Segundo a PCSC, o adolescente apontado como autor do crime foi interceptado no aeroporto ao retornar de uma viagem internacional.
No momento da abordagem, um familiar tentou ocultar o boné e o moletom que estavam com o jovem. Inicialmente, o familiar afirmou que o moletom teria sido comprado durante a viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça.
A investigação sobre a morte do cão Orelha e os maus-tratos contra o cão Caramelo foi conduzida por uma força-tarefa que envolveu a Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e a Delegacia de Proteção Animal (DPA).
Ao todo, foram analisadas mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de segurança, ouvidas 24 testemunhas e investigados oito adolescentes.
Ataque ao cão Orelha
• Segundo a polícia, o ataque ao cão Orelha ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha.
• Laudos da Polícia Científica apontaram que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça.
• Orelha foi resgatado por moradores no dia seguinte, mas morreu em uma clínica veterinária em decorrência dos ferimentos.
As imagens analisadas pelo polícia catarinense permitiram reconstruir o trajeto do adolescente suspeito. Segundo a PCSC, ele saiu do condomínio onde estava hospedado às 5h25 e retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga.
Em depoimento, o jovem afirmou inicialmente que não havia saído do local, o que foi classificado pela polícia como uma contradição relevante, já que as imagens comprovam sua circulação fora do condomínio.
Para reforçar a apuração, a polícia também utilizou um software de origem francesa para análise de dados de localização.
A corporação destacou ainda o cuidado para evitar vazamentos durante a investigação, já que o adolescente permaneceu fora do país por quase um mês, período em que poderia descartar provas, como o celular.
Internação de adolescente e adultos indiciados
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil pediu a internação do adolescente suspeito, medida equivalente à prisão no sistema adulto.
Três adultos foram indiciados por coação à testemunha. Por envolver menores de idade, os processos tramitam em segredo de Justiça. Todo o material foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário para as providências cabíveis.
Por Manuela de Moura
Fonte: metropoles.com
