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Funcionária denuncia r4cism0 religioso após falta justificada ser recusada; caso é levado ao MPT/AL

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Via @portalcadamin | Uma trabalhadora praticante de religião de matriz africana teve seu atestado religioso recusado pela empresa onde atua. O caso foi acolhido pelo Instituto do Negro de Alagoas (INEG/AL) e divulgado na manhã desta quinta-feira (04). A entidade protocolou uma representação formal junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) em defesa da vítima.

De acordo com o INEG, a funcionária havia comunicado previamente ao setor de Recursos Humanos sobre sua necessidade de ausência para cumprir obrigações espirituais, apresentando documentação oficial que atestava a justificativa. Mesmo assim, os dias foram registrados como faltas injustificadas.

O Instituto classificou a situação como racismo religioso, prática que atinge, sobretudo, comunidades tradicionais de terreiro, historicamente submetidas à intolerância e à negação de direitos básicos.

O direito ao afastamento por motivos religiosos está garantido pelo artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal, com precedentes reconhecidos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“Este caso transcende a mera desinformação e configura racismo religioso, demandando tratamento adequado. A Constituição assegura o livre exercício da fé. Ao ignorar este direito, particularmente em relação a religiões tradicionalmente discriminadas, a empresa perpetua práticas racistas e viola a dignidade do trabalhador”, destacou a direção do INEG.

Com a denúncia, a instituição busca responsabilizar a empresa e reforçar a necessidade de coibir práticas discriminatórias no ambiente corporativo.

Por Redação*
*Com Ascom INGE/AL

Fonte: https://www.cadaminuto.com.br/noticia/2025/09/04/funcionaria-sofre-racismo-religioso-apos-falta-justificada-ser-recusada-caso-e-levado-ao-mpt-al

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