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MP instaura procedimento contra PMs por vídeo em que dizem não ter problema matar juiz

goo.gl/R8AQsK | O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um procedimento para apurar possíveis crimes cometidos por dois policiais militares de Tubarão, no Sul catarinense, gravados em um vídeo fazendo ameaças e dizendo que não tem problema matar juiz e atirar em fóruns e delegacia.

Em vídeo, policial diz que não tem problema matar juiz (Foto: NSC TV/Reprodução)

A PM informou que os militares foram afastados das funções. A corporação acredita que a filmagem, que circula nas redes sociais, seja de setembro, período em que o estado registrou ataques a prédios públicos.

Os policiais fardados teriam entrado na residência porque o carro de um deles teria sido arranhado.
Conforme o promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto, da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, há indícios da prática dos crimes de abuso de autoridade e incitação ao crime.

De acordo com o MP, o órgão irá acompanhar os trâmites do inquérito militar. A promotoria também informou que pedirá os "esclarecimento das providências administrativas já tomadas, como o eventual afastamento dos investigados de suas funções".

Com a conclusão do inquérito policial militar, a 5ª Promotoria de Justiça poderá ingressar com denúncia na Justiça Militar.

Polícia Civil também acompanha caso

A investigação da Polícia Civil quer entender porque os dois PMs entraram na casa, como foi a abordagem e quando o vídeo foi gravado. Três dos quatro homens que aparecem no vídeo, além da mulher que filmou a situação, foram ouvidos segunda-feira (30).

"A gente já enviou um ofício para o comando do 5º Batalhão aqui da Polícia Militar para que fornecem os dados completos dos policiais que aparecem nas imagens para que a gente possa intimá-los para que eles sejam interrogados", afirmou o delegado André Crisostomo.

A Corregedoria da Polícia Militar também abriu inquérito para apurar os fatos. Os dois policiais, que atuam no Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), foram afastados das funções operacionais durante a investigação.

"O oficial corregedor do 5º Batalhão tem prazo de 40 dias para a conclusão do inquérito policial militar. No entanto, há uma previsão de conclusão dentro de duas a três semanas", disse capitão Ivan Cardoso, do 5º Batalhão da Polícia Militar.

Vídeo

No vídeo, os policiais militares fazem ameaças. "Vocês querem atirar em fórum, querem atirar em delegacia, em fórum faço até questão que vocês atirem, quer matar juiz, aquele (palavrão) mata, não tem problema nenhum. Agora, não mexe com a gente", diz um dos militares no vídeo.

O outro PM continua: "Agora eu quero saber quem foi que arranhou meu carro?" “O senhor, pelo amor de Deus cara, nunca mexi...”, responde um dos homens. O PM ameaça: "Se eu não souber, isso que aconteceu hoje vai acontecer amanhã”, afirma.

Fonte: g1 globo

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