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Estão matando covardemente muitos Advogados. O que se pode fazer, além de lamentar?

Um comentário
goo.gl/9TkrX1 | Falar da gritante necessidade de que seja liberado o porte de armas para Advogados já está até ‘cansando a beleza’ do leitor brasileiro.

Dizer que tal anseio permeia a mente de muitos profissionais do Direito; não tenho dúvida.

Atentar que as estatísticas indicam que o clamor dos causídicos é fato, a Câmara de Deputados já aprovou o projeto de lei 704/2015, e, em função disto, o STJ estará avaliando em breve este caso; é repetir notícias.

Alertar que a própria OAB compactua com o anelo de muitos inscritos em seus quadros, não restam dúvidas.

No entanto, o quero trazer a baila neste artigo é a notícia trágica de que assassinaram a queima roupa mais um colega de profissão. Sim, recentemente assassinaram, de forma ousada, cruel e covarde, mais um Advogado brasileiro. Desta vez foi o Dr. Itomar Espíndola Dória lá do interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente, na cidade de Taquari/RS.

Noticiários evidenciam que o Advogado era calejado na luta, veterano, 36 (trinta e seis) anos de labor, Especialista em causas trabalhistas e, vez ou outra, atuava no Tribunal do Júri, tendo sido, em tempo pretérito, vice presidente da OAB.

Os trinta e seis anos de batente, de labor, de trabalho duro, de exímia conduta e serviço prestado como honra à OAB de seu Estado foram ignorados. Saber que o profissional deixaria uma família enlutada, pouco importou. Pelo contrário, se esqueceram da idade da vítima, dos anos de efetivo profissionalismo, e, simplesmente, por motivos ainda desconhecidos, adentraram ao escritório do Doutor Itomar Espíndola Dória e dispararam covardemente diversos tiros a queima roupa em seu corpo, sem que ele tivesse direito a defender-se.

Neste instante, independentemente de qualquer que seja a motivação, um misto de dó, lamento, revolta, indignação e insegurança tomam conta do ser de qualquer ‘cristão’. Ora, e não é pra menos.

Imagine a chocante cena:

- O colega Itomar Espíndola Dória está elegantemente trajado e muito bem sentado, no conforto seu refrigerado gabinete, trabalhando, produzindo. Um desconhecido adentra ao recintoo, pede para ser atendido pelo profissional. Seu pedido é imediatamente atendido, mas, ao estar frente a frente com o Advogado, o criminoso simplesmente dispara diversos tiros no ‘alvo’, que, sem ter como defender-se, expira, caindo ao chão envolto numa poça de sangue. Sangue de um guerreiro. Sangue de um trabalhador. Sangue de um profissional. Sangue de um Advogado!

O crime não compensa, mas o crime acaba repentinamente com uma preciosa vida! Isto é terrível!

O homem que perseguiu por 36 anos os direitos alheios, encerra a brilhante carreira, caído ao chão! Infelizmente, é mais um número nas estatísticas de Advogados mortos no Brasil, e precisa, agora, que os seus amigos, parentes e a OAB, revoltados, chorosos, saudosos e enlutados, persigam os seus direitos simbolizando com justa honra e em sua memória.

Ler notícias neste tema sombrio, entristece, aborrece e o que se chega à conclusão é que algo precisa ser feito; que mudanças são oportunas e pontuais.

Leia esta matéria de minha autoria também!

Será???


Será que já é chegada a hora de iniciarmos a imediata compra de detectores de metais para implantá-los nas portarias dos nossos escritórios?

Será que, ao invés de recrutarmos moças elegantes, meigas, singelas e educadas para trabalharem na recepção dos nossos escritórios, precisamos selecionar homens marombados, (estilo Rambo), fortemente armados e dispostos a usarem, sem um mínimo de critérios, detectores de metais em nossos futuros clientes? Pelo andar da carruagem, sem um mínimo de receio, entendo que sim.

Pesquisei rapidamente, e, pelo menos nas minhas simplórias pesquisas, não consegui comparar nem perceber em grau de igualdade ou semelhança, o fato de profissionais de outras categorias terem sido igualmente assassinados com a mesma frequência com que ceifaram a vida dos profissionais do Direito.

Será que fiz uma pesquisa furada, e estou divagando, ou, é fato real e notório, constatar, cabisbaixa, que advogar aqui no Brasil, beira o perigo?

Precauções já eram tomadas por muitos de nós... E agora, muitos outros serão mais cautelosos; e, com razão.

No meio desta terrível dúvida, uma certeza eu tenho, e sigo, refletindo:

Cautela e prudência, principalmente nos primeiros contatos, não custam nada, mas, se não observadas, custarão uma preciosa vida!

Fátima Burégio
Especalista em Processo Civil, Responsabilidade Civil e Contratos
Dra Fátima Burégio, Advogada, Banca Burégio Advocacia em Recife-PE, Especialista em Processo Civil pelo Instituto de Magistrados do Nordeste, atuante em Direito Civil, Pós Graduada Responsabilidade Civil e Contratos pelo Rio Grande do Sul, formada em Conciliação, Mediação e Arbitragem pelo INAMA. Curso Defesa do Consumidor pelo Instituto Luiz Mário Moutinho, Curso de Combate à Corrupção MPPE. Formação Extensão Prática Cotidiana D.Família e Sucessões OAB Federal e ENA. Atua na área Cível, Família, Consumidor, Empresarial, Previdenciário, Trabalhista, Contratos, Obrigações, Direitos Reais, Propriedade e Responsabilidade Civil. buregioadvocacia@outlook.com Fone/Wpp 81-99210-1566 Site https://fatimaburegioadvocacia.wordpress.com
Fonte: Jus Brasil

Um comentário

  1. Esse país,nossos legisladores deveriam respeitarem mais nossos advogados.
    Porte de arma de fogo já.

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