A suspeita foi identificada como Yizel J. Juarez, de 23 anos. De acordo com a investigação, ela alegava se sentir “sobrecarregada” no trabalho. A creche adota uma política que determina que crianças doentes sejam liberadas e só possam retornar após 24 horas.
O caso começou a vir à tona após a mãe de um aluno de 1 ano e 5 meses desconfiar de problemas estomacais recorrentes no filho. “Pensamos que poderia ser um vírus, mas o teste deu negativo”, afirmou ela. A mulher contou que chegou a trocar a fórmula láctea da criança enquanto médicos buscavam explicações para os sintomas.
Com o surgimento de queixas semelhantes de outros pais, a polícia de St. Charles foi acionada. Durante a investigação, os agentes constataram que os laxantes estavam sendo administrados pela educadora.
Ainda segundo a polícia, Juarez foi acusada de três tentativas de agressão qualificada com lesão corporal contra vítima menor de 13 anos e três crimes de colocar em risco a vida ou a saúde de uma criança.
Ela se entregou às autoridades, foi presa e posteriormente liberada após receber intimação para comparecer ao tribunal.
“É repugnante. Meu filho ainda sofre de constipação, que o médico disse ser um efeito colateral da suspensão do laxante”, declarou a mãe de uma das vítimas. O pai de outra criança também se manifestou: “Não tenho palavras. É horrível pensar que seu filho estará seguro na creche e, de repente, você se depara com uma situação como essa”.
A instituição informou que a funcionária foi demitida após a descoberta do caso. As investigações seguem em andamento.
Por Fabricio Moretti
Fonte: maisgoias.com.br
