Advogado lamenta por universitário chamar curso de Direito de DESGRAÇA no convite de formatura

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goo.gl/44daco | “Passados seis fucking longos anos e acabou essa desgraça. (...) Aos meus inimigos, gostaria de dizer que acabou, estou formado e pronto para meter o famoso processinho.”

As frases acima fazem parte do convite de formatura de um estudante de Direito. O texto do convite viralizou nas redes sociais nos últimos dias. O jovem comentou a expectativa e a realidade do que foi sua vida acadêmica.
Pobre iludido era eu. Foram-se os anos e eu já estava surtando com assuntos acumulados, vários trabalhos para entregar, provas cujo único objetivo era f*** com a minha vida social e desgastar meus neurônios, sem falar na demora de colocar a nota no sistema, né?”
O presidente da OAB/PE, Ronnie Preuss Duarte, lamentou o fato: “Senti pena do jovem bacharel que, almejando apenas a riqueza, fez um curso que para ele foi tido como “desgraçado”, que via as provas como algo cujo único propósito era “foder” a sua vida social e que tinha raiva dos colegas, qualificando de “tormentoso” o simples ato de pisar na faculdade.”

Para o presidente da seccional, é triste que “a bendita prova da OAB não seja capaz de aferir a vocação dos candidatos”.
Ao jovem Lucas, se me fosse consentido, daria um conselho: não siga a advocacia. Por tudo o que li, tenho a certeza de que nela você poderá até ficar rico, mas muito dificilmente conseguirá ser feliz!”
Veja abaixo as íntegras do convite divulgada pelo estudante e a resposta do presidente da OAB/PE.


SOBRE UM CONVITE DE FORMATURA

Li atentamente um convite de formatura que “viralizou” há poucos dias na internet. Fui tomado pela lembrança de um sentimento que me invadiu há exatos 21 anos, quando finalmente pude realizar um sonho de infância: colar grau no curso de direito. Recordo-me vivamente da empolgação vivenciada durante os cinco anos passados na faculdade. Lembro-me da inquietação, da ansiedade em poder, ao depois, finalmente exercer a advocacia.

Nas escolhas profissionais, jamais fui animado por perspectivas de ganhos significativos. Era motivado, apenas, pela paixão, pela nobreza do ofício e pela perspectiva de poder exercer um protagonismo na administração da justiça aos cidadãos. Lembro com saudades dos tempos universitários. Sinto falta dos amigos de outrora. Reverencio os meus mestres, levando comigo uma imorredoura gratidão pelos valiosos ensinamentos recebidos.

Encarei as renúncias ao convívio social como algo inerente à responsabilidade que deve recair sobre aqueles que, missionários da justiça, buscam uma formação técnica para defender os direitos alheios, dos cidadãos. Quanto aos exames, sempre os tive como algo absolutamente necessário à verificação da apreensão de conteúdos indispensáveis ao cabedal de um bom profissional do direito. Ao fim e ao cabo, fui tomado por um profundo sentimento de pesar pelo emissário do tal convite.

Senti pena do jovem bacharel que, almejando apenas a riqueza, fez um curso que para ele foi tido como “desgraçado”, que via as provas como algo cujo único propósito era “foder” a sua vida social e que tinha raiva dos colegas, qualificando de “tormentoso” o simples ato de pisar na faculdade. Finda a leitura do texto, lamentei profundamente que a bendita prova da OAB não seja capaz de aferir a vocação dos candidatos.

Ao jovem Lucas, se me fosse consentido, daria um conselho: não siga a advocacia. Por tudo o que li, tenho a certeza de que nela você poderá até ficar rico, mas muito dificilmente conseguirá ser feliz!

Fonte: Migalhas

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  1. Direito é um curso maravilhoso e fantástico.

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    1. Mais do que uma profissão: um sacerdócio.

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    2. Acabei de concluir meu curso de Direito e compartilho do mesmo sentimento do rapaz. Foi tarefa muito árdua chegar até onde cheguei. Passei muita raiva, muita indignação e aflição com o curso pois não nasci com o dom de aprender as coisas facilmente, tive que lutar, mas é assim mesmo, matamos um leão por dia.

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  2. Simplesmente sensacional a resposta do colega Ronnie Preuss Duarte, Presidente da Seccional da OAB do lindo estado de Pernambuco. Senti arrepios por comungar do mesmo sentimento de pena que descreveu o colega. Graduei-me em Direito há 18 anos, o que foi para mim, e para a minha família que, com imensa dificuldade, apoiou-me na difícil caminhada, motivo mais do que de orgulho, mas de completa realização.

    A pena somente não foi maior do que a torcida para esse rapaz, cronologicamente jovem, mas com a mente visivelmente deteriorada pelo desdém, deixe a Advocacia para quem for, de fato, vocacionado e não alguém que desrespeita a profissão, os futuros colegas e, principalmente, o que mais temos de precioso na vida: nosso tempo.

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  3. infelizmente não queria dizer isso, mas o jovem esta revoltado e a categoria do advogado não são respeitado,por causa de muitos advogados ,mau caráter, que declinar a própria imagem do direito as muitas pressão que passamos para estudar cinco anos e o ultimo o tcc e o exame de ordem

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  4. muitos advogados, e pouco profissionalismo estudar direito não e para qualquer um ,tem quer ter pulso firmeza, e ama a profissão de corpo alma,ela não e qualquer uma,vc esta mexendo com o direito das pessoas,ser e ter vocação,

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  5. Bruna Marques19/12/17 10:27

    Acredito que o fato de o recém formado ter feito uma brincadeira em seu convite de formatura não permite que todos nós concluamos que ele não tem vocação ou qualquer coisa do gênero. Li o texto dele em tom de brincadeira, pois acredito que ele deve ser um sarrista que só!
    Acabei de me formar, sou apaixonada pelo Direito. De verdade. Mas nem por isso sai da faculdade com esses nobres sentimentos do Dr. Ronnie Preuss. Do contrário, sai cansada, cheia de medos e inseguranças. E por mais que eu ame o direito, acabar a "desgraça" do período de faculdade, no qual a grana é curta, o estudo é intenso e os dissabores constantes, não faz de mim menos apaixonada ou menos capaz para exercer a advocacia. Só acho! rs Vamos manter a leveza, pessoal. Vamos nos preocupar com quem fere, de verdade, a imagem dos advogados.

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    1. Dra. Bruna Marques,
      Gostaria de parabenizar pela leveza nas palavras éticas que configuram domável interpretação e noção textual, que, ao invés de críticas e termos julgadores, obteve uma coerente colocação.

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  6. Realmente muito obsevadora foi a resposta da dr.a Bruna Marques. Me parece também uma simples brincadeira de um formando e dizendo o que normalmente todos os formandos gostariam de dizer quando terminam esse curso tão desgastante. Realmente deveríamos nos apegar a situações que realmente fazem a profissão ser banalizada e não um simples desabafo brincalhão de um futuro colega de profissão.

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  7. Entendo o sentimento do Lucas , eu estou na fase de ranço total de professor ,coordenação do curso ...Passei e passo por poucas e boas em faculdade particular.Professores que acreditam ser Deus e outros que tem a plena certeza é o próprio Cristo encarnado . A percepção que tenho é não estamos construindo nenhuma relação humana solida.... Só puxadores de saco de professores e coordenação , desfile de moda e extrema arrogância ... Mas a maturidade e o tempo nos faz perceber que são apenas pedras no caminho ... o que quero guardar são professores sensacionais que me ensinaram amar o direito e principalmente as pessoas Julio Grossi , marco túlio figueiredo,Natália oliveira ,Cateb seres sensacionais ... Deles quero recordar Que Deus nos ajude nessa caminhada.

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  10. Que matéria desnecessária!

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  11. com certeza ele não fez o curso de direito por amor!! chamar de desgraça? ridículo. faço direito por amor e mesmo ralando jamais chamaria meu curso de desgraça

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  13. Estou perto de realizar meu grande sonho: Ser advogado. Amo o direito, amo esta ciência que está intimamente ligada ao próprio ar que o ser humano respira seus atos, seus direitos e suas obrigações. Na vida a única coisa fácil é o comodismo, se quiser vencer terá que passar por grandes batalhas mas vale a pena.

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