Pastor que pediu que prédio da OAB pegasse fogo volta a chamar atenção por histórico de polêmicas e condenações

O pastor Tupirani da Hora Lores, líder da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, voltou a chamar atenção nas redes sociais após a circulação de um vídeo no qual aparece fazendo uma oração contra a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na gravação, o pastor pede a Deus que o prédio da entidade “pegue fogo” e que “não sobre pedra sobre pedra”. O vídeo voltou a circular nas redes sociais e é utilizado como registro da declaração feita pelo religioso.

A fala ganhou repercussão por causa de um episódio posterior envolvendo a sede nacional da OAB. Em 27 de julho de 2024, um incêndio atingiu o edifício-sede do Conselho Federal da Ordem, em Brasília. Segundo a própria OAB, o fogo começou no subsolo e se espalhou pelo shaft do prédio. Cinco pessoas estavam no local e foram resgatadas; uma delas sofreu ferimento no pé.

Apesar da coincidência entre os episódios, não há evidência de que a declaração de Tupirani tenha relação com o incêndio. Na ocasião, a OAB informou que as causas do fogo seriam apuradas pelas perícias da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.

Histórico de controvérsias

A declaração contra a OAB se soma a um histórico de manifestações controversas e processos judiciais envolvendo o pastor.

Em 2018, o Supremo Tribunal Federal manteve uma condenação de Tupirani por praticar e incitar discriminação religiosa. Segundo o STF, ele havia publicado vídeos e textos na internet que ofendiam autoridades públicas e seguidores de diferentes religiões.

O pastor também foi condenado, em 2022, a 18 anos e 6 meses de prisão pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por crimes relacionados a declarações consideradas ofensivas contra judeus. Ele havia sido preso meses antes durante a Operação Rófesh, da Polícia Federal.

A condenação de 2022 não foi o primeiro processo envolvendo o religioso. Em decisão do Superior Tribunal de Justiça, consta uma condenação anterior de três anos de reclusão por preconceito religioso praticado por meio de comunicação social, posteriormente substituída por penas restritivas de direitos.

O vídeo contra a OAB, portanto, integra um histórico já documentado de declarações públicas que levaram Tupirani a responder judicialmente por diferentes acusações. No caso específico da sede da Ordem, porém, a relação entre a oração e o incêndio não foi comprovada.

Fontes: 
Nota oficial do Conselho Federal da OAB sobre o incêndio.
• STF — 2ª Turma nega recurso de pastor condenado por discriminação religiosa.
• CNN Brasil — Pastor é condenado a 18 anos de prisão por discriminação contra judeus.
CONIB — Pastor é condenado a 18 anos e meio por crimes contra judeus.
TRF2 — habeas corpus do pastor preso por crimes de ódio.
• Coletivo Bereia — vídeo em que ele aparece orando pela morte de ministros do STF.
• Arquivo GloboPlay: Tupirani da Hora Lores foi preso pela Polícia Federal em 24 de fevereiro de 2022, durante a Operação Rófesh, que investigava a divulgação de discursos de ódio contra judeus.

Texto elaborado com auxílio de IA.

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