O processo apura o suposto envolvimento de parlamentares em um esquema de desvio de emendas. Em sua fala, classificada como a "derradeira tentativa" de apresentar a verdadeira figura do deputado à Corte, o defensor fez uma analogia sobre as agruras e os desafios morais de atuar na capital federal.
"É preciso dizer primeiro que vir para Brasília é como ter com o diabo, segundo a música de Renato Russo", iniciou o advogado. Ele fez questão imediata de ressaltar que não havia paralelo moral entre o protagonista da canção e seu cliente. "João de Santo Cristo era um bandido, Gil é um pastor, não há paralelo", frisou.
Apesar da ressalva, a defesa utilizou o desfecho da saga musical para ilustrar a motivação original de muitos políticos que chegam à cidade. "Ele queria falar com o presidente para ajudar toda essa gente que só faz sofrer. É o que inspira muitos dos que vêm para Brasília, lamentavelmente com o diabo ter", argumentou o advogado, tentando vincular a atuação do parlamentar a um propósito social.
Ao encerrar sua participação no plenário, Maurício de Oliveira Campos Junior expressou a esperança de que os argumentos centrais tenham sido assimilados pelos ministros, mesmo diante de eventuais lapsos na exposição.
Fonte: @jurinewsbr
