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Compromisso judiciário: juíza realiza audiência na casa de idoso que não pôde ir ao Fórum

goo.gl/Kf4y9D | A juíza Marianna de Queiroz Gomes realizou uma audiência na casa de um idoso de 80 anos que não tinha como ir ao Fórum, em Mozarlândia, na região noroeste de Goiás. Ela decretou a interdição do aposentado pedida pela família, já que ele enfrenta sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e não consegue administrar suas finanças.

Como ele está acamado, a magistrada, acompanhada da promotora de Justiça Gabriela Rezende, foi até a residência dele. “O processo de interdição tem um momento em que é feita a entrevista, em que o interditado vai ao fórum, para fazer esta etapa. A família disse que não tinha como ir, porque ele estava de cama, e não tinha nenhuma ambulância”.

“Como o judiciário tem o compromisso de resolver os processos, fomos até lá e, de fato constatamos que o idoso está praticamente sem consciência”, disse a juíza ao G1.

O procedimento na casa do idoso aconteceu no último dia 12 de setembro. Conforme consta no termo de audiência, ao ser interrogado sobre onde estava, qual o nome e em que dia da semana estavam, o aposentado demonstrou muita dificuldade em responder. Diante da situação, a promotora manifestou-se favorável ao pedido de interdição, e a juíza proferiu a sentença.

Segundo a magistrada, uma filha do idoso foi nomeada como curatela dele. “Não havia como a sentença não ser favorável à interdição, já que o aposentado está em um estado quase que vegetativo e não tem condições de tomar quaisquer tipos de decisões”, afirmou.

Caso incomum

A juíza substituta é lotada na Comarca de Mozarlândia. Ela afirma que, apesar de se tornar cada vez mais frequente, o ato do juiz ir até a casa das partes de um processo para realizar uma audiência não é algo comum. Segundo ela, o principal objetivo é dar agilidade aos processos.

“Às vezes as pessoas reclamam da justiça ser lenta, mas, diante de tantos processos, a gente se empenha em poder resolvê-los o mais rápido possível. Nós, assim como as partes envolvidas, também temos interesse em dar celeridade, mais agilidade ao julgamento de todos os casos, sobretudo aos casos de tanta urgência”, disse.



Juiza e promotora foram até a casa da família do idoso, em Mozarlândia (Foto: Aline Caetano/TJ-GO)

Por Murillo Velasco, G1 GO
Fonte: g1 globo

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