Em nota encaminhada ao Metrópoles, a defesa afirmou que não é “demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal” e que espera o momento adequado para apresentar as provas contra a acusação (leia a nota completa abaixo). O ministro está internado no DF Star, em Brasília.
Buzzi é acusado por uma jovem de abuso sexual, caso revelado pelo Metrópoles na coluna Grande Angular. A jovem foi ouvida na manhã de quinta-feira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A moça é filha de um casal de amigos do ministro, conforme mostrou a coluna Grande Angular. Eles passavam as férias hospedados na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).
No dia 9 de janeiro, eles estavam na praia e, em determinado momento, a jovem entrou no mar para tomar banho. Buzzi também estava na água. Segundo o relato da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou agarrá-la por três vezes.
Ela conseguiu se desvencilhar, correu para a praia e contou aos pais o ocorrido. Estupefato, o casal deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia.
Nota
É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.
Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.
Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.
Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.
A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.
Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi.
Por Manoela Alcântara e Pablo Giovanni
Fonte: metropoles.com
