A tecnologia como meio de otimização de resultados na advocacia – Aplicativo Fór1

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goo.gl/3mFamX | Um assunto que está em pauta ultimamente é a tecnologia. Muito se fala sobre o quanto ela facilita a rotina corporativa e o reflexo que isso tem nos resultados das empresas que a aderem.

Com o mundo jurídico não poderia ser diferente. Inicialmente a advocacia consistia em uma atividade extremamente manual. As peças processuais eram redigidas em máquina de escrever, haviam os cadernos de jurisprudência que compilavam as decisões mais importantes, tudo em exaustivas páginas de papel, o advogado precisava consultar manualmente esses cadernos jurisprudenciais na busca de uma decisão que lhe fosse favorável, e isso demandava um tempo que hoje é impraticável.

Os computadores tornaram o exercício mais célere, e a internet como meio de busca de informação reduziu exponencialmente o tempo gasto em pesquisas de julgados. Porém, muito tem se debatido, se a utilização de robôs e softwares na rotina advocatícia tem empobrecido o serviço intelectual jurídico ao invés de otimizá-lo.

É necessário salientar que, com o advento da tecnologia e com a criação de inúmeros sistemas de informação, softwares e plataformas inteligentes focados na gestão de escritórios de advocacia, a atividade inteligível pode (e deve) continuar sendo feita de maneira individualizada e personalizada, devendo delegarmos às maquinas apenas atribuições que podem ser mecanizadas, tais como cópias de processos físicos.

Muito se evoluiu no mundo jurídico, exemplo disso é que em 2015 os novos processos foram 100% digitalizados, entretanto as ações propostas anteriormente continuam tramitando na sua forma física.

Com isso, o advogado que atua em ações mais antigas encontrava-se diante de um impasse: Cada vez que uma nova petição é juntada a um processo, ele tinha duas alternativas para tomar ciência do seu teor.

Uma delas era se deslocar, ou deslocar alguém da sua equipe até o fórum, encarar trânsito e filas cartorárias para se tirar cópia de uma petição. Os custos da hora do profissional em deslocamento e os custos inerentes ao próprio deslocamento ficam a cargo do escritório, tornando a operação mais custosa.

Além do custo em si, que embora possa ser repassado ao cliente, que seguramente não ficaria contente com o acréscimo no valor cobrado, é necessário enfatizar sobre a burocracia enfrentada neste impasse.

Só na grande São Paulo, por exemplo, são mais de 70 unidades judiciárias diferentes, entre as cíveis estadual e federal, trabalhista e militar em todas as suas instâncias, sem contar os órgãos administrativos existentes (RFB, JUCESP, etc). Imagine diligenciar em todos esses locais e a perda com o tempo de deslocamento e improdutividade que isso causa. É preciso uma equipe grande disponível apenas para tirar cópias de processos.

A alternativa a isso seria igualmente morosa e mais burocrática, que é a contratação de um advogado correspondente. Quem já precisou contratar um sabe os valores e o tempo que se demanda entre a necessidade das cópias e o efetivo recebimento delas.

Muitos não contabilizam, mas esses pequenos custos (a hora do estagiário, a gasolina ou transporte público, o estacionamento, o correspondente, etc) oneram a atividade da advocacia e o advogado muitas vezes não consegue enxergar o que está refletindo negativamente no resultado da sua operação. Isso sem contar na perda da produtividade. Hora de deslocamento é hora paga e vazia de aproveitamento para a empresa. Ou seja, custo sem retorno.

Diante dessa necessidade de se otimizar custo e tempo, surgiu o aplicativo Fór1.

O Fór1 é uma plataforma colaborativa, como aquele famoso aplicativo de transporte que desbancou os taxis, na qual de um lado existem agentes previamente cadastrados que são localizados geograficamente através do aplicativo e recebem notificações de oportunidade quando estão próximos a algum fórum e do outro lado os advogados que precisam de cópias de processos físicos.

A colaboração funciona da seguinte maneira: o advogado baixa o app gratuitamente, cria um login, informa os dados do processo, indica quais páginas precisa e um prazo para entrega. Feita a solicitação um dos agentes que já esteja nas proximidades do fórum de destino recebe uma notificação da oportunidade de trabalho, aceita o pedido, tira fotos das páginas solicitadas e finaliza o atendimento. No próprio sistema é gerado um arquivo em PDF que pode ser baixado pelo celular, e também é encaminhado automaticamente para o e-mail do advogado. O solicitante paga apenas por pedido, diretamente no aplicativo, através de um cartão de crédito ou boleto.

Por não ser necessário deslocamento ou grande disposição de tempo dos agentes, uma vez que eles já estão no fórum ou muito próximos dele, o custo é muito inferior ao de uma contratação de um correspondente. E por consequência o tempo e número de processos realizados entre a necessidade das cópias e o recebimento delas também são diminuídos com o uso da plataforma, otimizando sobremaneira o custo e o tempo do advogado, trazendo melhores resultados para a sua operação.

Com este exemplo, fica claro que a tecnologia não vem para tomar o lugar dos advogados, mas tão somente para fomentar a profissão e a classe como um todo.

Isso porque o advogado pode lançar mão do conceito de colaboração, terceirizando por meio da tecnologia atividades de menor complexidade e dedicar seu tempo com casos que realmente demandem mais de sua atenção em decorrência de eventuais particularidades, e ainda analisar dados, aperfeiçoar seu serviço, ter tempo de qualidade com seu cliente, buscar novas oportunidades jurídicas, bem como gerir de forma mais integrada os profissionais que estão sob sua responsabilidade.

Logo, desde que utilizada de modo organizado e planejado, a tecnologia pode ser uma ótima aliada na gestão de processos tanto para os novos escritórios de advocacia que não contam com uma grande equipe disponível, quanto para melhorar os resultados daqueles escritórios já firmemente estabelecidos.

O aplicativo Fór1 foi lançado durante a Lawtech em São Paulo e está disponível nas plataformas AppStore e GooglePlay:

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Por Bruna Zandonadi Schabbel - CEO Fór1 Diligências Inteligentes

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