Euro

Juiz manda internar menina de 12 anos por uso de crack

http://goo.gl/l0UEVc | O juiz da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, Evandro Pelarin, determinou ontem a internação compulsória de uma menina de 12 anos que seria usuária de crack. A garota também seria vítima de relações incestuosas em casa. "A menor faz uso de crack, além de outras drogas, vem apresentando comportamento agressivo e mantendo relações sexuais incestuosas, mas se recusa à internação e/ou tratamento", afirmou o juiz.

Segundo Pelarin, ela ainda convive com pessoas usuárias de bebidas alcoólicas e outras drogas ilícitas dentro de casa. O juiz deu prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Fernandópolis interne a menor. Caso a ordem seja descumprida, o município está sujeito a multa de R$ 500, limitada a R$ 5 mil, que deverá ser destinada para tratar a menor em uma entidade privada.

"A adolescente, usuária contumaz de drogas, tem em seu meio familiar (pai, mãe e tios) outros dependentes químicos, a justificar, ao menos em princípio, a necessidade de seu acolhimento institucional", sustenta o juiz. De acordo com Pelarin, o ambiente em que ela convive influi negativamente no comportamento dela.

Usuária aos oito anos 

Desde os 8 anos de idade a menina faz uso de drogas, segundo o juiz. Teria sido com essa idade que a mãe, que não quis informar nome e idade à reportagem, afirma que começou a notar mudança de comportamento na filha. A mãe informou que acreditava se tratar de problemas psiquiátrico. "Ela desmaiou na escola e em casa. A levei em psiquiatras de Votuporanga, mas os tratamentos não davam certo", afirmou a mãe, que disse acreditar que a menina sofra de transtornos hipercinéticos (hiperatividade).

Ainda de acordo com a mulher, a menina ficou agressiva e até chegou a ameaçar a ela e a avó com uma faca. Só no ano passado, a menor foi trocada cinco vezes de escola por mau comportamento. "Ela fugia, ficava horas fora de casa. Minha filha sempre teve tudo que quis. Levo e busco no colégio todos os dias. Não sei onde ela aprendeu isso. Quando descobri (que ela usa drogas) entrei em depressão", disse.

A mãe da menor afirmou que por causa dos problemas com a filha recorreu ao álcool como válvula de escape. "Mas nunca deixei de cuidar dela, do meu outro filho de 19 anos, e de trabalhar. Também faço faculdade. Não podem dizer que sou negligente". A mulher negou que seja usuária de drogas e que a filha matinha relações sexuais com parentes. Ela informou que mora com a filha e com o filho e que é divorciada do pai da menor. O Diário ligou ontem à tarde para a Prefeitura, mas nenhum responsável foi localizado para comentar o caso ontem.

Fonte: diarioweb.com.br
Anterior Próxima