O que aconteceu
• Wellington Augusto Mazini Silva foi descoberto após dizer a uma paciente que havia visto a vesícula dela durante um ultrassom. A mulher, no entanto, não possui o órgão. As informações constam no boletim de ocorrência, obtido pelo UOL.
• Após ser denunciado, PMs foram ao local e constataram que o homem utilizava o registro médico de um profissional legítimo. Questionado, ele insistiu que era médico, mas não apresentou nenhum documento oficial que comprovasse a alegação. O nome dele também não aparece na consulta do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).
• Na delegacia, Wellington apresentou outro número de registro no Cremesp. Numeração pertence a um segundo médico.
• Policiais encontraram na mochila do homem um carimbo em nome de mais um médico legítimo. Ele disse que receberia R$ 2 mil pelos atendimentos feitos no dia da prisão, segundo o boletim de ocorrência.
• Caso foi registrado na delegacia como: exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato e perigo para a vida ou saúde de outrem.
• O UOL não conseguiu localizar representantes de Wellington. O espaço segue aberto para manifestação.
Estudante de medicina
• Nas redes sociais, ele se apresentava como estudante de medicina na Uninove (Universidade Nove de Julho), instituição privada. A reportagem também tenta contato com a universidade.
• Falso médico atuou apenas por um dia, de acordo com a Prefeitura de Cananéia. Ele utilizou equipamentos próprios.
• Pacientes que foram atendidos por ele tiveram exames remarcados. "Garantimos, assim, a fidedignidade diagnóstica e a continuidade do atendimento com qualidade e segurança", disse o município, em comunicado.
"A Prefeitura de Cananéia lamenta o ocorrido, apresenta desculpas à população e informa que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa gestora, para apurar responsabilidades, identificar falhas e fortalecer os mecanismos de controle, prevenção e governança." — Comunicado da prefeitura
