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Está pensando em desistir da advocacia? Então este artigo foi escrito para você

goo.gl/Lc55p9 | 1- O SONHO DE ADVOGAR

Tornar-se advogado não foi uma tarefa fácil. Foram cinco anos – às vezes mais – de ensino e estudo jurídico, várias provas e trabalhos acadêmicos, milhões de páginas lidas de puro juridiquês, diversas noites mal dormidas, convivência com os mais diferentes tipos de professores, passagem por estágios obrigatórios de prática jurídica, criação de um trabalho de conclusão de curso inédito e o tão sonhado encerramento do último semestre do curso de Direito.

Aparentemente, a pior fase estaria terminada. Entretanto, descobrimos o tamanho da burocracia para se colar o grau e pegar o bendito diploma, a necessidade de aprovação no Exame de Ordem, as formalidades da cerimônia oficial de ingresso na advocacia e a quase imposição de se adquirirem vestimentas “condizentes” com o novo título – pois não basta ser advogado, também é preciso se parecer com um.

Agora sim, estamos prontos para o exercício da função indispensável à justiça. Mas não contávamos com a exigência de experiência para ingressar no mercado de trabalho, o baixo valor pago aos advogados em início de carreira, a cobrança dos familiares em se tornar bem-sucedido na profissão com menos de um ano de formado, a dificuldade em se conseguirem bons clientes e em se manterem os custos fixos de um escritório, a alta quantidade de advogados no Brasil, um Código de Ética restritivo, um Poder Judiciário sobrecarregado e a pressão em se definir, rapidamente, um ramo específico de atuação jurídica.

Além disso, não podemos esquecer que nosso conhecimento jurídico é colocado à prova a todo instante pelas pessoas do nosso meio social: se você adota um posicionamento jurídico a, lhe dirão que uma pesquisa no Google retorna b, que o jornalismo televisivo pensa c, que um curso do Youtube ensina d e que o vizinho que entrou com uma ação similar nos juizados especiais afirma, veementemente, e.

Diante desse cenário, não há como não se deixar abater pela desmotivação. É normal o aparecimento de questionamentos existenciais nesta fase. Mas, apesar de parecer que nada nos é favorável, existe uma pessoa que pode mudar o placar desse jogo: você. Quer saber como? Primeiramente, felicitando-se por ter passado e sobrevivido a todas as etapas listadas acima. Você já é um vencedor e deve comemorar a conquista; foi merecida. Contudo, apenas uma pequena parte do caminho se foi; falta uma longa jornada a ser percorrida, com novos desafios e horizontes.

Para ajudá-lo, listamos algumas atitudes que podem transformar a sua forma de ver o mundo e o seu modo de lidar com as dificuldades.

2- CINCO PASSOS PARA SE TORNAR UM PROFISSIONAL MELHOR

2.1 Mude sua mentalidade

Comece do início: reprograme a sua mente. Mude o conceito que você tem de si mesmo. Imagine-se sendo o profissional com o qual você sempre sonhou. Visualize-se diariamente estando no ponto exato que você pretende chegar e convença-se de que é possível e de que você possui capacidade para tanto.

Em frente ao espelho, diariamente, diga em voz alta quem você será no futuro e sinta orgulho como se já fosse essa pessoa no presente. Pense, respire e aja como esse profissional faria.

Liste em uma folha de papel todas as suas conquistas e as posses que você almeja e cole em um local visível. Não se preocupe em como elas chegarão até você. Apenas as possua em sua mente.

Questione qualquer coisa que você considere impossível, encare-a e reflita sobre a situação apresentada. Você perceberá que há sempre uma saída para contorná-la. Assim, uma vez que o caso imaginado pode ser superado, isso significa que, no fundo, o impossível não existe.

2.2 Não se abale com o seu fracasso e com a opinião alheia

Não deixe que as dificuldades, os fracassos e a descrença das outras pessoas no seu potencial façam com que você desista. Os maiores profissionais de sucesso no mundo fracassaram muitas e muitas vezes antes de conquistarem o que possuem hoje. Se eles tivessem desistido, certamente, não seriam o que são.

Busque identificar onde você pode estar errando e tente proceder de outras maneiras, até que você consiga encontrar um método que funcione para o seu caso. Se você não conseguir perceber sozinho onde estão as suas falhas, peça ajuda a pessoas mais experientes, isso não é vergonha nenhuma.

Corte relações com quem: te coloca para baixo, diz que suas ambições não se tornarão realidade, subestima a sua capacidade de fazer a sua vida ser grandiosa, te desmotiva e menospreza os seus sonhos. Âncoras não permitirão que você chegue a lugar algum.

Infelizmente, algumas vezes, são os nossos próprios familiares que exercem esse papel. Sendo assim, se não puder evitar o contato, tente blindar sua mente contra as negatividades alheias e transformá-las em combustível para provar que todos estão errados a seu respeito. Insista no fato de que nenhum ser humano possui o direito de reprimir os seus sonhos e que, se você não lutar pelos seus objetivos, ninguém o fará.

2.3 Entre em ação agora

Parta para a ação! Vá atrás do seu cliente, de parceiros, de colegas advogados e, principalmente, de conhecimento. Não nos referimos a colecionar diplomas e certificados tão somente para engordar o seu currículo. A busca por informação deve ser estruturada e estar em harmonia com as metas que você estabeleceu. A aquisição de conhecimento prático do mundo – o qual não é ensinado na faculdade – pode ser muito mais vantajosa.

Coloque em prática toda a sabedoria que você adquiriu. Estabeleça tarefas necessárias para atingir o seu objetivo e se discipline a realizá-las todos os dias. Essa decisão está totalmente sob o seu controle. Cabe a você cumprir ou não, querer ser melhor ou não, fazer e ser mais ou não. Trata-se de uma escolha.

Um erro comum de muitas pessoas que leem toneladas de livros para melhorar suas vidas é não realizar as etapas necessárias para a mudança. Logo aquelas informações caem no esquecimento e a sua rotina continuará exatamente como está. Assim, se for necessário, preferimos que você saia desse artigo agora e vá colocar em prática o início da sua mudança.

2.4 Remova a negatividade da sua vida

Afaste pensamentos egoístas e mesquinhos! Conhecemos advogados que preferem guardar estratégias de peças para si, torcer por reprovações no Exame de Ordem, presenciar o insucesso dos seus colegas e sabotar a concorrência.

Lamentamos informar que essas atitudes não levam ninguém a nada. Não tema a concorrência, o fantasma do desvio de clientela ou a superação do estagiário que vem apresentando um desempenho jurídico melhor que o seu.

Tenha segurança na qualidade do serviço que você presta, ajude quem você puder ajudar, compartilhe seus conhecimentos e experiências de vida. Quem age com competência, zelo e profissionalismo sempre terá espaço para exercer sua profissão. Pare de perder tempo querendo ter a vida de outra pessoa; gaste sua energia construindo a vida que você deseja para si mesmo.

Deixe de culpar os outros, reclamar e arranjar desculpas. O seu sucesso só depende de você e de ninguém mais. Você talvez não possa mudar o mundo, mas certamente pode mudar a si mesmo.

2.5 Busque inspiração para continuar

Lembre-se daquilo que o motivou a tornar-se advogado. Resgate todos os sonhos e todas as situações que lhe deram inspiração para chegar até aqui. Se esta for a sua paixão, insista! Caso contrário, dê meia volta e vá buscar o que te move em outro lugar! Às vezes é preciso dar dois passos para trás para poder dar quatro adiante. Mas se você não mudar internamente, cultivar o sucesso e não trabalhar duro para sua realização, não haverá profissão que te satisfaça.

Além disso, o Direito é extremamente vasto e possui muitas opções diferentes da advocacia: concursos públicos, empreendedorismo jurídico, magistério etc.

Deixe de se importar com o número que tem a sua idade; se já possui filhos ou não; se se casou ou não; se conquistou uma casa própria ou mora com os seus pais; se tem um carro esportivo ou se depende de ônibus; se nasceu em uma comunidade carente ou em um bairro nobre. Liberte-se das caixinhas que a sociedade tenta te enquadrar e seja quem você quer ser.

3- CONCLUSÃO

Gostaríamos que todos pudessem encontrar sucesso pleno nessa profissão. Mas, infelizmente, a mudança não é uma tarefa fácil: requer paciência e deve ser trabalhada vagarosamente, com consistência.

Muitos querem melhor qualidade de vida, melhores relacionamentos, melhores empregos, melhor renda, mais tempo para curtir com os amigos e com a família. E quem não possui uma lista de soluções necessárias para resolver os seus problema? Perder peso, parar de fumar, trabalhar mais intensamente, visitar os pais, passar mais tempos com as crianças, dar mais atenção ao cônjuge, ouvir mais os outros etc.

Contudo, poucos estão dispostos a pagar o preço por isso tudo. Qual o preço? Suor, dedicação, sofrimento, desamparo, derrotas e fracassos. Se fosse fácil, todos conseguiriam. É baixíssima a quantidade de pessoas que são capazes de transformar suas vontades em ações. Ocorre que, no primeiro sinal de dificuldade, a tendência será desistir.

Tenha em mente que nada acontece da noite para o dia. Para se percorrer o caminho da vitória e do sucesso, é necessário abandonar preconceitos, melhorar fraqueza e criar coragem para encarar todos os medos que nos assombram.

O medo é particularmente complexo. Tememos a rejeição das pessoas, as respostas negativas, as críticas. Tememos o prejulgamento daqueles que amamos, sair da nossa zona de conforto, cair no descrédito. Tememos a doença sem cura, o afastamento de um familiar, a morte. Tememos a dor, o sofrimento, a solidão. Tememos porque somos humanos e nosso instinto é de sobrevivência. Felizmente, possuímos a habilidade de, apesar do medo, enfrentá-lo.

Lembre-se que temos uma única vida e que ela merece ser desfrutada em todos os sentidos. Não a desperdice. Lute para estar no grupo do 1% que perseverou até o fim e conseguiu, apesar de todas as turbulências.

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Este artigo foi publicado, originalmente, no site Norma Digital.

Andressa Vieira Popinigis
Advogada formada pelo Centro Universitário do Distrito Federal. Pós-graduanda em Direito Eletrônico pela Estácio de Sá. Membro da Comissão de Tecnologia da Informação da OAB/DF.
Fonte: Jus Brasil