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Justiça aceita denúncia, e Pedro Turra torna-se réu por homicídio doloso

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Via @metropoles | A 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras aceitou denúncia e tornou Pedro Turra réu por homicídio doloso. A decisão, assinada pelo juiz André Ribeiro e publicada nesta sexta-feira (13/1), considera que “os fatos criminosos e todas as circunstâncias foram expostos de forma clara e precisa, bem como a qualificação do acusado, a classificação do crime e o rol de testemunhas”.

Com o recebimento da denúncia, a defesa de Turra terá 10 dias para se manifestar. Ao longo do processo, o juiz ainda irá decidir se o caso será levado a júri popular ou não. O magistrado também pode, se assim entender, mudar a tipificação do crime.

Caso seja condenado por homicídio doloso, o piloto pode pegar pena de até 30 anos de prisão.

O magistrado ainda destacou na decisão a necessidade de se manter a prisão de Turra. “Como salientado na decisão de decretação da prisão, a conduta de Pedro Turra reveste-se de grande gravidade concreta, na medida em que as agressões foram perpetradas de forma brutal e prolongada contra vítima adolescente, em contexto de exposição pública e com a participação de terceiros que registravam e possivelmente incitavam a violência.”

O ex-piloto da Fórmula Delta está preso preventivamente desde 30 de janeiro pela morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos.

Denúncia por homicídio doloso

Na denúncia, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) requer que o piloto seja condenado à reparação de danos morais causados à família da vítima”, estipulando o valor mínimo de R$ 400 mil.

Conforme consta na denúncia, Pedro Turra, “agindo de forma livre e consciente, assumindo o risco de causar o resultado morte, agrediu violentamente, mediante reiterados socos a vítima”.

De acordo com o documento, Rodrigo sofreu lesões que foram a causa eficiente de sua morte, conforme laudo de exame de corpo de delito cadavérico.

A denúncia também aponta que o crime foi cometido por motivo fútil, consistente em uma discussão banal iniciada por um cuspe desferido pelo denunciado.

Por Samara Schwingel
Fonte: metropoles.com

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