Coisas que eu aprendi advogando sozinho: Parte 1 - (Artigo) de Pedro Custódio

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goo.gl/ZbM8SR | Hoje começo uma série de textos sobre Coisas que aprendi advogando sozinho. São dicas, ideias e pensamentos que anotei a partir das minhas experiências, dos livros que eu li e das experiências que outros colegas compartilharam comigo.

Quem lê meus textos aqui no Jusbrasil, no meu blog, ou no meu perfil do LinkedIn sabe que, por dois anos e meio, trabalhei num escritório convencional, até que decidi sair e ter meu próprio negócio em home office.

O período em que estive lá foi muito importante pra mim. Eu nunca tinha atendido um cliente, não sabia na prática como tramitava um processo, tampouco tinha noção dos custos para manter a estrutura de um escritório – na verdade, me surpreendi. Enfim, eu não tinha experiência nenhuma.

Mesmo sabendo depois como funcionavam as coisas, me deparei com um mundo diferente quando saí de lá. Afinal, a responsabilidade era toda minha agora e eu tinha que ser capaz de conseguir meus próprios clientes, saber vender meu serviço e, é claro, ter o suficiente para pagar as contas no final do mês.

Começo essa série com três dicas que considero as mais importantes se você quiser advogar sozinho. Espero que essa série de textos ajude você.

1 - Ninguém cresce sozinho


Quando comecei a advogar sozinho, percebi uma porção de coisas que eu precisava melhorar – ou mesmo criar –, principalmente a minha marca pessoal na internet. Nessa época eu estava atolado de trabalho e não tinha tempo sequer para aprender como criar um blog, muito menos para escrever.

Então, tive a ideia de dividir parte das minhas tarefas com um amigo meu de infância, que também é advogado. Apesar de ter que desembolsar o que eu não tinha para pagar pelo trabalho dele, ganhei tempo para me dedicar às outras coisas que estavam paradas.

Aqui estou eu hoje escrevendo esse texto.

Aquela ideia de que sozinhos não teremos que dividir o lucro com ninguém funciona até certo ponto. Como disse Henry David Thoreau uma vez, “a felicidade só é verdadeira quando compartilhada“.

2 - Sua marca pessoal é importante


Por dois anos e meio eu vesti a camisa do escritório no qual trabalhava. Quando saí de lá para advogar sozinho eu percebi que não tinha um “nome”, ou seja, uma marca pessoal. Tinha apenas a experiência e um mar à minha frente.

Se você quiser advogar sozinho e sobreviver em campo, não pode ficar invisível. Fotografe seu sorriso, conte ao mundo quem é você, o que você faz, de onde veio e para quem seus serviços são indicados. Escreva, divulgue suas ideias e se movimente de alguma forma a favor da sua marca pessoal. Não existe outra versão de você e ela é incrível demais para ficar só nos bastidores.

Não importa se os resultados serão imediatos ou não. Qualquer coisa que você fizer provavelmente será melhor do que não fazer nada.

Sua marca pessoal é um dos quesitos mais importantes nesse jogo. Invista tempo e energia nela.

3 - Saiba quem é você e aonde quer chegar


Por algum tempo minha carreira ficou à deriva. Não tinha ninguém no leme e eu fui parar naquela temida rotina da casa para o escritório e do escritório para casa. Eu não tinha ideia de quem eu era e nem aonde queria chegar.

Percebi que muitas pessoas também estão com seus barcos desgovernados, seja porque não estão satisfeitos com sua carreira atual e não sabem como mudar, seja porque ainda estão estudando e não sabem aonde querem chegar.

Se você não sabe para onde está indo, sua carreira vai parar em qualquer lugar e sua realização profissional será um fruto do acaso apenas.

O que me ajudou muito foi responder – e anotar em algum lugar onde eu pudesse ver – as seguintes perguntas:

  • Quem sou eu?

  • Porque meu trabalho existe?

  • O que eu faço?

  • Para quem?

  • Aonde quero chegar?

Com as respostas, eu bolei uma descrição breve do meu trabalho, como se alguma pessoa me perguntasse no elevador o que eu fazia e eu tivesse que explicar enquanto íamos do térreo ao sexto andar.

Olha como ficou: Sou um advogado que carrega o escritório na mochila e escreve. Além de advogar e escrever, eu inspiro e ajudo outros advogados insatisfeitos com seu estado atual a estruturarem seu negócio jurídico de forma que tenham mais tempo livre e mobilidade, sem perder dinheiro mantendo toda a estrutura de um escritório.

Acredite em mim, quanto mais claro estiver o seu caminho, mais fácil será a jornada.

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Gostou desse texto? Deixe sua opinião nos comentários. Aproveite também para compartilhar comigo o que você pensa sobre carreira, estilo de vida e objetivos.

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Publicado originalmente em pedrocustodio.adv.br

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Pedro Custódio
Advogado que carrega o escritório na mochila e escreve
Sou um advogado freelancer que carrega o escritório na mochila e escreve. Tenho um blog (pedrocustodio.adv.br) onde escrevo sobre a vida, dou dicas de produtividade e falo sobre empreendedorismo e novas formas de trabalho na advocacia, principalmente, sem escritório físico. Escrevo para portais incríveis como be freela, Migalhas, Espaço Vital e Amo Direito. Minha iniciativa mais recente é inspirar e ajudar outros advogados insatisfeitos com seu estado atual a estruturarem seu negócio jurídico de forma totalmente online, a fim de que tenham mais tempo livre e mobilidade, sem perder dinheiro mantendo toda a estrutura de um escritório. Me encontre aqui também ☟ ✉ contato@pedrocustodio.adv.br 💻 pedrocustodio.adv.br ☕ linkedin.com/in/pedrocustodioadv/ 📘 facebook.com/pedrocustodio.adv
Fonte: Jus Brasil

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