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Juíza aceita denúncia e mãe vira ré por estuprar a filha de 9 anos; pai é acusado de omissão

goo.gl/rCqunp | A juíza Wilsianne Ferreira Novato acatou a denúncia contra a mãe acusada de estuprar a própria filha, de 9 anos, em Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia. Pai da menina, um produtor rural de 43 anos também se tornou réu por omissão aos abusos sexuais cometidos pela mulher. O homem está preso. Já a mãe, de 33 anos, não havia sido localizada até a última atualização desta reportagem.

Como o processo segue em segredo de Justiça, a assessoria do Tribunal de Justiça de Goiás só pôde informar que o homem responde por omissão ao estupro e a mulher, que está grávida, por estupro de vulnerável.

A autora da denúncia, a promotora de Justiça Laura Diva de Macedo e Louredo Teles, substituta da 1ª promotoria de Hidrolândia, também disse que não se pronunciará sobre o caso porque o processo corre em sigilo.

Advogado do produtor rural, Wison Rezende de Machado Filho pedirá habeas corpus para o cliente. A defesa alega que o mandado de prisão preventiva conta com vários crimes pelo fato de, no documento, a conduta do pai da vítima não ter sido individualizada.

“O que pesa em desfavor dele neste momento é uma suposta alegação que teria coagido testemunhas para agilizar procedimentos ou alterar conteúdo de alguns laudos realizados por psicólogos, porém, pelo relato que temos, não há uma certeza concreta sobre as coações não há elementos de que houve a coação”, disse Filho ao G1.

O advogado reforça que o cliente não cometeu nenhum ato contra a filha e que não sabia que ela era abusada. Inclusive, segundo ele, o pai se afastou da mulher após a denúncia do caso.

“Ele se encontrava distante da esposa em virtude das denúncias. Não chegou a se separar dela, mas não estavam mais convivendo juntos. Ele continuava residindo na casa dele e a esposa em outra casa. O contato deles se restringia à atual gravidez dela”

De acordo com Filho, após a denúncia, a criança foi retirada de casa e ficou cerca de um mês em um abrigo. No final de novembro, o Poder Judiciário acatou um pedido do pai e ordenou que a menina passasse a morar na casa da avó paterna.

O advogado afirmou que ainda não sabe se representará a mulher do produtor rural, pois ainda não teve contato com ela. Filho afirmou que a mãe da menina ainda não foi localizada. Em depoimentos dado à Polícia Civil durante as investigações, a mulher negou o crime.

Investigação


O produtor rural foi preso na segunda-feira (26). Segundo o delegado responsável por investigar os abusos, Diogo Rincón, o caso começou a ser apurado em outubro, após a criança relatar abusos para uma professora durante uma aula de educação sexual.

“Essa história começou quando a menina, ao ver um vídeo de educação sexual na escola, contou para a professora, que levou o caso ao Conselho Tutelar, que por sua vez denunciou à polícia. A suspeita é que esses abusos vinham acontecendo há dois anos”, disse o delegado ao G1.

As investigações duraram quatro meses. "Em dez anos de polícia não tinha visto algo parecido, menina sendo abusada pela mãe com a omissão do pai. Ele tem a obrigação de impedir e não o fez. Por isso, também foi indiciado por estupro de vulnerável", afirmou Rincón.

Rincón disse que a menina confirmou, em depoimento, os abusos e que o pai sabia dos atos. "Eu a ouvi, ela afirmou categoricamente que era abusada. Ela já tinha falado para o pai, e ele disse: 'Fica quieta e vai dormir, amanhã você esquece disso'", disse o delegado.

Apesar do relato do delegado, o advogado nega que a criança contou os atos ao pai. “Nos laudos psicológicos realizados por peritos do município e pelo Tribunal de Justiça, em nenhum deles ela relata que contou para o pai, ela só alega que contou, inicialmente, para a professora”, disse.

Criança perturbada


O delegado ressaltou que a criança está abalada. "O laudo psicológico constatou que a menina apresenta traumas psicológicos. A criança está completamente perturbada", relatou.

De acordo com o advogado do produtor rural, após a denúncia, a criança foi retirada de casa e ficou cerca de um mês em um abrigo. No final de novembro, o Poder Judiciário acatou um pedido do pai e ordenou que a menina passasse a morar na casa da avó paterna.

Por Paula Resende, G1 GO
Fonte: g1 globo

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