Segundo o empresário, a situação veio à tona depois que a funcionária apresentou um atestado de cinco dias, supostamente emitido em uma data em que a clínica estaria fechada e o médico responsável não estaria na cidade. Diante da desconfiança, a empresa decidiu apurar internamente o caso.
Para isso, um funcionário foi orientado a comparecer à clínica em um dia de atendimento regular, se passando por paciente, com o objetivo de verificar como funcionava o procedimento para emissão de atestados.
Conforme o relato, ao chegar à recepção, o funcionário disse inicialmente que gostaria de uma consulta com o médico Dr. Airton. Em seguida, afirmou que precisava, na verdade, de um atestado médico. A recepcionista teria informado que a clínica não atendia planos de saúde e que o valor da consulta particular era de R$ 250.
Ainda segundo o empresário, ao ser questionada sobre a possibilidade de emitir apenas o atestado, a funcionária da recepção informou que o documento poderia ser obtido pelo valor de meia consulta, totalizando R$ 125. O funcionário então afirmou que precisava do atestado para viajar com a esposa, aceitou o valor e foi encaminhado ao consultório.
No atendimento, o funcionário teria solicitado um atestado de três dias. De acordo com Patrick, o médico pediu apenas o nome completo e a data de nascimento para emitir o documento, que teria sido entregue com a inclusão de um CID relacionado a diarreia, sem exames ou avaliação clínica detalhada.
Após a constatação, o empresário afirma ter confrontado o médico. Em um dos trechos atribuídos à conversa, Patrick teria dito:
“Eu vou fazer uma denúncia do senhor. Já avisei o delegado. Esse é o segundo atestado que a gente pega do senhor. Já entrei em contato com o CRM. Eu vou fazer a denúncia. Isso aqui é uma sacanagem do senhor, uma falta de honestidade. A gente trabalhando para sustentar esse tipo de situação, uma funcionária viajando, e um homem velho fazendo isso”.
Ainda segundo o empresário, o médico respondeu.
“Você conhece ela muito mais que eu. Eu fui ajudar quem precisa. Acho que você deve fazer o que vai fazer, mas com cuidado”.
O empresário relata ainda que, durante a situação, a secretária da clínica teria ligado para o pai da funcionária envolvida.
Segundo o relato, ela teria dito por telefone que o empresário iria denunciar o médico por causa do atestado, afirmando que “como pai, o senhor precisa resolver essa situação, porque a gente acaba confiando nas pessoas e agora estamos com um problemão na mão”.
Patrick afirma que decidiu levar o caso adiante para servir de exemplo.
“Dr. Airton, eu vou fazer a denúncia para ficar de exemplo, porque isso é uma sacanagem. O senhor não está tirando do bolso da funcionária, está tirando do meu bolso”, teria dito.
Até o momento, não há manifestação oficial do médico citado, da clínica ou do Conselho Regional de Medicina sobre as acusações.
Por equipe Jornal Razão
Fonte: jornalrazao.com
