de apoio e proteção que limitará o alcance dessa prática.
A prevenção sempre é o melhor remédio.

Por Roberto Debski
Fonte: blogs.atribuna.com.br

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