O delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação, informou que o crime foi uma “emboscada planejada” e que os envolvidos podem ser condenados a quase 20 anos de prisão.
Imagens:
Trancada no quarto
De acordo com os policiais, a vítima relatou que recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola convidando-a para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela.
No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com outros três adolescentes que insistiam para que ela mantivesse relações com eles.
Com a negativa, os adolescentes passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela.
Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão dos homens, que responderão pelo crime de estupro, e pela apreensão de um adolescente, que responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime. Diligências seguem em andamento para capturar e responsabilizar os envolvidos.
Posicionamento
Em nota, a defesa de um dos suspeitos, João Gabriel Xavier Bertho, nega estupro. “A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos”, declarou.
A coluna Na Mira tenta localizar defesa dos outros três envolvidos indiciados. O espaço segue aberto para posicionamentos.
A defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota:
"A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação".
Com informações do g1.
Por Larice de Paula
Fonte: metropoles.com




