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Juiz é investigado após reintegrar 30 policiais militares expulsos por formação de quadrilha

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bit.ly/2HiOwEQ | O juiz Marcelo Borges Barbosa, responsável pela comarca de Mangaratiba, na região da Costa Verde do Estado do Rio de Janeiro, está sendo investigado pela corregedoria do Tribunal de Justiça depois de reintegrar 30 policiais militares expulsos da corporação por formação de quadrilha. A reintegração aconteceu durante três anos.

De acordo com as investigações, os policiais expulsos entraram na Justiça e procuraram a vara de Mangaratiba em busca de uma reintegração na corporação. Nenhum dos PMs morava na cidade, mesmo assim o juiz aceitou todos os pedidos. A defesa de Marcelo Borges nega as acusações.

Investigação


Juízes da corregedoria e funcionários do Tribunal de Justiça estiveram, nesta segunda-feira (13), no Fórum de Mangaratiba e constataram que 1.500 processos estão parados na vara comandada pelo juiz Marcelo Borges Barbosa. No local, os investigadores recolheram documentos e computadores para perícia.

Segundo a corregedoria do TJ, os policiais haviam entrado com o pedido de liminar em Mangaratiba mesmo quando os processos já vinham correndo em outros fóruns do estado.

De acordo com as investigações, o juiz Marcelo Borges aceitou assumir a análise dos processos fora da abrangência de sua comarca. Na maioria dos casos, os PMs nem precisaram apresentar comprovantes de residência.

Ainda segundo a corregedoria, o magistrado chegou a desrespeitar decisões de desembargadores que haviam derrubado as liminares concedidas por ele. Em alguns casos, os policiais conseguiram ser reintegrados aos batalhões um ano depois da expulsão determinada pela instância superior.

O corregedor Bernardo Garcez disse que pedirá a abertura de um processo administrativo para que o magistrado seja obrigado a dar as explicações necessárias. O pedido ainda será avaliado já que dois desembargadores pediram para estudar melhor os documentos.

Por Eduardo Tchao, RJ2
Fonte: g1 globo

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