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Advocacia: Guia de marketing jurídico para bacharéis e estudantes de Direito

goo.gl/afckVx | O mercado jurídico no Brasil é muito competitivo por diversos fatores (crise econômica, escândalos políticos, muitos profissionais em formação e por aí vai), o que acaba dificultando a entrada no mercado de trabalho. Por isso, torna-se cada vez mais importante a gestão de um bom marketing jurídico.

Muitos advogados e escritórios têm o pensamento retrógrado de que a única forma de divulgação é um trabalho bem feito e não acreditam (ou desconhecem) as diversas formas de marketing jurídico e, com isso, acabam falhando na prospecção e relacionamento com clientes.

A verdade é que o Marketing Jurídico precisa ser levado a sério e tratado de forma muito cuidadosa, tendo em vista que vários aspectos do Código de Ética da OAB bloqueiam determinados tipos de divulgação. É muito importante para um estudante/bacharel em direito compreende as possibilidades que o marketing jurídico oferece como também entender os limites e condições dessa prática.

Pensando nisso, listamos abaixo boas práticas de divulgação, os erros graves cometidos por advogados e donos de escritórios e as determinações da OAB para implementar um plano de marketing jurídico.

Objetivo do marketing jurídico:

O grande objetivo do marketing jurídico é gerar novos negócios, mas isso não tem a ver somente com a divulgação dos serviços prestados por um escritório ou por um advogado autônomo.

A reputação e o reconhecimento do bom trabalho que você possui é o que ampliará as possibilidades de prospecção de clientes.

Logo, a divulgação não deve se restringir apenas a trazer clientes instantaneamente e a curto prazo. Tem a ver com a construção de uma boa imagem.

Antes de começar a atuar na área e abrir seu próprio escritório, é interessante definir alguns pontos, como: público alvo (pessoa física ou jurídica?), área de atuação/especialização (trabalhista, cível, penal, tributária …) e entender o marketing jurídico.

Marketing Jurídico e o Novo Código de Ética da OAB:

A advocacia, ao contrário de outros tipos de negócios, deve ter um tom mais sóbrio e o novo Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil, que entrou em vigor em abril de 2016, traz como algumas regras com relação ao marketing jurídico, um capítulo específico para tratar questões de publicidade, comunicação e marketing na advocacia:

– A publicidade profissional do advogado possui caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

– A participação do advogado nos meios de comunicação não poderá induzir o leitor a litigar e, da mesma forma, não poderá promover captação de clientela.

– Referindo-se aos meios digitais o Código permite a referência ao e-mail do advogado em veiculação de matérias pela internet, em colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa ou na participação em programas de rádio ou televisão.

– Admite-se também a divulgação de boletins (newsletter), por meio eletrônico ou físico, versando sobre matéria cultural de interesse dos advogados e desde que sua circulação fique adstrita a clientes e a interessados do meio jurídico.

– O advogado poderá manter site ou blog, perfil ou páginas nas redes sociais, assim como anúncios patrocinados, desde que respeitadas as regras gerais de publicidade.

O que NÃO fazer em sua estratégia de marketing jurídico

– O Código proíbe expressamente a publicidade por meio de rádio, cinema e televisão, “outdoors”, painéis luminosos ou assemelhados, muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público.

– Continua vedada a divulgação da advocacia conjuntamente com serviços de outra natureza e o uso de mala direta, panfletos e assemelhados, com intuito de captação de clientela.

– Não é permitido anunciar em catálogos empresariais ou profissionais.

– Não é permitido estampar nome profissional em objetos estranhos à Advocacia, como chaveiros e calendários.

– Fixar honorários e forma de pagamento mediante depósito bancário.

– Não é permitido mencionar o resultado de uma possível contratação, como a “desoneração de encargos trabalhistas”.

– Não é permitida a publicidade através de mensagens para celular.

– Não pode a publicidade através de eventos estranhos à área jurídica, como eventos culturais, artísticos e esportivos.

– Não pode veicular matéria em informativo de associação de classe com contato dos advogados.

– Não é permitido divulgar o preço dos serviços.

– Não é permitido ofertar consultas gratuitas no website.

– Não é permitida a utilização de nomes de fantasia.

5 dicas de marketing jurídico ainda na faculdade ou logo após terminar os estudos:


>>1- Atue como advogado correspondente



A Advocacia de Apoio (ou correspondência jurídica) é uma forma eficiente para alavancar a carreira e fazer marketing jurídico, mas é também um caminho pouco explorado por quem acabou de sair da faculdade e está a procura de trabalho.

Funciona da seguinte forma: um escritório ou advogado precisa realizar uma diligência (audiência, cópia de processos, etc.) em outra cidade ou estado. Para otimizar o serviço, ao invés de deslocar-se ao local, ele contrata um advogado daquela comarca para prestar a diligência.

Sem a aprovação no Exame da OAB você não pode exercer a função de Advogado, mas pode realizar muitas outras demandas, como: protocolos, cópias, distribuição, obtenção de certidões, checar andamento de processos no balcão e por aí vai.

O trabalho como correspondente jurídico te coloca em contato com inúmeras áreas do Direito, ajudando o estudante ou bacharel a decidir qual rumo tomar em sua trajetória profissional.

Além disso, o Correspondente Jurídico tem a possibilidade de atuar em diversos escritórios e, ao prestar de forma exemplar uma demanda, você constrói sua própria rede de contatos e é bem avaliado por profissionais já renomado. Nada melhor que um bom networking em sua estratégia de marketing jurídico.

>>2- Invista no digital

A internet é um ótimo canal de relacionamento com clientes e prospects. Para ser lembrado e estar na “cabeça de seus clientes”, é interessante encarar a internet de modo social, entregar conteúdo relevante e informativo.

As redes sociais simplifica essa tarefa e impulsiona bastante sua comunicação, mas para isso é importante determinar em quais redes você deve estar e a frequência de suas postagens.

No Facebook, por exemplo, você pode criar uma fã-page profissional e fazer alguns vídeos curtos com temas relacionados a sua área de atuação, como: “demissão por justa causa? conheça seus direitos”, “Entenda o que a lei fala sobre garantia de produtos e faça compras com tranquilidade!” e assim por diante.

Já o Youtube exige um trabalho mais complexo, mas é um ótimo veículo de marketing jurídico. Muitas pessoas podem cair em seu vídeo atrás de respostas para problemas jurídicos, então crie vídeos mais longos, com uma produção mais caprichada e responda todos os comentários.

O Linkedin, apesar de menos engajamento com o público, é a rede com o público mais qualificado. Ou seja: ótimo para networking. Compartilhe conteúdo relevante, qualifique seus colegas e interaja em grupos de discussões.

Ter uma página na internet por meio de um blog ou site alimentado constantemente também é uma boa estratégia de marketing jurídico, mas tenha em mente os seguintes pontos: escreva sempre para o mesmo perfil de clientes, não fuja de sua área de atuação e determine o objetivo de cada postagem.

>>3- Participe de palestras e eventos

O networking tradicional é essencial em sua estratégia de marketing jurídico. Crie uma agenda, participe de simpósios, eventos da OAB e workshops ligados ao Direito.

Durante o evento, aproveite para circular, se sentar em outras mesas, conhecer outros colegas. Novas recomendações e negócios poderão surgir.

Peça a pessoas que trabalham na organização de eventos para apresentá-lo a pessoas que você acha que deveria conhecer ou cheque a lista de presença para identificar pessoas com as quais gostaria de se encontrar.

Pense em boas perguntas para fazer a pessoas que encontrar nesses eventos, como por exemplo: Como você entrou nessa área? No que você está trabalhando agora? Como sua empresa está se saindo nesses tempos de crise?.

Se houver oportunidade, se ofereça para palestrar em eventos gratuitos da faculdade, seminários ou outros eventos de sua comunidade.

As parcerias travadas em eventos jurídicos são indispensáveis para uma exposição qualificada e a construção da reputação do seu escritório.

>>4- Crie uma identidade visual

Primeiramente você precisa entender que identidade visual não é só um logo com fonte estilosa num cartão de visita em alto relevo.

Ter uma boa identidade visual é muito importante para mostrar seu diferencial, posicionamento do seu negócio e ser percebido pelo público.

Uma identidade visual abrange um conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, ideia, produto, empresa, instituição ou serviço.

Por exemplo: você criou um cartão de visita azul escuro com logo amarelo e fonte Arial para as informações de contato. Mas o seu blog não tem o mesmo logo, a capa de sua página no Facebook não tem as mesmas cores e seu Youtube tem um logo totalmente diferente. Isso não é branding e pode atrapalhar seu planejamento de marketing jurídico.

Recomendamos estudar mais sobre o assunto e, se houver a possibilidade, contratar um profissional de design para criar sua identidade visual.

>>5- Faça a manutenção de seu networking

Bom, agora que você já conhece algumas pessoas e guardou diversos cartões de visita, não esqueça de retomar contato com esses colegas e antigos clientes.

Reserve um tempo para mandar um email, fazer uma ligação, parabenizar um colega no facebook, mandar uma simples mensagem no chat ou enviar cartões de datas comemorativas a clientes e potenciais clientes.

Lembre-os de que eles podem contar com seus serviços quando precisarem e estimule a indicação para outras pessoas.

Conclusão:

Concluir a faculdade de direito e já sair empregado ou com um escritório de advocacia estabelecido é um tarefa muito difícil, mas não impossível.

Assim como qualquer outra área, o marketing torna-se indispensável na carreira jurídica e fazer apenas o mais do mesmo torna-se insuficiente num mercado tão concorrido.

Gerenciar o marketing jurídico não é uma tarefa simples e os resultados podem não ser imediatos, mas se seguir nossas dicas, continuar estudando o assunto e seguir o Código de Ética da OAB, com certeza você terá uma boa carteira de clientes e uma boa reputação no mercado.

Como o relacionamento com o cliente é o grande viés do exercício jurídico, nosso maior conselho é que todo a atividade do marketing jurídico seja orientada à isso – livre de publicidade e propaganda e que ofereça valor agregado ao cliente.

Fontes: www.diligeiro.com.br

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