Cartier: Advogada tenta comprar joia pelo valor exposto na vitrine, mas boutique se recusa a vender

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Via @metropoles | A Cartier, tradicional joalheria de luxo internacional, se recusou a vender um bracelete pelo valor exposto na vitrine da loja no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

A consumidora, uma advogada de Brasília, passeava no shopping de luxo, na tarde do último dia 31 de outubro, quando viu o bracelete da linha Panthere anunciado por R$ 116 mil.

Ela se interessou pelo produto e entrou na boutique, mas, quando tentou comprar a joia, foi informada de que, na verdade, o item custava quase R$ 300 mil a mais do que constava na vitrine e que o preço era R$ 404 mil.

Um vídeo gravado pela consumidora e obtido pelo Metrópoles mostra o produto e o respectivo valor na vitrine da Cartier. Veja:

O artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor determina que, se o fornecedor de produtos ou serviços se recusar a cumprir a oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá exigir o cumprimento forçado, nos termos do anúncio. A advogada abriu reclamação contra a Cartier no Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) do Distrito Federal, onde mora, e disse que espera solução para a questão.

Ela disse que se sentiu lesada porque a boutique não cumpriu a lei: “É certo que todo lojista tem o dever de cumprir o Código de Defesa do Consumidor, independentemente do preço do produto em questão, se uma joia ou peça de menor valor, assim como também o consumidor não está obrigado a ter expertise em joias para saber qual o preço justo para venda”.

“A empresa reconheceu a diferença da vitrine para com o preço cobrado pelo vendedor, porém se recusou a cumprir a própria oferta e, por derradeiro, a lei consumerista”, enfatizou. “Quando tentei comprar pelo valor anunciado, a gerente, em vez de cumprir a lei, me acusou de má-fé e disse que eu deveria ter conhecimento prévio de valores das joias antes de entrar na joalheria e que não venderia a peça pelo preço da vitrine”, contou.

“Não é sempre que alguém pode se presentear com uma joia, mas aquele era um dia especial pra mim, então, de passagem por São Paulo, passei pela joalheria e fiquei por horas namorando o bracelete que a loja expunha em sua vitrine”, relatou a advogada. “Mas, infelizmente, ao efetivar a compra, fui surpreendida com a cobrança de valor quase 4 vezes maior do que ofertado publicamente pela loja em sua vitrine”, pontuou.

A consumidora disse que, além de se sentir lesada pela Cartier, ficou estarrecida com a atitude da boutique diante da situação. “Mesmo sendo cliente, o tratamento que recebi não foi condizente com a ética e o respeito que se esperaria de uma grife mundialmente consolidada”, lamentou.

O outro lado

Em nota, a advogada da Cartier, Andrea Coutinho Pereira, disse que o vendedor da boutique inverteu o preço original do bracelete com o valor de um anel da mesma linha.

“De acordo com jurisprudência sobre o assunto, a escusa do fornecedor em cumprir a oferta é legítima quando o preço cobrado pelo produto é manifestamente incompatível com o valor normalmente praticado no mercado para um produto com especificações semelhantes”, afirmou.

Pereira alegou que “o bom senso conduz à conclusão de que um bracelete com 225 diamantes não poderia em nenhuma hipótese custar 25% do preço de um anel, com apenas três diamantes pequenos”. “Note-se que o fornecedor não está obrigado a cumprir oferta manifestamente equivocada, que promove claramente o seu desequilíbrio econômico, contrariando o padrão regular e usual do preço”, disse.

Por Isadora Teixeira
Fonte: metropoles.com

2/Comentários

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  2. Legal quandary! The lawyer's attempt to buy jewelry at the displayed price, only to be refused by the boutique, raises intriguing questions about consumer rights and business practices.
    Domestic Violence Registry New Jersey
    New Jersey Careless Driving

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