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Estudantes fazem BOs contra empresa de festas de formatura que comunicou falência

goo.gl/p4PBHd | Um sonho frustrado acompanhado de um grande prejuízo financeiro. Às vésperas do baile de formatura, dezenas de universitários de instituições públicas e privadas da Região do Cariri, tiveram contratos interrompidos pela empresa 'Eniés Eventos', que anunciou o encerramento das atividades, na última quarta-feira (6), pelo Facebook. Até o momento, 15 turmas que pagavam festas de formatura, três casais que pagavam festas de casamento e os pais de uma debutante já foram contabilizados entre as vítimas. Somados, os valores finais de todas as festas agendadas chegam ao montante de mais de um milhão de reais.

A maioria dos estudantes registrou queixa na Polícia, mas o casal responsável pela empresa desapareceu. O delegado Regional do Cariri, Inácio Torres, afirmou que um inquérito foi aberto para apurar se houve crime. "Ela diz que a empresa quebrou, mas a investigação ainda está no começo. O inquérito foi aberto para sabermos se houve crime. Se for confirmado o estelionato, tomaremos as medidas necessárias", afirmou.



Os responsáveis pela 'Eniés Eventos', Ednaína Santos e Marcus Allan, não foram mais localizados pelos estudantes, após encerrarem as atividades da empresa

Inácio Torres disse que muitos documentos estão sendo recolhidos e serão analisados. O delegado declarou também que não tem ciência se existe um pedido judicial de falência da empresa. A dona da firma ainda deverá ser ouvida. "Ela pediu a um parente que registrasse um B.O. Dizendo que ela estava saindo da cidade para resguardar sua integridade física", revelou.

De acordo com os formandos, os empresários Ednaína Santos e Marcus Allan, responsáveis pela 'Eniés Eventos', teriam fugido do Crato no dia do anúncio do fechamento, e desde então, não foi estabelecido nenhum contato com eles. A reportagem procurou a empresa, por telefone, mas não teve as ligações atendidas. Em pronunciamento publicado na rede social, os suspeitos dizem que a empresa faliu. "A crise econômica que assola o nosso País, vêm nos castigando durante os últimos dois anos e meio", informou a empresa.

Enquanto uma resposta concreta não é dada, os estudantes lamentam o ocorrido. A estudante de Direito do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão), Carol Faustino, 23, disse que chegou a pagar R$ 2.800 em prestações, mas interrompeu a transferência por "medo deles não cumprirem o contrato". A jovem conta que, no mês de agosto último, os funcionárias da 'Eniés Eventos' ligaram oferecendo um desconto para término do pagamento. "Um dia antes da falência, eu depositei uma quantia de R$ 500. O restante seria pago em outubro e novembro", alega a estudante.

Quitado

Para a bacharel em Direito recém-formada pela Universidade Regional do Cariri (Urca), Alice Viviane, 23, o prejuízo foi ainda maior. A festa da turma dela seria realizada no próximo dia 23. Os 27 alunos do Curso de Direito desembolsaram cerca de R$ 170 mil, que havia sido quitado, no mês de maio.

Conforme Alice Viviane, nos últimos 30 dias os contatos entre estudantes e a empresa eram feitos com frequência para o ajuste de detalhes. "Até então estava tudo certo, mas eles pediram um acréscimo de R$ 5 mil por conta das mudanças do local da festa, porque o espaço de origem não comportaria o número de formandos, mas não aceitamos"

Diante da negativa, um novo encontro foi marcado para o dia seguinte, na sede da 'Eniés Evento', no Crato. Contudo, a turma foi surpreendida com a publicação sobre o encerramento das atividades. "Eles sumiram. Tentamos ligar, mas ninguém atendeu. Os próprios funcionários não sabiam. Rapidamente nos mobilizamos para denunciar o caso", diz Alice Viviane, que registrou queixa na Delegacia de Juazeiro do Norte.

A estudante de Direito Stephania Holanda, 21, também foi pega de surpresa. Ela já havia feito o pagamento no valor de R$ 4.800 referente à celebração eucarística, aula da saudade e baile de formatura, agendado para o próximo dia 3 de fevereiro. "Faltavam somente duas parcelas de R$ 150 para quitar o contrato". "A gente tentou várias vezes marcar reuniões, mas ela sempre dizia que não tinha tempo porque havia muito evento para fazer, sempre arranjava desculpa", disse. (Colaborou Felipe Mesquita)

Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br

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