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Ministro Noronha rebate matéria da revista Veja sobre tráfico de influência no Judiciário (vídeo)

goo.gl/UaqXmi | Durante a sessão do CNJ na manhã desta terça-feira, 12, o ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça, teceu severas críticas à revista Veja, que nesta semana publicou uma matéria com supostas mensagens trocadas via WhatsApp entre o diretor jurídico e uma advogada da JBS que sugerem a compra de decisões em Tribunais Superiores. O ministro atribuiu ao ”mau uso da imprensa e à irresponsabilidade de dois jornalistas” a tentativa de manchar a imagem de três ministros do STJ. Além de Noronha, os ministros Mauro Campbell e Napoleão Nunes Maia também foram citados
A Veja é assim corrupta, de denegrir a imagem alheia, irresponsável.”
O ministro disse ter ficado “pasmo” quando viu seu nome sendo “ultrajado” pela publicação, que segundo ele, o colocou como alvo de supeita utilizando o argumento de que sua filha teria sido contratada para atuar em um processo da JBS e que a própria publicação depois diz que ele julgou o caso de forma desfavorável a empresa.
A própria revista que nega que eu tenha julgado atendendo interesses destaca a todo instante e coloca a matéria de uma forma como se eu tivesse sendo parte envolvida nessa tramoia nojenta de advogado que vende a magistratura.”
Para ele, isso prova mais uma vez que a magistratura está indefesa. “Indefesa não pela imprensa, que predominantemente é decente, é correta. Mas indecente nas mãos de revistas como a Veja.”
Eu sou um homem que defendo a liberdade de imprensa. Um país democrático não pode assim ser considerado se não tiver uma imprensa livre. Eu sou um homem que entende que tudo deve ser investigado. E exatamente eu por ser um ministro do Superior Tribunal de Justiça e ainda mais por ser corregedor nacional de Justiça devo ter minha vida muito transparente e muito aberta."
O ministro afirmou ter atendido o advogado da JBS depois de ter julgado e mantido a decisão desfavorável ao grupo, "portanto, quem assim age não deixa transparecer nenhuma dúvida. Tivesse eu tido a consciência jurídica em sentido contrário do que decidi, certamente estaria em maus lençóis. Mas Deus deve ter me iluminado. Fez com que eu julgasse pela minha livre convicção e minha livre convicção foi de indeferimento."

Assista ao vídeo:



Noronha pediu apuração à presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, e cobrou uma investigação também da OAB, sobre a conduta dos advogados que supostamente intermediaram a venda de sentença entre a JBS e os ministros do STJ. "Que a OAB cumpra seu papel, que apure em relação aos advogados. É hora de coibir e repelir a conduta de advogados, como aconteceu agora."

Baixe o áudio aqui e ouça

Fonte: Migalhas

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