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Desembargador do TJ envia áudios chamando advogada de 'vagabunda' e 'desonesta'

goo.gl/g7fSLf | A advogada Adriana Mangabeira Wanderley enviou um requerimento, no mês de agosto, à presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB/AL) solicitando o apoio da Defesa das Prerrogativas dos Advogados após o desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, do Tribunal de Justiça (TJ), ter enviado áudios por um aplicativo de mensagens ofendendo Adriana chamando-a de “desonesta” e “vagabunda”. Ouça o áudio aqui

Em áudios que circularam pelo whatsapp, o desembargador explica a história e diz que Adriana tinha “supostamente” um honorário para receber da Braskem, mas que a Braskem havia contestado e teria provado que esse honorário era no mínimo “duvidoso”. “Eu mandei que o honorário ficasse em conta judicial e não liberei para ela. Essa decisão inclusive foi unanimemente homologada pelos dois parceiros de Câmara”, disse.

Ainda de acordo com o áudio, Tutmés, Adriana não teria gostado do que aconteceu. “Você sabe, eu sou um homem que tenho poucas posses e continuo tendo poucas posses e se comparado com a minha vida de advogado, eu empobreci, vivo endividado e inclusive com dificuldades, exatamente por ser um cara honesto”, informou. O desembargador disse que iria se defender e processá-la.

Conforme o requerimento da advogada, ela foi surpreendida com mensagens nos grupos do aplicativo com áudios caluniando e difamando-a logo após ele ter recebido a decisão do Conselho de Justiça requerendo apurações da denúncia do mesmo.

Segundo a representante, o desembargador não apenas a chamou de desonesta e vagabunda, mas de “sacana”, “ficha corrida pouco recomendável”, “picareta” e “vagabunda desqualificada”.

Adriana teria ido à Delegacia da Mulher e feito um boletim de ocorrência (BO).

A assessoria de comunicação do TJ enviou, à reportagem do Cada Minuto, o posicionamento do magistrado.

"Os áudios foram fruto de uma conversa que tive no whatsapp com um amigo de adolescência e com um jornalista, quando tomei ciência da acusação feita pela advogada. Naquele momento estava profundamente indignado. A fala inicial dos áudios, em que uso adjetivos depreciativos, é a fala não de um juiz, mas de um homem indignado", disse Tutmés.

"Em relação ao caso, o CNJ determinou que o TJ/AL apurasse e a acusadora já depôs. Eu fiz o meu depoimento também. A questão está na fase de produção de provas testemunhais e coloquei meus sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição. O que mais desejo nesse instante é que isso seja apurado com toda a profundidade do mundo e que essa história seja passada a limpo", finalizou o desembargador.

O caso

A advogada teria acusado o magistrado de cobrar dinheiro para julgar favorável a uma ação onde ela pleiteava a condenação da Braskem S/A ao pagamento de honorários advocatícios relativos a serviços prestados por ela.

Ainda segundo a denúncia, por meio de seu enteado, Tutmés teria exigido 50% do valor dos honorários que a advogada ganharia. O corregedor Nacional de Justiça estabeleceu um prazo de 60 dias que a presidência do TJ comunique à Corregedoria o resultado da apuração.

Fonte: www.cadaminuto.com.br

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