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Delegado da Polícia Federal é punido com afastamento por ‘assediar estagiária’ em SP

goo.gl/JK23Fe | O delegado da Polícia Federal Rodrigo Claudio Gouvea Leão foi punido com afastamento de 13 dias por conta de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou uma denúncia de assédio a uma estagiária da corporação. O caso aconteceu em 2016. A portaria da PF que oficializa a punição é do dia 26 de janeiro deste ano, mas foi divulgada internamente nesta quinta-feira (1º).

Segundo o documento, a investigação comprova o assédio cometido pelo policial. “Aplicar pena de 13 dias de afastamento ao servidor (...), por restar comprovado que adotou comportamento incompatível com a moralidade administrativa, valendo-se de situações geradas pela necessidade do trabalho para assediar estagiária no ambiente profissional, caracterizando a prática da infração disciplinar prevista no art. 43, inciso VIII da Lei nº. 4.878/1965.”

O G1 apurou que esta é uma segunda suspensão, apesar de o delegado já cumprir afastamento desde 2016. Mesmo que possa parecer inócuo o afastamento, a punição irá constar na ficha funcional do delegado.

O G1 tentou contato com a defesa do delegado, mas não consegui localizá-la. A Superintendência da PF em São Paulo informou que não iria se pronunciar sobre o caso.

Primeiro afastamento

Rodrigo Leão e outros dois delegados da PF foram presos preventivamente em 15 de julho de 2016 por suspeita de cobrar propina de fraudadores da Previdência Social.

Naquela ocasião, outros dois delegados federais também tiveram a prisão preventiva decretada porque a Justiça considerou que soltos, eles poderiam ameaçar testemunhas e colocar em risco a investigação, destruindo provas. Os três delegados foram soltos no dia 20 de julho daquele ano.

As investigações do Ministério Público Federal revelaram que eles recebiam o dinheiro dentro da própria sede da PF, na Lapa. Oito pessoas suspeitas de envolvimento no esquema também foram presas.

Segundo o MPF, o grupo fraudava a previdência social. E para que as investigações da PF não prosseguissem, elas pagavam propina todos os meses para os delegados. O esquema funcionava há cinco anos.

“Um investigado que chegou a pagar de R$ 500 mil a R$ 800 mil que aí já era um dono de uma empresa de benefícios fraudulentos, outros por exemplo, o perito que pagou R$ 300 mil e outros que têm participação menor que chegavam a pagar R$ 10 mil, R$ 15 mil”, disse Ryanna Pala Veras, procuradora da República.

Por Glauco Araújo, G1 SP
Fonte: g1 globo

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