De acordo com informações divulgadas pelo próprio advogado, o pai do adolescente decidiu recorrer à Justiça alegando que as falas do profissional teriam prejudicado a imagem do jovem. Nas redes sociais, Albert Halex afirmou que não pretende recuar diante do processo e criticou o que classificou como uma “tentativa de intimidação”.
“É mais fácil culpar os outros pelos erros do que admitir o péssimo exemplo que você é. Não temos medo e não vamos nos calar”, declarou o advogado.
Albert ainda disse que considera o processo um ataque ao trabalho da advocacia. “A criminalização da advocacia é um ataque à Justiça e ao direito de defesa. Processar aqueles que buscam a verdade não é apenas um ato de covardia, mas uma tentativa desesperada de silenciar vozes essenciais no combate à injustiça”, disse.
Luto
O advogado também afirmou que a família de Rodrigo Castanheira ainda enfrenta o impacto da perda e que a responsabilização dos envolvidos é essencial para que o luto seja enfrentado. Acrescentou ainda que, na avaliação dele, a medida judicial representa uma tentativa de pressionar a defesa da família da vítima.
“O pai do menor, ao invés de enfrentar a realidade, opta pela intimidação. Nós, defensores da verdade, não vamos nos deixar calar. Rodrigo Castanheira era um jovem cheio de planos e sonhos que desejava empreender no futuro e era considerado uma das maiores fontes de alegria dentro de casa. O milagre da vida não veio, mas o milagre da Justiça é uma obrigação do Estado e uma promessa nossa à família”, declarou Albert Halex.
Morte após agressão
Rodrigo Castanheira, de 16 anos, morreu no dia 07 de fevereiro após ser agredido pelo ex-piloto Pedro Turra durante uma briga que começou por um desentendimento banal. O jovem sofreu um traumatismo craniano severo e chegou a passar por cirurgia de emergência, mas não resistiu às complicações.
Um laudo médico apresentado pela família de Rodrigo na última semana aponta que a morte do jovem foi provocada diretamente pelos socos recebidos durante a briga. O documento, assinado pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti Pontes e anexado ao processo, sustenta que os ferimentos que levaram ao óbito foram causados por impactos diretos na cabeça e não por uma possível batida contra um carro, hipótese considerada inicialmente pelas investigações e citada na denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).
Ex-piloto segue preso
Pedro Arthur Turra Basso responde por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Ele está preso preventivamente desde 2 de fevereiro no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios também pediu que Turra seja condenado a pagar uma indenização de R$ 400 mil por danos morais para a família de Rodrigo.
Por Jeice Oliveira
Fonte: maisgoias.com.br
