Segundo a denúncia, assinada pelo promotor Cristhiano Menezes da Silva Caires, as condutas ocorreram de forma reiterada entre fevereiro e outubro de 2025 e teriam afetado a integridade física e psicológica da vítima, além de restringir sua liberdade e privacidade. O MP aponta que o investigado teria usado a posição de síndico para dificultar a rotina de Daiane e impor exigências fora do padrão, como pedidos presenciais com assinatura reconhecida em cartório para solicitações de manutenção.
O documento relata ainda discussões frequentes por aplicativos e de forma presencial e menciona um episódio de agressão em fevereiro de 2025, quando Daiane teria sido atingida por uma cotovelada. A denúncia também afirma que o síndico monitorava a movimentação dela e de hóspedes por câmeras do condomínio e compartilhava imagens com a irmã da vítima, além de haver indícios de sabotagem de serviços como água, internet, gás e energia nos apartamentos administrados por Daiane.
De acordo com o MP, o conflito teria começado após um desentendimento relacionado à locação de uma unidade com número de hóspedes acima do permitido. Na denúncia, o órgão pede a citação do acusado e a condenação ao fim do processo.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público requer que a Justiça fixe indenização mínima por danos morais em dois salários mínimos e informa que deixou de oferecer medidas despenalizadoras, como transação penal e suspensão condicional do processo, por haver outra ação penal em andamento contra o denunciado.
Da Redação
Fonte: maisgoias.com.br
