Acompanhe o novo site direitonews.com.br

Fim do exame de ordem: qual o real interesse do governo e da base aliada no enfraquecimento da advocacia?

38 comentários
goo.gl/Udi5xU | O Brasil é o país que registra o maior número de advogados do mundo. Não há notícia de uma classe profissional com diploma de nível superior que cresça tanto, no MUNDO inteiro, como crescem os advogados no Brasil. Em 18 de novembro de 2016 atingimos a marca de 1 milhão de advogados. Em 19 meses, entraram nos quadros da OAB mais 100 mil advogados. Temos uma média de 177 advogados por dia.

Já no primeiro mês de 2019 foram autorizados mais 5 cursos com 570 vagas, totalizando 1.561 cursos jurídicos. No dia 28 de janeiro de 2019, o Conselho Federal da OAB solicitou ao Ministro da Educação, Ricardo Velez Rodrigues, a suspensão dos processos de abertura de novos cursos de Direito pelo prazo de 05 (cinco) anos, contudo, até o momento, não foi atendido. Cumpre registrar que em abril de 218, atendendo à solicitação do Conselho Federal de Medicina, o MEC baixou a portaria 328, suspendendo os editais para aberturas de novos cursos de medicina, por 05 (cinco) anos.

O Brasil possui, hoje, mais de 1.572 cursos de Direito (dados de fevereiro de 2019). Em 2018 foram autorizadas a abertura de mais de 125 faculdades de Direito pelo MEC. Tramitam no MEC ainda centenas de pedidos de autorizações para novos cursos, sem contabilizar a concessão de mais vagas (dezenas de milhares) para faculdades que já estão em funcionamento. Pelo visto, o Ministério não consegue (ou não quer) dizer não para ninguém. A Conta não fecha, o mercado não está pronto para absorver esta grande quantidade de profissionais, e o sistema se aproxima de um colapso.

As centenas de faculdades particulares distribuídas pelo país, (a maioria com baixa qualidade de ensino), formam, por ano, dezenas de milhares de bacharéis em Direito, a maioria, sem a formação adequada para o exercício da advocacia, com a responsabilidade e a dignidade que a profissão exige. Estes fatores compõem resultados da execução de um processo (intencional) paulatino e gradativo, de "desvalorização da Advocacia", que busca se instalar no Brasil utilizando-se, dentre outros expedientes, da implementação de um verdadeiro ESTELIONATO EDUCACIONAL nos cursos de Direito.

Além dos interesses políticos, cujos objetivos colocam em risco a existência da Constituição Federal da República de 1988, base de sustentação da nossa (ainda frágil) Democracia, estão também presentes interesses econômicos das instituições particulares de ensino superior, que possuem tentáculos de ingerência sobre diversos órgãos dos três Poderes, principalmente, o poder Executivo, na gestão do Ministério da Educação (MEC), órgão que, historicamente, demonstra que dedica um tratamento "diferenciado" à OAB e à Advocacia.

Neste contexto, a presença de uma Advocacia, uma Imprensa e um Jornalismo livres, valorizados e independentes no país, é fator imprescindível, para a manutenção do Estado de Direito que se quer "Democrático".

Aos advogados (verdadeiramente vocacionados), cabem a missão de agir, sem medo de desagradar, posicionando-se entre o cidadão (que teve violado o seu direito) e o Poder Público (que por muitas vezes, ocupa o lugar de violador, por abuso de poder). Os advogados, em seu ministério privado, exercem a função pública, avocando para si a defesa das garantias do seu constituinte, contra a prática de atos e manobras ilegais, fazendo valer a Constituição e a Lei, na busca pelo "Justo". É importante mantermos viva, pois, a memória de grandes Advogados da envergadura de RUY BARBOSA, SOBRAL PINTO, EVANDRO LINS E SILVA, HELENO FRAGOSO e tantos outros ilustres profissionais que honraram a profissão, dando, cada um, a sua parcela de contribuição para consolidação do sistema democrático.

Não foi por acaso que a nossa recente história nacional, registrou grande número de prisões, desaparecimentos e assassinatos cometidos contra advogados (principalmente representantes da OAB) e jornalistas, durante os regimes autoritários.

Lembremos o exemplo emblemático de Lydia Monteiro, secretária do então Presidente do Conselho Federal da OAB, assassinada por engano, em 1980, ao abrir uma carta bomba preparada por membros do Centro de Informações do Exército (CEI), que estava destinada ao presidente.

A atual conjuntura sócio-política global, contudo, não permite mais, sem consequências políticas indesejadas, as práticas violentas e autoritárias de outrora. Portanto, os ataques à Advocacia tomam outra forma e outros modus operandi. Não são mais planejadas "eliminação dos advogados inconvenientes", mas sim, o enfraquecimento da Advocacia, através de "avanços sucessivos", com manobras que visam minar a força institucional da Advocacia e da OAB através de uma campanha para a "descredibilização" institucional da profissão perante a sociedade.

A autorização de centenas de novos cursos de Direito, por ano, pelo MEC; a iniciativa de criação de curso de Técnico em Serviços Jurídicos (tecnólogo); práticas repetidas de violações das prerrogativa legais da advocacia, como quebra de sigilo profissional entre advogados e clientes, da inviolabilidade dos escritórios de advocacia; a tentativa de "criminalização da advocacia criminal", através da manipulação da opinião pública e de projetos de Lei como o PL nº 442/2019; promoção de campanha institucional de associações de magistrados contra prerrogativas legais da Advocacia, são exemplos que podemos citar de manobras que objetivam descredibilizar o profissional advogado e minar a força institucional da Advocacia e da OAB.

O Projeto de Lei 832, apresentado pelo Deputado José Medeiros, membro do partido PODEMOS, da base aliada do governo federal, que prevê o fim do Exame de Ordem para ingresso na advocacia, sob a pecha de "defesa dos direito dos bacharéis em Direito de exercer a profissão", em verdade, não possui nenhum compromissos com os bacharéis, mas sim, tal qual os exemplos citados acima, miram em outro alvo: o de enfraquecer e desvalorizar a Advocacia.

Aqueles que defendem o fim do Exame de Ordem para o ingresso na advocacia, em verdade, não conhecem da matéria, ignoram a história da Advocacia no Brasil e desconhecem a realidade da profissão.

Ilhéus/BA, 24 de fevereiro de 2019.

Sanzio C. Peixoto

Advogado - OAB/BA 27.480

Especialista em Direito Penal.

Presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB - Subseção de Ilhéus/BA.

Membro do Tribunal de Ética da OAB/BA.

E-mail: sanzioadv@gmail.com


Referências:

http://emec.mec.gov.br/

https://www.conjur.com.br/2019-jan-29/oab-mec-suspenda-abertura-cursos-juridicos

https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=27561:2018-04-05-18-4...

https://www.conjur.com.br/2018-dez-26/mec-autoriza-19-cursos-direito-2880-novas-vagas

https://blogexamedeordem.com.br/11-mil-novas-vagas-em-cursos-de-direito-apenas-em-2018

https://blogexamedeordem.com.br/brasil-ultrapassaamarca-de-um-milhaoecem-mil-advogados

https://blogexamedeordem.com.br/a-escandalosa-política-do-mec-104-cursos-de-direito-autorizados-em-2...

__________________________________

Sanzio Peixoto
Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2006). Pós-graduado em Ciências Penais pela Universidade Anhanguera - Uniderp (2010). Diretor do Presídio Regional Ariston Cardoso em Ilhéus/BA (2007-2008). Coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Penas Alternativas da Secretaria de Justiça do Estado da Bahia (2008-2011). Professor das matérias Direito Penal III e IV no "Centro de Ensino Superior de Ilhéus" - CESUPI (2009-2011). Advogado inscrito na OAB/BA, sob o nº 27.480. Secretário-geral da Subseção da OAB em Ilhéus/BA (2016 a 2018). Presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB de Ilhéus/BA (2019-2021). Atua nas áreas de Direito Criminal, Administrativo e Previdenciário.
Fonte: sanzioadv.jusbrasil.com.br

38 comentários

  1. Poderiam todos os advogados por mais de 15 anos atuando fizerem a prova ai sim seria justo.
    Duvido que todos que tem a carteira hoje tera condições de passar. Não pedimos emprego a OAB e sim uma prova justa, a prova não da a minima condições reais de trab ao futuro adv.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Primeiro recomendo um curso de português. Se você quer advogar, é necessário, no mínimo, saber concordância verbal. E a culpa ainda é da FGV...

      Excluir
    2. 80% dos Advogados, que HOJE sao a favor do EXAME, naooo fizeram o EXAME, e hoje agem como DONOS DA VERDADE, nesse ESTELIONATO, ja que a oab, nao existe desde 1991, ela esta EXTINTA

      Excluir
    3. Anônimo4/3/19 06:23

      Vá ao menos estudar o português!!!

      Excluir
  2. O curso de direito com cinco anos de duração é o suficiente para sua diplomação e assumir o mercado de trabalho, senhores.
    Os complementos e suas pós graduações são importantes como sempre foram a todos que quiseram e querem conhecer ainda mais o seu rumo.
    Não entendo ser fundamental o exame de ordem da OAB para liberar o já qualificado ao trabalho, que necessita ganhar seu pão de forma digna e sadia.
    Ademais, sabemos que a nossa Constituição Brasileira de 1988 diz ser livre a todo cidadão tomar o rumo do conhecimento que bem lhe convier, desde que seja lícito, que é o caso do curso do direito Brasileiro.
    Tem espaço para todos, o nosso território é grande e muito grande, senhores.

    ResponderExcluir
  3. Balela deste Sanzio.....mais um oabtista que não quer perder a mamata dos milhões da prova....quem passa nesta prova pode passar até por sorte.......uma prova de merda preparada para reprovar em massa......o formado em direito não é imbecil de fazer o que não sabe e queimar uma carreira depois de 5 anos de aprendizado.....o que o formado não sabe não vai arriscar, vai solicitar ajuda de alguém que sabe, vai estudar a matéria mais detalhadamente....este exam não filtra nada....todos os advogados ruins e picaretas que estão atuando fizeram esta prova......

    ResponderExcluir
  4. Sou totalmente contra o exame da OAB, vejo como sim uma maneira de arrecadar milhões, se querem falar em justiça, vamos lá:
    1) Que todos os cursos de bacharelado ou tecnólogo realizem exames com os da OAB, para a efetiva entrada no mercado de trabalho sobre pena de imediata extincao do exame da OAB.
    2) Revalidação dos diplomas dos profissionais que não realizaram o exame da OAB.

    Caso contrário cancelamento do exame da ordem imediatamente, como questão de justiça, não me digam que um advogado é mais importante que uma médico ou um engenheiro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. tenho uma proposta melhor:

      1) Que o Exame de Ordem seja composto de 3 fases:
      I- Prova Objetiva de caráter eliminatório, cujo mérito será avaliado pela média geral. Ou seja, excluímos o atual critério de acerto de 50% e passamos à média geral. Apenas os melhores colocados passarão para segunda fase, assim como em qualquer concurso público.
      II - Prova Prática Profissional: ao invés de cobrar apenas 1 disciplina, que o foco seja em no mínimo 3, quais sejam: uma matéria processual, uma matéria de direito privado e uma matéria de direito público. Afinal de contas, é o mínimo que se deve saber na vida real;
      III - Prova Oral: essa última fase seria realizada com foco nas 3 disciplinas supra escolhidas pelo candidato;

      Dessa forma, equipararíamos a prova para Advogado - profissional de extrema relevância nas relações humanas e governamentais - ao juiz, promotor, delegado etc.

      Quanto aos profissionais antigos, a avaliação consistiria em mérito profissional. Por exemplo: quantos clientes ele tem; com quantos artigos científicos e publicações ele contribuiu para a acadêmia; quais teses relevantes ele defende; qual sua atuação na OAB (seja por comissões, palestras, cursos);

      Quem não passa o Exame de Ordem, certamente não se manteria na profissão.

      Excluir
    2. Depois dessas três fases ele tomará posse como juiz?

      Ta de brincadeira né, estamos falando de um exame para HABILITAR,ou seja, passando ele ainda irar ter que correr atrás de clientes.
      Ai você vem falar em 3 fases?
      Kkkkkkkkkkkk

      Excluir
  5. a pessoa que não da conta de passar no exame da OAB, DEPOIS DE 5 ANOS DE CURSO, O É UMA ANTA OU NÃO PRESTOU ATENÇÃO NAS AULAS, TINHA QUE TER PROVA EM TODOS OS CURSOS SUPERIORES, PARA ENXUGAR ESSAS AMEBAS PRESENTES NO MERCADO DE TRABALHO.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. KKKKK ENGRAÇADO ESTE COMENTÁRIO, ACHO SUPER DEZ O DEUS FALAR QUE QUEM NAO PASSA NO EXAME DE ORDEM PROMOVIDO POR UM ORGAO DE CLASSE É UMA ANTA E EXPURGAR OS AMEBAS KKKKKK, ESSE AÍ É ADVOGADO KKKK REALMENTE VOCE VAI SER UM QUE QDO HOUVER MAIS CONCORRENCIA NAO VAI SER EXPURGADO E SIM EXTERMINADO DO MERCADO DE TRABALHO. EU COMO VC DISSE SOU UMA AMEB, PORQUE NÃO PASSEI NO EXAME E SABE POR QUÊ??? POR ENTENDER SOBRE OS ARTIGOS DA CONSTITUIÇÃO QUE ALEM DO ARTIGO 5º ACHO QUE VC NÃO CONHECE A NOSSA CARTA MAGNA TEM TAMBEM O ARTIGO 205 CAPUT, SE QUISER POSSO TE DAR AULA DO QUE É CAPUT KKKKK E APÓS ISTO TEMOS AS LEIS 9394/96 LDB DA EDUCAÇÃO E A LEI 12605/2012 QUE ACHO QUE VC TB NÃO SABE O QUE É ISSO, OUTRO DETALHE VOCE SABE O QUE SIGNIFICA OAB E QUAL A FINALIDADE????TAMBÉM NÃO NÉ KKKKKKKKKKKKKKKKKKK SABIA. MAS O AMEBA E A ANTA SOU EU KKKKKKKKKKKKKKK.

      Excluir
    2. Mauricio provou que além de ameba e anta, não tem educação, é desrespeitoso, medíocre e completamente desnecessário para a sociedade (considerando seu alto grau de ignorância). Parabéns Mauricio bacharel.

      Excluir
    3. A pessoa (Maurício) não sabe nem escrever e quer ser advogado. Estuda português, depois estuda Direito que você passa na OAB. Boa sorte!

      Excluir
    4. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    5. O Maurício é a prova cabal de como é importante o exame da OAB e de quantos caras desse tipo a peneira da OAB elimina. Imagina um "profissional" desses autorizado a advogar? Um desastre. Sequer sabe escrever. Acima ao exame da OAB. Que ele seja cada ano ainda mais difícil para evitar que trabalhemos junto a pessoas sem classe desse nível.

      Excluir
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  7. Esta bem claro que a OAB e FGV, e uma associação de interesses financeiros, que si apropria dos bacharéis em direito para obter lucratividade, e monopolizar o mercado, essa OAB e um vergonha para os operadores do direito.
    Fim do exame da ordem.

    ResponderExcluir
  8. Vamos abrir a caixa preta da OAB, cade o Ministro Sérgio Moro, e a PF, já passou da hora.

    ResponderExcluir
  9. COMPETÊNCIA PARA AVALIAR CURSOS, NÃO ESTUDANTES.
    Até mesmo este poder atribuído à OAB para credenciar os cursos jurídicos foi explicitamente revogado pelo artigo 5⁰ do Decreto 5.773 de 9 de maio de 2006 ao dispor que compete ao Ministério da Educação aprovar os instrumentos de avaliação para autorização de cursos de graduação.
    Em tudo que se refere a EDUCAÇÃO a única função atribuída à OAB pelo DECRETO Nº 5.773, DE 9 DE MAIO DE 2006, restringe-se a opinar sobre a criação ou credenciamento de cursos, simplesmente “opinar”, sem caráter deliberativo, fato confirmado pelo Estatuto da Ordem dos Advogados no artigo 54.
    Não compete à OAB avaliar a qualidade do ensino fornecida aos estudantes de direito e menos ainda a qualidade do ensino fornecido aos bacharéis já graduados. Bacharéis que já possuem DIPLOMA reconhecido pelo MEC não estão sujeitos a reexame sequer pelo Ministério da Educação.

    LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994.
    Art. 54. Compete ao Conselho Federal:
    XV - colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar, previamente, nos pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação, reconhecimento ou credenciamento desses cursos;

    ResponderExcluir
  10. Acabar com o Exame , não é a mesma coisa de acabar com a OAB !

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Claro que não vai acabar com a OAB. Afinal de contas, será cobrada anuidade de milhões de advogados. Contudo, sua manifestação demonstra completa incapacidade de interpretação de texto. A argumentação do narrador é que a enorme quantidade de cursos sendo abertos no Brasil, bem como a formação de diversos bacharéis exige, no mínimo, um Exame que avalie a formação do indivíduo. Afinal de contas, se todas formações fossem boas, não haveria tantos que defendem o fim do Exame. O Exame é mil vezes mais fácil que a vida real, basta estudar. Como alguém que não consegue fazer uma boa faculdade e passar na OAB poderá prestar um serviço jurídico de qualidade? O exame nem foi extinto e o mercado jurídico já está jogado às traças. O problema é que muitos acham que, por ter um diploma de bacharel em direito, podem/devem exercer a profissão. Se acham que podem, nada mais plausível que passar numa prova simples como é o Exame de Ordem.
      Enfim, a OAB nunca vai acabar. Porém, se ocorrer o fim do Exame de Ordem, o mercado já saturado irá sucumbir ao caos e, em decorrência disso, a instituição perderá sua força de representatividade e de defesa dos direitos do cidadão, da democracia, etc.
      Quem estuda, passa!

      Excluir
  11. https://justicaemfoco.com.br/desc-noticia.php?id=133903&fbclid=IwAR2UQOEXbVTPbSfYDOMeRabokPMk85EqlZgQsVCC0P-uqGlSuC6Em0vYkKg

    ResponderExcluir
  12. Segundo a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o diploma devidamente registrado é o título que legalmente habilita o cidadão já formado a exercer sua profissão, de sorte de quaisquer Exames, provas ou certames posteriores à diplomação não procedem e não devem subsistir , sob pena de violação ao texto constitucional , ao qual todos , sem exceção, devem se reportar , inclusive a OAB. A OAB está , desde 1994 , usurpando competência que não lhe é atribuída constitucionalmente para impor requisitos ao exercício da profissão de Advogado . Isto fere os princípios constitucionais de igualdade e livre acesso ao trabalho e às profissões, garantidos como cláusula pétrea na CF 88. À OAB cabe a fiscalização do exercício profissional de seus associados, como órgão de classe que é, não o critério de seleção ou ingresso na categoria , tarefa que é da União, através do MEC, que é o órgão competente para tal. Embora o autor do texto acima condene o MEC pela proliferação de cursos jurídicos no Brasil , a OAB manteve - se calada durante todos estes anos, é somente opinou contra a abertura de novos cursos jurídicos em 2019 , quando o novo Presidente da República Jair Bolsonaro manifestou -se contra o Exame de Ordem. Até então , a OAB não fez o seu dever pois , nos termos do artigo 41 do Decreto n. 9.235/2017 , para abertura de qualquer curso jurídico no Brasil , seja na modalidade presencial ou à distância , é necessário prévio parecer favorável do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil . Portanto , não coloquem a culpa no MEC agora . Depois , contratam para realizar e aplicar a prova a instituição FGV, que foi condenada , em dezembro de 2018 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, pelo crime de improbidade administrativa, em processo que corria desde 2003 , envolvendo contratos fraudulentos com a Administração Pública do Município de São Paulo à época, e contra quem estão em curso outras investigações , por crimes contra a Administração Pública e o Sistema Financeiro, inclusive no âmbito da Operação Lava Jato . A prova , feita em duas fases , tem , há anos , índice de reprovação superior a 89 % . Podemos ver claramente que algo não vai bem, reclamando correção IMEDIATA . Portanto , a Extinção do injusto e inconstitucional Exame de Ordem da OAB é a medida de Justiça que se impõe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. é por isso que não passa no Exame...
      Justificou, justificou e não disse nada. Para quem não quer estudar, qualquer desculpa é mais confortável.

      Excluir
  13. Mais um safado defendendo a oab porque esta manando nela..

    ResponderExcluir
  14. Quanta mentira!!!! Kkkkkkk
    Nos quadros da OAB temos 60 mil advogados e temos também uma média de 450 mil bacharéis que não tem a carteirinha da oab e portanto não podem trabalhar, a desculpa de ter essa quantidade não cola pois o próprio mercado de consumo ( o que o advogado oferece e um serviço) filtra os bons e mais profissionais.

    ResponderExcluir
  15. além de acabar com o curso de tecnólogo, a abertura de novos cursos superiores deveria ser suspensa por no mínimo 5 anos. Muitos dos que defendem o fim do Exame de Ordem, além de não terem passado por desmérito próprio, não sabem o caos que está o exercício da profissão. O Exame de Ordem é muito mais simples que o exercício da advogacia, basta estudar. Afinal de contas, a prestação de serviços jurídicos exigem MUITO mais dedicação do profissional (o bom) no que tange aos estudos. A vida real é muito mais complexa que um exame em que o único concorrente é você contra você mesmo. Ademais, o que resta aos novos advogados (bons) é estudar para concurso público, pois a leva de advogados ruins está atrapalhando o mercado. Primeiro, pelos irrisórios preços cobrados; Segundo, pela má-prestação dos serviços e sucessiva desvalorização do profissional. Aos olhos da sociedade o advogado tornou-se um mala, alguém que quer ganhar dinheiro e não tem capacidade de prestar um bom serviço. E olha que esse ainda passou na OAB...imagina aqueles que não passam. Resta aos bons, àqueles que estudam e amam o direito, se dedicar ao serviço público enquanto este ainda exige mérito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Masoq, muitos candidatos passam no exame depois de recursos, tanto na 1 qto na 2 fase, e outros tantos recorrem à Ouvidoria, devido erros não corrigidos nos recursos, defender com tanto afinco esse exame, sem um equilíbrio racional e uma visão macro é o mesmo que falar e não disser nada. Lamento pelo comentário, mas não admitir os erros cometidos nesse exame é pior que ser reprovado. Ah, fui aprovada, mas isso não me deixa cega às injustiças cometidas em cada exame da OAB, erros que reprovam não por serem os candidatos "Amebas", mas por erros da própria examinadora e reflexo conveniente do Conselho, e não por demérito próprio. Minha Opinião

      Excluir
  16. A oab, ESTA EXTINTA desde 1991, entao, nao se ha de falar em provas e SIM ESTELIONATO,PEÇAM O CNPJ DA oab, os senhores, como operadores do DIREITO, tem que agir dentro da LEI, portanto a oab é ILEGAL

    ResponderExcluir
  17. Anônimo4/3/19 13:23

    Escreanto, falou tanto neste artigo mas não respondeu ao que realmente se propôs, limitando-se a dizer somente que o governo deseja o enfraquecimento da advocacia? Verdade? Com base em quê? Me poupe, perdi meu tempo lendo isso sem qualquer credibilidade .

    ResponderExcluir
  18. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  19. Parabéns pelo texto, muito polêmico e atual. Ocorre que no próprio texto está a base para o fim do exame da OAB, pois cita a abertura de mais 5 cursos de direito. A principal bandeira da OAB é exatamente a necessidade de se retirar do mercado cursos caça-niquel, de faculdades particulares. Porém, nos últimos 20 anos NÃO HOUVE SEQUER UMA FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FECHADA. Portanto mera demagogia, para continuar sustentando este sindicato de advogados, que gera milhões de reais para a própria ordem, criando emprego para Juízes, Desembargadores, Promotores de Justiça, que dão aulas em cursinho e deveriam estar prestando serviço para o estado, o qual é seu patrão. Mas segue o esquema do SISTEMA! Fim do exame é no mínimo moral.

    ResponderExcluir
  20. O que qualifica o profissional e a prática e os cursos e as pôs graduações que faz no decorrer da carreira.


    ResponderExcluir
  21. Sanzio C. Peixoto Advogado - OAB/BA 27.480. Gostaria de saber se você fez essa idiota que OAB está aplicando atualmente, duvido que você seja aprovado. Essa reserva de mercado que vocês defendem tem que ser extinta. A OAB não qualifica e nem seleciona, apenas extorque os "BACHARÉIS", tomando dinheiro de quem está desempregado.

    ResponderExcluir
  22. Já li e ouvi inúmeros absurdos em defesa do exame de ordem. É curioso, um médico lida com vidas humanas e não lhe submetem a concurso para o exercício regular da medicina, muito menos conhecimento acerca de todas as especialidades médicas. Um psicólogo também não. Igualmente um engenheiro civil ou qualquer outra graduação não passa por este tipo de avaliação para o regular exercício da profissão. Porque esse tipo de exigência é cobrado do bacharel em Direito com exclusividade? A quem interessa o Exame de Ordem?

    ResponderExcluir
  23. Se me for apresentado um argumento plausível quem sabe eu mude meu ponto de vista?

    ResponderExcluir

Agradecemos pelo seu comentário!