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A verdadeira paixão pelo Direito

http://goo.gl/obfbWG | Dizia Goeth que “só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem”. Arte também pode ser traduzida pela fala que leva o ouvinte a viajar para o até então mundo desconhecido, conviver com fatos até então estranhos e conhecer um pouco dos artistas, os criadores daquele universo, que era só deles e passou a pertencer também ao ouvinte, antes um intruso, um estrangeiro, que de agora em diante compartilha e às vezes determina o rumo e recria em sua mente e em sua imaginação um novo e fascinante espaço – tempo, com novas interpretações ou vontade de fazê-lo, ou, como no caso das palestras, participar da mesma criação e das mesmas idéias, louvando-as, aplaudindo-as e seguindo-as.

Eis o poder de um artista, de um conferencista, de um estadista, de um cientista do direito, de um artífice da palavra, de um artesão ou de um ourives da imaginação e da inteligência, o construtor de um diálogo, de fatos, teses e, porque não de novos caminhos.

O talento dos cultores do direito desenvolvem-se no amor que põem no que fazem. Talvez até a essência da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo próprio trabalho.

O talento e a arte demonstrados pelos palestrantes e organizadores no I Congresso de Direito no estado de Goiás realizado pelo Instituto de Estudos e Promoção do Direito (IGEPD). Um evento de grande porte onde juristas dos estados de São Paulo, Goiás e Belém expuseram as mais importantes tendências ocorridas no Direito brasileiro elevando o estado a um promissor centro de encontro de juristas nacionais.

Mencionado Colóquio demonstrou para nós uma série de virtudes que deveriam permear toda a classe jurídica nacional. O amor pelo estudo do direito foi, sem sombra de dúvida, a mola mestra para a construção desse evento. Seus organizadores apesar da juventude demonstraram um elevado compromisso com o fim social do Direito. Por isso cabe aqui falar de um por um a título de exemplo a ser seguido por toda a classe jurídica:

O primeiro a ser referido chama-se Selmar Serafim Cruz, ilustre e famoso presidente do IGEPD, que apesar das dificuldades e resistências de toda ordem conseguiu levar a cabo o idealismo de ver seu estado no centro das discussões jurídicas trazendo como conseqüência melhorias para a vida em sociedade. Figura ímpar que nos reavivou sonhos de faculdade um pouco esquecidos por profissionais incompetentes apenas interessados em benefícios financeiros, além de ter causado admiração e merecido aplauso de nossa parte.

A segunda chama-se Juliana Silva Marinho, diretora do IGEPD, pessoa de luz que traduz toda a beleza física e intelectual da mulher goiana determinada a transformar as relações sóciais através da evolução dos estudos jurídicos.

O terceiro chama-se Cássio Leite de Oliveira, diretor do IGEDP, pessoa que tive o prazer de conversar e que demonstrou para nós o quanto podemos aprender com jovens inteligentes que vestem a camisa do direito e tentam utiliza-lo da maneira mais adequada possível mesmo que para isso tenha que descordar do entendimento de importantes juristas.

Por fim no que concerne aos organizadores do Congresso não poderíamos esquecer do Dr. Eduardo Costa, bacharel em direito e diretor do IGEPD, sujeito brilhante, a frente de seu tempo que proporcionou literalmente a sociedade local um “Fino trato” ao direito, quase tão fino quanto seu modo de ser e suas vestes impecáveis.

Quanto aos Congressistas poderemos citar alguns para que o leitor tenha uma pequena idéia do evento realizado:

Professor Marco Antônio Ribeiro Tura ou só “Turrão”, advogado, Doutorando, e uma série de outros incontáveis títulos. Indivíduo carismático, despojado, simples, e super inteligente, de idéias no mínimo diferentes e inovadoras a semelhança de seus óculos, o que nos fizeram a discordar de todas as suas colocações. Idéias estas defendidas 24hs junto a todos que o cercavam fazendo com que sua refeição ficasse congelada.

Professor Renato Flávio Marcão ou só “Marcão”, nobre e viril representante do parquet estadual da maior instituição jurídica fiscalizadora do país. Pacato e de qualidades raras nos trouxe uma série de ensinamentos na área sentimental e editorial, além de ter dado um show em sua exposição.

Professor Nelson Nery Júnior, ou só “Nelson” este dispensa comentários pela sua penetração no mundo jurídico. Foi surpreendente pois imaginava um homem velho, rabugento, vaidoso e principalmente inacessível. Após o primeiro contato no hotel e a conversa em uma churrascaria pude perceber o quanto de valor aquele homem tem. Apesar do doutorado na Alemanha, Titularidade da Cadeira de Processo Civil da PUC/SP e vendagem invejável de seus livros o mesmo continua a dar aulas a alunos de graduação, mostrando seu compromisso com a formação dos futuros profissionais do direito. Sujeito simples, sorridente, exímio comedor de picanha e extremamente equilibrado pois até mesmo depois do garçom ter derramado café em seu paletó continuou a conversa como se nada tivesse acontecido.

Professora Érica Bechara, ou só “Érica” ou a “Protetora dos bichinhos”, figura tão bela quanto seus olhos verdes. Extremamente consciente e capacitada levando para esse país o exemplo de respeito a natureza até mesmo na confecção de seus cartões de visita recicláveis.

Depois desse breve retrospecto e biografias, o leitor pode perguntar-me o porquê desse ensaio? Qual a importância? Quais os benefícios? O que esse relato pode trazer de bom para nós?

Esse relato traz consigo o exemplo um exemplo a ser seguido por nós, de pessoas que apesar de seus altos títulos agem como pessoas comuns, serem humanos que foram dotados do brilho da simplicidade, qualidade esta muitas vezes raras nos que lidam com o direito. Nenhum dos conferencistas, depois de verificar a proposta do Instituto teve a coragem de cobrar por suas palestras pois compromissados com o aprimoramento das questões jurídicas, proporcionaram aos participantes um passeio pelas avenidas e alamedas de um Congresso de mestres, que conseguem dar muito de si e transmitir, em pequenas doses, qual o bom perfume, o muito que sabem, instruindo, educando e acendendo a chama do espírito, em busca do aperfeiçoamento e do equilíbrio social , razão maior do Direito e do Ser Humano.

Po Mário Antônio Lobato de Paiva
Fonte: Ambito Juridico
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