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Jovem trans impedida de abrir um crediário com nome social recebe indenização

goo.gl/6KzjF9 | Quatro meses depois de ser impedida de abrir um crediário utilizando seu nome social, Leona Zanforlin, mulher trans de São Carlos (SP), firmou um acordo e recebeu uma indenização da loja de departamentos em que aconteceu o episódio.

Em nota sobre o caso, a Pernambucanas informou que sempre teve como orientação o respeito à diversidade, seja de raça, gênero, culturas e crenças.

"Em seus 108 anos de história, a empresa ressalta que valoriza e fomenta a diversidade, inclusive em seu quadro de colaboradores, em todas as unidades. A companhia orienta constantemente seus colaboradores no que tange aos assuntos relacionados a gênero e diversidade", diz o comunicado.



Jovem trans foi impedida de abrir crediário com nome social. Nota fiscal da compra realizada por Leona

Pagamento

Segundo o advogado de Leona, Guilherme Dias, a loja procurou sua cliente após a repercussão do caso nas mídias sociais e informou que tinha interesse em realizar um acordo.

“Durante a reunião, eles reconheceram que a Pernambucanas, no geral, não tem política voltada para a questão da pessoa transexual, não tem formação ou cuidado para que os funcionários saibam como agir nessas situações”, declarou.

Ainda de acordo com Dias, a medida negociada entre as partes é mais ágil e garantiu que Leona não se desgastasse ainda mais com a situação. “O acordo extrajudicial é mais prático. Comparado ao Poder Judiciário, isso é infinitamente mais rápido”, afirmou.

Ele também informou que a quantia acordada ultrapassa a de casos anteriores. “O valor recebido é superior ao que a Justiça comum dá em situações semelhantes. Na verdade, é bem mais alto que a maior jurisprudência que nós tínhamos”.

Relembre o caso

No dia 24 de abril, Leona foi a uma loja da rede Pernambucanas em São Carlos para comprar dois roupões. No momento de efetuar o pagamento, uma funcionária ofereceu a abertura de um crediário e solicitou um documento com foto.

De acordo com Leona, depois que a funcionária recebeu seu documento, emitido pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), ela alegou que não poderia ser feito o crediário porque na assinatura constava o nome feminino e, no verso, o masculino. Disse ainda que isso iria acontecer com a trans em outras grandes lojas.

Após o episódio, a jovem de 24 anos procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por acreditar ter sido vítima de transfobia.

Fonte: g1 globo

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