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'Procon particular': a partir de robô, empresa compra causa de consumidor e busca indenização

goo.gl/zzPjGZ | Consumidores que tiveram algum problema com lojas ou empresas agora podem contar com a ajuda do robô Haroldo, desenvolvido pela Hurst para ser uma porta de entrada para o serviço da companhia.

Através da página do Facebook do robô, o consumidor pode escolher entre uma das causas pré-programadas – que, segundo a empresa, são as mais comuns de infração aos direitos do consumidor – ou contar seu próprio caso em uma conversa do Messenger. No caso da segunda opção, o caso então passa por uma análise pelo conselho de especialistas da Hurst para saber se a causa será comprada.

Se a empresa aceitar cuidar da causa, começa o processo de venda dos direitos da indenização do consumidor, o que permite que Hurst cuide de todo o processo na Justiça para obter o ressarcimento – cobrindo todos os gastos e responsabilidades, desde os custos com advogados e o processo em si até o comparecimento às audiências. Arthur Farache, diretor da Hurst, afirma que a empresa trabalha como um "PROCON particular".

Mas qual seria a vantagem de optar pela ajuda do Haroldo e da Hurst ao invés do PROCON? Arthur explica: "O PROCON tem como objetivo facilitar que consumidores e empresas cheguem a um acordo. Ele não tem competência para mandar a empresa ressarcir o dano. Para isso, o usuário tem que procurar um advogado e depois Judiciário [...]. No Haroldo, encurtamos muito o caminho".

Quando o ressarcimento da causa é obtido, o consumidor abre mão de uma porcentagem, de até 30%, a depender do caso em questão, que fica com a companhia. Se a causa do consumidor for perdida e a indenização, não recebida, ele ainda assim não gasta nada: a empresa assume todo o risco e custos por conta própria.

Ainda que a empresa opte por não comprar a causa do consumidor, explica Arthur,  ele não fica sem ajuda nenhuma: a causa é direcionada para advogados especializados parceiros da empresa que lidam com esses casos específicos. Aqui não existe custo até o sucesso do processo.

Esse negócio ainda é novo no Brasil – e a Hurst é uma das primeiras a trazê-lo para o país. Nos Estados, já é uma indústria consolidada e madura, que recebe o nome de legal finance. Se trata da transferência do direito à indenização, necessário para que a empresa possa assumir a causa e cuidar do andamento do processo. “A partir do momento que adquirimos esse direito, nós vamos agir em nome próprio, não mais em nome do consumidor. E temos a obrigação de pagar o ressarcimento para ele quando o valor for recebido”, explicou o diretor. Existe, claro, contratos a serem assinados e que garantem ao consumidor a sua parte da indenização.

A plataforma foi lançada em março e, desde então, atendeu mais de 7,2 mil consumidores. Diariamente, mais de 300 pessoas buscam o Haroldo. A empresa agora trabalha em um aplicativo que permitirá ao cliente acompanhar todas as fases do processo de maneira mais dinâmica e intuitiva.

“Nosso objetivo é trazer facilidade e transparência para o consumidor sobre a causa dele, o processo”, disse Arthur. “Estamos sempre divulgando nas redes sociais no que estamos trabalhando, nas novidades. Temos todo um trabalho de prestação de contas para com o cliente”.

Além do robô Haroldo, a Hurst também tem desenvolvido o robô Leopoldo, que ainda não foi lançado e está em fase de testes. Ele atuará no auxílio para pessoas jurídicas em recuperação de tributos.

Fonte: www.infomoney.com.br

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