Entre as dificuldades enfrentadas, estão a quantidade de saídas e entradas no prédio e a espera pela perícia do gravador das câmeras de segurança do local (confira detalhes abaixo).
Desaparecimento
Daiane foi vista pela última vez no prédio onde a família mora, no centro da cidade, no dia 17 de dezembro.
Em entrevista ao g1, a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, contou que no dia do desaparecimento, a corretora foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz.
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| Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes |
Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane no elevador pouco antes de desaparecer, por volta das 19h. Ela entra na cabine enquanto grava um vídeo para uma amiga, sai em seguida e não retorna mais.
“A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não tem mais notícia dela”, desabafou a mãe.
Nilse relatou que a última imagem mostra a filha gravando um vídeo que sequer chegou a ser enviado à amiga, como se a gravação tivesse sido interrompida de forma repentina.
Outro ponto que intriga a família é o fato de a porta do apartamento ter sido deixada aberta por Daiane, mas encontrada trancada. “É um mistério”, pontuou. A mãe destacou ainda que a corretora tinha um histórico de desavença com vizinhos, incluindo processos na Justiça.
Entrada e saída
O delegado André Luiz Barbosa, responsável pela investigação, contou à TV Anhanguera que o número de saídas no prédio em que ela desapareceu dificulta as investigações. "É um condomínio de vários blocos, mas cada bloco tem uma administração própria, uma entrada própria", informou.
De acordo com ele, essa estrutura interfere nas investigações. “Isso tem trazido toda essa dinâmica para a situação de apurar todas essas possibilidades e isso trazer resultados para que a gente tenha uma resposta”, declarou.
O investigador informou ainda que a Polícia Civil está analisando toda a estrutura do prédio. “Estar no local, avaliar o prédio foi para que a gente pudesse entender e subsidiar as diligências em andamento”, disse.
Análise de câmeras de segurança
De acordo com a família, não há imagens da mulher saindo do prédio e nem voltando ao apartamento, o que aumenta o mistério sobre a sua localização.
O gravador de câmeras de segurança do prédio onde Daiane mora foi levado para passar pela perícia.
“O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi e em que momento foi, se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido passadas para a Polícia Civil”, contou o investigador.
Busca de amostras de DNA
Além do gravador das câmeras de segurança, a Polícia Civil recolheu também os objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora.
A mãe de Daiane disse que uma escova de cabelo da filha foi levada para realizar análise de DNA. "O notebook dela já está nas mãos da polícia desde o início da investigação e não nos devolveram ainda", disse.
"O que foi passado para a gente, é que eles estariam buscando amostras de DNA, não que tivessem encontrado alguma coisa, mas sim para montar informações para o banco de dados”, relatou a irmã da corretora, Fernanda Alves, em entrevista à TV Anhanguera.
Sem movimentação bancária
De acordo com a família, a polícia quebrou o sigilo bancário e identificou que não houve transações na conta da corretora após o desaparecimento. Varreduras no entorno do prédio foram realizadas e não houve mais sinal no celular dela.
"Todas as hipóteses são possíveis. A gente trabalha desde que a hipótese de que Daiane possa ter deixado o prédio por vontade própria, como já aconteceu em outros casos de que não havia indícios de que a pessoa queria desaparecer, e ela foi encontrada posteriormente. Trabalhamos com a hipótese dela ter sido levada para outro local e morta, devido ao lapso temporal que ela não tem contato com a família", explicou o delegado André Luiz Barbosa.
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| Corretora desaparecida em Goiás — Foto: Arte/g1 |
Fonte: g1

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